quinta-feira, 26 de março de 2009

Belém!!


O meu avô, bisavô do Alexandre - luz dos olhos do senhor - comprou-lhe no fim de semana um equipamento "oficial" do Belenenses.

O meu avô, é há 50 anos fiel sócio do Clube de Futebol "Os Belenenses", aliás a familia no passado era toda ela ligada ao mundo do futebol.
O meu bisavô materno foi fundador do "Carcavelinhos", para quem não sabe, uma espécie de antepassado do actual "Atlético" - se não conhecerem não importa, deve estar lá pelas ruas da amargura da 4ª Divisão, mas de qualquer forma já deu a Alcântara muitas alegrias, é o Atlético e as marchas!

Mas à frente!

Ora lá em casa o pai é do Benfica, a mãe é do contra, e a criança tem muitas influências externas dos vizinhos que são todos benfiquistas, de tal ordem que quando vê futebol e há golos ele grita : "Golllloooo, Benfica".

O meu avô começou a ver a equipa dele a ficar em segundo plano e vai de o vestir a rigor.

Hoje, quando pegava no Xani e o sentava na cadeira para sairmos de casa a caminho da escola, dizia-me:

- Mãma... eu sou do Belenenses?
- Claro que és! Sempre é melhor que seres do Benfica, tens menos desgostos!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Primavera


Hoje de manhã foi um chato!

Acordou com birra às 7 da manhã, primeiro queria leite, depois já não queria; queria vir dormir na cama dos papás, depois já não queria, mas ir para a cama dele também não era uma opção.

Levantou-se, deitou-se, berrou, recusou o leite, pediu o leite, quis voltar a deitar-se comigo, não sossegou.

E eu com uma vontadinha de lhe dar com a moca, sim que eu trabalhei o dia todo e ainda mais, e embora tenha chegado a casa cedo, por volta das 22.30, estava morta de cansaço e ele às 9 da noite já roncava!

Vá vamos lá arranjar para ir trabalhar, não quero, não vou, então ficas aqui sozinho que eu vou arranjar-me e vou sair.

Lá vamos nós para a casa de banho, tirar o pijama, pôr a fralda no lixo e esperar que eu o sente na sanita, isto já eu estava vestida! Quase pronta para sair e ele a engonhar.

Engonhou mais um pouco, calça os sapatos, não! quero estar assim! Enquanto eu lavava os dentes e me penteava, vai buscar o bibe, não vou.

Sabes que o Inverno acabou e começou a Primavera?

Sei, mas o que isso tem a ver com os teus sapatos e o teu bibe?

É que ainda não fui à praia!!

(O meu boneco lindo, mesmo quando acorda com os azeites, faz-me sorrir!)

terça-feira, 24 de março de 2009


No fim de semana o Alexandre ficou com a minha mãe, há um ritual lá em casa de ele ver todos os fins de semana as avós, umas vezes um dia uma, outro dia outra, por vezes fim de semana sim, fim de semana não.

Quando chega a casa corre a contar-nos o que se passou, onde passeou, o que comeu, o que brincou, enfim, tudo com a boa disposição que o caracteriza e claro, com a clareza com que já nos habituou e continua a espantar dada a sua tenra idade.

No domingo contava a mim e ao pai:
- "Vi um filme com a bábá"
- "A sério amor, e o qual era a história do filme?"
- "Havia um rei, que era muito mauuuuuuuu.E uma menina."
- "Ah sim, e depois?"
- "A menina pôs-se em cima do rei!"

Eu e o pai olhamos um para o outro contemos o riso e a situação lá passou, liguei à minha mãe e disse-lhe:

- "Pelas palavras do teu neto, andaram a ver o quê, filmes pornográficos?"

Rimos tanto! As duas ao telefone, com as lágrimas a cairem pelas faces de tanto rir. Claro que a avó preocupada se encarregou de contar a história e de facto havia um rei (que estava num sarcófago, mas essa parte ela omitiu) e havia também uma menina, que foi atirada algures no decorrer do filme para dentro do sarcofago, logo era verdade que a menina se tinha posto em cima do rei!

É que não lhe escapa nada!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Puzzle

Na segunda feira chegamos a casa e ficamos os dois a brincar, com uma unica intromissão ocasional da Puska. Eu estava um pouco em baixo e decidi nada fazer, deitei-me e peguei num livro, perguntei-lhe se me queria fazer companhia. Disse que sim, foi buscar 2 livros e sentou-me ao meu lado. Depressa se cansou dos livros, embora me tivesse contado as 2 historias creio que 3 vezes cada. Num dos livros reconheçeu os números 1 e 2, o que eu achei estranho, para me certificar pedi-lhe para ir buscar ao quarto o cubo com o número 1. E ele assim o fez, o mesmo com o 2, mas ficou-se por aí, não deixou no entanto de me abismar!
Continuamos a brincadeira e passámos aos puzzles. Não é uma brincadeira que eu estimule muito, mas como sei que desenvolve a área do raciocínio, bora lá.
Ele tem um livro com veículo automoveis, coisa que muito precia. Começou a fazer o primeiro e percebeu que sem ajuda não ia lá, obrigou-me a pôr completamente de lado o já de si ignorado livro que eu tanto desejava e ler e disse: "faz comigo"
No segundo tentei que fizesse sozinho e apelei à sua vaidade:"tu não és um crescido? os crescidos fazem os puzzles sozinhos, os bébes é que precisam de ajuda das mamãs."
Ao que ele responde prontamente:
"Eu sou crescido, tu é que precisas da minha ajuda, vês, toma, toma!"

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai


Aguardamos com ansiedade uma intervenção inspirada do pai do gatinho.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Limão


Em casa dos bisas no Domingo, assim que abriu a porta e me viu disse, com um limão na mão:
- Toma, para fazer chá, fui eu que fui buscar, ali - disse apontando para a àrvore.

Este fim de semana ficou com a avó paterna, foi ver o mar e a praia mas muito de longe e jantou com o padrinho de quem tinha já muitas saudades. Mas saudades tenho eu dele, sempre que fica longe de mim.
Sinto falta da minha gralha no banco de trás no carro, dos gritinhos estridentes que dá quando está contente, das gracinhas de se atirar para o chão e rebolar, dos choros quando a vida não lhe corre de feição, dos abraços para me engraxar ou apenas porque gosta de me mimar. A vida com ele do meu lado é tão mais suportável.

sexta-feira, 13 de março de 2009


Ontem fui com o alexandre ver uma escola, estúpidamente cara, com condições que não lembram ao menino jesus de boas, com salas coloridas, escorregas maravilhosos, piscinas de bolas tal qual ele adora, tudo com um aspecto divino, impecável, cheiroso. Tão bom, mas tão bom que dava vontade de voltar a ser pequenina e encolher-me numa das cadeiras minusculas que por ali pululavam.

No final da visita em que eu não tinha parado de enaltecer o meu rebento, pois ele come muito bem, não dá trabalho nenhum a dormir, já sabes fazer xixi sozinho, sem ter de andar de fralda, é um reguila dócil, enfim um verdadeiro anjinho miniatura. Eis senão quando, me preparao para sair depois de uma visita e a senhora pergunta-lhe: "Queres ficar na escolinha?" ele diz que sim com um ar muito contente até que se apercebe que estamos de saída.

Desata num berreiro porque não se quer ir embora mas antes "ficar na escolinha nova" agarra-me a mão, bate o pé, dá-me uma dentada na mão e ainda me bate por cima.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Será assim tão difícil?


Sei que estamos na era dos computadores, dos telemóveis, dos mp3 e dos palm tops, mas será pedir muito encontrar uma escola para uma criança onde não haja televisão na sala?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sol de Inverno


Agora que o sol despertou, o Alexandre mostra-se com muita vontade de ir brincar na praia, ver o mar, mexer na areia.
Segundo ele:
- Não podemos ir à praia porque é Inverno, quando estivermos no Verão podemos ir ao mar.
Assim, levei-o a ver o mar este Domingo, o que ele riu e brincou encheu-se de areia, esfregou-se no chão, tinha a felicidade estampada no rosto.
Na volta, cruzou-se com uma Beatriz de ano e meio e foi um espectáculo vê-lo espojar-se no chão a mostrar os seus dotes de bailarino, ou seria de ginasta, não sei bem porque ele dizia:
- Meninos, para cima, para baixo, agora rodar, perna no ar. - E enquanto isso fazia as suas gracinhas para impressionar a sua mais nova amiga.
Quando ela saiu do carrinho e se dirigiu a ele, fugiu envergonhado, mas depressa lhe passou a vergonha e no fim já chorava por ter de se vir embora, depois de muitos beijinhos e abraços à conquista de fim de tarde de Domingo.

segunda-feira, 9 de março de 2009

No elevador


Estávamos os dois no elevador prontos para sair, eu para o trabalho, ele para a escola:
- A mamã está bonita? - Perguntei-lhe
Ele olhou para mim, sorriu e disse com um brilhozinho nos olhos:
- Está.
Voltou a olhar e com um ar inquisidor:
- O teu batôm?

Muito observador!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Percebeste??



Ontem encontrei o Alexandre a roer os sapatos, fiquei doida com ele, zanguei-me a sério e chamei-lhe porco.
Passada a hora de jantar a Puska decidiu presentear-me com um xixi enorme no meio da cozinha, fiquei doida com ela, zanguei-me a sério e chamei-lhe porca.
Quando estava a tirar o Alexandre da cadeira onde janta, ele olha para a Puska com um ar muito importante e diz-lhe: "Ai, ai Puska, fizeste o xixi por fora, ficas no castigo. Porca."

Ora isto de tratarmos os nossos bébés como se fossem adultos resulta, a menos que se faça como eu, que doida com os dois, me virei para ele e lhe disse:

- Tu não chamas porca à Puska porque não tens nem credibilidade, nem moralidade para o fazeres. Eu encontrei-te a roer os sapatos, achas bem?

Nisto olho para a cara do pai, que incrédulo ohava para mim e me dizia, "achas mesmo que ele percebeu o que acabaste de dizer?"

Depois de me aperceber o que tinha acabado de dizer olhei para o meu pequeno, ainda no meu colo que olhava para mim com ar de espanto, enquanto eu terminava pergunta "achas bem?" à qual ele acenou imediatamente, certamente a pensar "Chiça, sempre ouvi dizer que o melhor é dar razão aos malucos!"

Depois dele acenar eu disse-lhe: "não amor, não achas bem, tens de dizer desculpa mamã por ter roido os sapatos, não volto a fazer." voltei a olhar para a carinha linda dele, ele não estava a perceber patavina, voltei a falar-lhe: "e tens de dizê-lo como se acreditasses!"

Desatei-me a rir e só parei passados 5 minutos, porque me doia a barriga!

terça-feira, 3 de março de 2009

Leão


Lembrei-me, depois de ler um comentário aqui deixado "num relance", que o Xani agora tem uma nova táctica de intimidação, ele aprendeu que o Leão é o rei da selva e que quando faz Grauuu, intimida, então, agora sempre que quer demonstrar que está desagradado com alguma coisa vira-se e faz: "Grauuu".
Imagine-se se ele tivesse aprendido que o Leão come tudo o que se mexe, só para impôr respeito? Credo!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Babete


Enquanto o pai lhe dava sopa, apareceu-lhe um fio de nabo, que ele não gosta, vai daí deitou fora a sopa toda que tinha na boca e acabou por sujar o roupão que já estava vestido.

Pai - Ó Alexandre olha o que fizeste, a mamã tinha acabado de lavar o teu roupão e tu sujaste, já te disse que não se cospe a sopa!
Xani - Desculpa.

2 segundos de silêncio...

Xani - Se o meu babete estivesse como deve ser, eu não me tinha sujado.

O babete é grande e estava a três dedos do pescoço, eu olhei para o pai, o pai para mim e tentámos não rir até às lágrimas!
Filho esperto o nosso!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bom Comportamento



De há 2 semanas para cá na escola do Xani há na entrada um quadro de comportamento, bola verde para quem se porta bem, bola vermelha para quem se porta mal.

- "Mamã?? Eu sou lindo?"

- "Não amor, hoje não foste lindo. Portaste mal, tiveste uma bolinha vermelha. A mamã está triste e a tia Joana (educadora) também."

Silêncio durante uns 2 minutos.

- "Não, não! Eu sou lindo, tu és má!"

Silêncio por mais dois segundos.

-"Mamã, tu és linda. Mas eu sou lindo não sou?"

Oh boneco, tu para mim, até quando te portas mal és irresistível, mas não to posso demonstrar, é que tu andas teimoso que nem uma mula miúdo, e eu não posso ceder a chantagens emocionais. Mas sim meu amor, és o rapazinho mais lindo do mundo para a tua mãe babada!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ópera


Fomos finalmente ver a Flauta Mágica no Domingo. A excitação durou uma semana inteira depois de ter ouvido em disco em casa da Bábá e de ter-se encantado pelo Papageno e pela Papagena.

Adorou, embora não tivesse percebido a história, mas abanava o rabo e a cabeça ao som do musica, enquanto que tentava imitar o maestro com as mãos.

Alucinou quando entraram em cena os ursos, os leões, as zebras e os tigres, e quando precisou de sair do camarote para ir à casa de banho, debruçou-se na balaustrada, empinando-se para o palco e disse:

"Eu vou ali à casa de banho, mas volto já, está bem?!É só um bocadinho"

No fim, disse que o que mais tinha gostado foram os bichos, o Papageno, a Papagena e a Rainha da Noite! Ah pois é, quem sabe... sabe!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Flauta Magica

Há dois casais que se formam na ópera, Papageno-Papagena, simbolizando o lado comum da humanidade, e Tamino-Pamina, simbolizando o iniciado. O contexto é uma luta entre a Rainha da Noite, que ambiciona o poder, e Sarastro, o grande sacerdote que só pratica o bem. Para Sarastro trabalha, porém, o mouro Monostatos, que tenta seduzir Pamina e se alia à Rainha da Noite.
A obra começa com Tamino perdido na floresta, onde encontra Papageno, um homem alegre que aprecia os prazeres da vida e trabalha para a Rainha da Noite. Deste encontro Tamino fica sabendo que Pamina, filha da Rainha da Noite, foi sequestrada por Sarastro e, apaixonado pela sua beleza, decide resgatá-la.
Na sequência, ambos passam por várias provas antes de poderem se encontrar. Papageno também passa por um tipo de prova antes de encontrar Papagena, e este contraponto cómico do homem comum que se comporta de modo diferente do príncipe diante das adversidades, é o lado cômico que faz esta ópera tão popular.
Esta obra está repleta de simbolismo maçônico. É possível encontrar muitas semelhanças com a Suíte Peer Gynt nº 1 de Edvard Grieg. No livro "A filha da noite", a escritora Marion Zimmer Bradley reconta em prosa esta história, em que os apaixonados lutam contra as forças do mal e a Rainha da Noite, Mãe de Pamina, para se purificarem e alcançarem a sabedoria juntos.

O príncipe Tamino entra num bosque para fugir da perseguição de uma serpente monstruosa. Cai de cansaço e é salvo por três damas da Rainha da Noite. As mulheres ficam maravilhadas com a sua beleza e correm a dar a novidade à sua senhora, a Rainha da Noite. Então, entra em cena Papageno que se dedica a caçar pássaros para a rainha. Ele mente, dizendo que matou a serpente. As damas ao voltarem castigaram o mentiroso colocando na boca um espécie de cadeado.
As damas mostram um retrato da filha da Rainha da Noite. Tamino, ao vê-la, fica apaixonado. Depois da ária de Tamino onde ele diz que se apaixonou por Pamina, as 3 damas voltam apresentando-lhe a Rainha da Noite que, comovida pelas palavras de amor do príncipe, conta-lhe a história da sua filha: ela foi sequestrada por Sarastro, rei e sacerdote de Isis, e se ele a resgatar obterá a sua mão. Tamino aceita o desafio. Em troca, as três damas dão-lhe, oferta da rainha, uma flauta mágica em ouro, que é capaz de mudar o estado de espírito dos seres vivos que a escutem, e a Papageno um carrilhão mágico por querer acompanhar o príncipe. Pamina está numa sala guardada por Monostatos, escravo mouro do palácio de Sarastro que tenta seduzi-la. Nesse momento, chega Papageno e, ao vê-lo, o escravo sai a gritar com medo do seu aspecto.
O caçador de pássaros diz à jovem que a vem resgatar. Tamino e Papageno dirigem-se para um bosque sagrado, guiados pelos três gênios de que lhe falaram as três damas. Nele encontrarão três templos: o da Razão, o da Natureza e o da Sabedoria. Ao tentar entrar neles, o orador no templo da Sabedoria informa que Sarastro governa nos três. Tamino, preocupado com Pamina, tocará a flauta. O som atrai as feras do bosque, que ficam mansas, Pamina e Papageno. Monostatos, que os seguiu, decide capturá-los. Papageno tocará o carrilhão para poder escapar. Aparece Sarastro e Pamina diz-lhe que a sua tristeza se deve ao assédio de Monostatos, razão pela qual este será castigado por Sarastro. O rei pede que Tamino e o seu acompanhante sejam preparados para ser iniciados nos mistérios da sabedoria.

Num bosque de palmeiras, Tamino e Papageno reúnem-se para serem iniciados pelos sacerdotes na presença do rei. Uma das provas a que ambos são submetidos é a de guardar silêncio. Ao templo, pela noite, chegam as três damas e dizem-lhes na cara estar ali como acólitos mas não recebem nenhuma resposta. Pamina está num jardim. Aparece a Rainha da Noite, informando-a que o seu amado se aliou com o inimigo. A jovem apercebe-se que o verdadeiro coração da sua mãe destila maldade e ódio. Esta dá um punhal à filha, exigindo-lhe que mate Sarastro sob pena de ser rechaçada para sempre por ela. Pamina fica horrorizada. Nesse momento, aparece Monostatos que ouviu toda a conversa e tenta fazer chantagem. Não obstante, o diálogo também tinha sido escutado pelo rei que manda prender o escravo e pede a Pamina paciência e compreensão, tranquilizando-a. Tamino e Papageno entram no templo, calados. Aparecem os três génios que lhes dão a flauta e o carrilhão e pedem-lhes que sigam em silêncio. Ao tocar a flauta aparece Pamina que, ao não obter nenhum tipo de resposta, se crê despachada e deixa-se dominar pela dor. Os sacerdotes conduzem os iniciados ao interior do templo onde ambos decidem seguir em frente com a sua iniciação. Papageno está no jardim. Aparece uma anciã que pede para casar-se com ele. Este, com medo de ficar só, aceita. Nesse momento, a anciã transforma-se numa linda jovem: Papagena. Entretanto, o sacerdote do templo tira-lha, porque primeiro terá de merecê-la. Pamina está à beira da loucura e a ponto de se suicidar com o punhal que lhe deu a mãe. Os três gênios intervêm e convencem-na a não o fazer e procurar o seu amado. Quando o encontra, ele está a preparar-se para as provas de fogo e água que terá de concluir. Pamina, loucamente enamorada, pede permissão para acompanhá-lo nas provas. Ambos conseguem e são admitidos no templo da Sabedoria. Papageno está desesperado, perdeu a sua amada e teme ficar sozinho. Quando está determinado a suicidar-se, aparecem os três génios e aconselham-no a usar o carrilhão. Ele fá-lo e surge Papagena. Ambos declaram o seu amor. A Rainha da Noite, que se juntou a Monostatos, tenta dar o golpe definitivo contra os sacerdotes. Serão vencidos no último momento e lançados à noite eterna (Quinteto: Nur stille stille) O coro entoa louvores a Ísis e dando glória aos iniciados (Pamina e Tamino), também a Osíris. Um belo final, demonstrando na história a beleza da fraternidade que todo Ser Humano deve demonstrar com os seus.

fonte:Wikipedia

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Uma nova angustia

A escolinha onde o Xani anda só tem meninos até aos 3 anos, o que significa que no decorrer deste ano lectivo vou ter de percorrer tudo o que é escola nas redondezas. Não está fácil, ele está habituado a uma escola nova, de ambiente familiar, com poucas crianças que estão com ele desde o dia em que para lá entrou e agora vai ser obrigado a mudar-se.
Os colégios privados são caros por demais, nós já pagamos cerca de 300 euros por mês, mas mesmo assim ainda não consegui encontrar nada por esses preços, as IPSS não têm vagas, se tiverem é para as cunhas e eu tenho muita dificuldade em pedir.
Ainda assim, se pedir e se conseguir, onde vou encontrar uma escola que não seja num bairro social, ou não seja num pré fabricado a estalar, com poucas condições, ainda que - acredito - com boas condições no ensino e uma grande dose de boa vontade de quem lá lecciona.
Uma saga para os próximos meses.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Fim de semana atribulado


Este fim de semana o Alexandre viu pela primeira vez um filme inteiro, 5 vezes no sábado, 6 no domingo - um filme da Hello Kitty que veio juntamente com a TV Guia, creio.
Depois ouviu "As quatro estações", e pediu para ouvir de novo, logo de seguida, enquanto meneava o corpo ao som de Vivaldi.
Por fim dançou, cantou e encantou-se com o cd da "Flauta Mágica", ópera que irá assistir no proximo domingo, e quando lhe disse que ele ia ver ficou maravilhado (resta saber se vai aguentar, in loco).
Enquanto se passeava pelo Centro Comercial ao ar livre que existe perto de casa da bábá (a minha mãe) pediu-lhe que o levasse à "Casa do Anjo", que queria falar com o menino Jesus.

Tal como eu dizia há uns posts atrás, as crianças reagem ao que as expomos, depois cabe-lhes a elas escolherem o que gostam ou não.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Hoje de manhã o Alexandre pediu ao pai para ir fazer xixi.
- Papá, papá, a minha pilinha está grande!
Passado um pouco viu-me dirigir para a casa de banho, e perguntou-me:
- Vais fazer xixi?
- Sim, vou.
- E a tua pilinha está grande?

Iluminação para a minha cabecinha se faz favor! Se ele começar a fazer perguntas incómodas já, vou precisar de muita inspiração. Desta vez dizer-lhe que não tenho pilinha foi fácil, mas o que me reserva o futuro!?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009


Ontem fomos cortar os caracois maravilhosos do Alexandre, para grande tristeza as avós.
Estava com o cabelo em cacho de tanto caracol, levei-o ao cabeleireiro lá do bairro, cuja cadeira para as crianças é um automóvel, uma capa colorida para que não se encham de cabelos e além dos livros para crianças tem ainda uma televisão que passa filmes do Noddy.
O meu filho portou-se como um homemzinho, mexeu a cabeça quando lhe mandaram, ficou quieto sempre que preciso.
Sou uma mãe orgulhosa do seu pirralho!

Á noite viu-me a pentear e perguntou:
-Mamã, as mamãs "pentem-se"?
-Penteiam-se, disse eu.
-As mamãs penteiam-se?
-Sim amor, as mamãs penteiam-se!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Coktail


Na sequência de uma iniciativa cívica aqui no burgo, e como eu gosto de estar activa na vida do meu concelho, acabei por levar o Alexandre a um cocktail às 19 horas, com direito a discursos e tudo, acompanhados de suminho de laranja que ele tanto gosta.
Entre o meu colo, o do pai e o chão, aguentou-se cerca de hora e meia de muito bom comportamento, em que apenas tivemos de o chamar a atenção para não falar alto umas 5vezes, enquanto ele dizia ao pai:
"papá, papá, o senhor é um lobo mau" , ao que o pai tinha de lhe dizer que o senhor era amigo e que não era um lobo!
"ah, palmas!" e lá batia ele palmas com muita euforia, que se há coisa que ele gosta, é bater palmas.

Hoje em conversa com uma amiga dizia ela que desde o nascimento do filho que a vida era feita em função dele, que já não jantavam fora porque o pai tinha medo das reacções do menino, que não iam ter com amigos porque chegavam tarde demais a casa e já passava da hora de sono do menino.

Eu dei-lhe o exemplo citado anteriormente, o meu filho porta-se bem em qualquer ocasião, não por eu ser melhor ou pior mãe, mas porque o exponho a tudo, assim ele habitua-se a estar em publico ou em privado e a saber comportar-se.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Futebol...ou motas?!


O Alexandre teve o seu primeiro jogo de futebol. Para gáudio do pai - e grande infelicidade da mãe (eu sou adepta do FCP)- levámos o babe a ver um jogo do Benfica, com direito a jantar e tudo no camarote - só assim me convenciam de que podia pisar a Luz, sim que eu sou a favor de "comer" o inimigo!

Para o Alexandre foi uma grande festa, até porque tinha a companhia do seu grande amigo Rodrigo e assim também conseguiu deitar-se para além das 9 / 9.30 habituais dos dias de semana e dos domingos - só há ordem de deitar mais tarde em algumas sextas e sábados.

Senti que ele estava a gostar de ver o jogo quando me perguntou: "mamã, quando é que a mota vai entrar?" - a "mota" era o carrinho ambulância que os bombeiros tiveram de fazer entrar aquando de uma queda mais ou menos aparatosa, ou mais ou menos fingida de um jogador.

Percebi também que nunca vou ter um Ronaldo em casa, quando a avó lhe perguntou, "gostaste de ver o futebol amor?" e ele respondeu que sim, seguido de "havia lá uma mota, graaaande!"

E embora eu o tenha levado a ver um jogo do Benfica, não significa que vá assistir impávida à sua catequização, pelo que, quando ele me perguntou quando iria entrar a mota, eu respondi-lhe que só depois de um dos jogadores do Benfica partir uma perna, foi então ouvi-lo durante o decorrer do jogo: "parte uma perna!"

PS: eu sei que não é bonito, e possoi até vir a ser acusada de incitamento à violência, mas bolas, posso levá-lo a ver o jogo, mas não vou facilitar a vida ao pai!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Birras!


Agora há uma nova modalidade, chora-se até à exaustão, como se isso fosse fazer o papá ou a mãmã mudar de ideias, no fim, depois de se perceber que afinal não se vai a lado nenhum e sem concretizar nenhuma das nossas intenções senão ficar sem voz, na melhor das hipóteses, pára-se de chorar e diz-se num tom calmo, depois de se limpar as lágrimas: "Já está. Acabou a birra. Eu não volta a fazer."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Teatro


Este Sábado levei o Alexandre à sua primeira peça de teatro, no Auditório Lurdes Norberto em Linda-a-Velha, a peça chama-se "Os macacos a correr, os meninos a aprender".

É uma peça sobre o desejo de liberdade, sobre a opressão dos mais fracos, enfim...um pouco pesado para uma criança de 2 anos, mas a verdade é que ele adorou.

Dançou, bateu palmas, cantou e até quis subir ao palco (vontade que já tinha demonstrado na férias de verão na Tunísia, subia todos os dias o palco improvisado dos artistas residentes do hotel). Gostou de ver o Leão, os Macacos, o Urso, e a Raposa.

Ainda hoje se vira para mim e diz: "macacaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!!"
Ou, "a raposa é matreira"

Quero expô-lo a tudo o que existe no mundo, desde cedo, para que ele possa escolher os caminhos que vai traçar, com todos os conhecimentos que eu lhe puder proporcionar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Passagem de Ano


Desta vez não me apeteceu ficar sem ele. O ano passado deixámo-lo com as avós e fomos passar a viragem de 2007 com amigos na Ericeira, desta vez descemos um andar e fomos para casa do amigo Rodrigo.
Estivemos com os pais do Rodrigo e da Marta, e além destes dois uma amiga da Marta, a Matilde que arrebatou o pequeno coração do Xani o que muito entristeceu a Martinha, habituada a ter o "seu" Xani só para ela.
A Matilde decidiu que lhe dava de jantar, e ele deliciou-se com as atenções, enquanto que a Marta chorava porque queria ser ela a fazer esse trabalho.
Mais tarde a Matilde quis brincar aos namorados, e ambas queriam o Xani como namorado, acho que o Rodrigo se fosse um pouco mais velho não ia gostar de ficar de fora da brincadeira...
Noite fora as crianças foram brincando e os adultos foram comendo, à meia noite todos na varanda a gritar "viva o ano novo", "viva 2009", o Xani em cima da cadeira abanava-se e batia palmas contente da vida.
Era uma da manhã e deicdi que estava na hora, perguntei-lhe se queria dormir e a resposta não tardou. Vesti-lhe o pijama e fui deitá-lo na cama dos papás do Rodrigo.
Ele enrola-se para dormir, mas ao perceber que eu ia embora, vira-se e diz:
"- Mamã, vamos para casa, na caminha da mamã dá mais jeito!"
Começámos bem o ano!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Natal


O natal foi naturalmente uma festa para o Alexandre, o facto é que desde que ele nasceu, passou a ser uma festa quase completamente dirigida a ele, mas este ano foi diferente, porque pela primeira vez ele já conseguiu compreender (+/-) o que se estava a passar.
Ajudou o pai a fazer a árvore, quis participar na "edificação" do presépio, e todos os dias me pedia para lhe contar a historia do Jesus.
Percebeu que o Pai Natal traz prendas aos meninos que se portam bem, e segundo ele:"eu portei bem, vou ter prendas". E se teve!
Prendas a torto e a direito, que ainda hoje não acabaram de chegar. Acho que o ponto alto foi realmente o triciclo que o tio lhe deu, embora seja para ele uma mota - objecto aliás muito apreciado, seja ele uma mota verdadeira, ou apenas uma representação grande ou pequena, pouco importa.
Mas a casa enorme que acabou por ficar na varanda não foi menos apreciada, assim como os livros, os jogos, e até as roupas, porque na verdade ele gosta mesmo é do ritual, abrir o saco, retirar o embrulho lá de dentro, rasgar o papel e divertir-se com o que quer que seja que de lá sair.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Escorpião


Os bebés Escorpião são muito curiosos, gostam de procurar sempre o porquê das coisas. (Ah pois é, por isso é que já com 2 anos ele diz, olha ali, olha ali, lá à frente)

Nunca ficam satisfeitos com aquilo que lhes aparece pela frente e procuram sempre perceber as explicações e saber o que está por trás das situações com que se deparam. (Sendo que ainda não entrou na fase do "porquê" vou ter muito que penar)

São bastante reservados, não se deixando envolver facilmente. (Ora aqui está uma coisa que não corresponde minimamente o meu Xani, basta dizer que a primeira palavra dele foi "Olá" e que a dizia a todos os que por ele passavam)

São também muito racionais e no que diz respeito à aprendizagem não se lhes deve impor um método ou um ritmo que não seja o seu. (Pois não sei, ele aprende a um ritmo vertiginoso, nem eu consigo acompanhar, para quê exigir mais)

São bastante orgulhosos e podem fazer birras facilmente. (Bate com o pé no chão e faz beicinho, por tudo e por nada)

São destemidos e não se preocupam com o perigo que possam correr, qualquer que seja a situação. (Infelizmente, não tem medo de andar sozinho no meio da rua, não percebe que nem todos os cães são iguais à Puska e quer fazer festas a todos, mesmo quando eu lhe digo: "a mamã vai-se embora" ele age como se não fosse um problema.)

O seu espírito dominador caracteriza as brincadeiras do bebé Escorpião e gosta de liderar e vencer as outras crianças. (Por enquanto ainda não se deu por isso, não é um líder.Gosta adora brincar com os amigos, e quer sempre o brinquedo que o Rodrigo tem na mão. Mas também gosta de ficar sossegado no seu canto a brincar, entretém-se muito, mesmo sozinho, mas uma coisa consigo desde já perceber, não gosta de ser contrariado)

Adoram todo o tipo de brincadeiras, principalmente aquelas que os façam pensar.
No entanto, se tiverem um brinquedo partido, tudo farão para o consertar. Adoram desenhos animados, sobretudo aqueles com heróis muito poderosos. (Poderosos não sei, mas gosta de ver o noddy, os irmãos koala, e não gosta de bonecos japoneses, i wonder why)

A saúde dos nativos do signo Escorpião não é uma questão muito preocupante, pois estes bebés são dos mais resistentes. O seu sistema imunitário funciona bem, com grande capacidade de regeneração e recuperação, por isso mesmo em situações de doença, recuperam de forma espantosa. (É um facto que mesmo que esteja com tosse, febre e nariz entupido, nunca perde a boa disposição. Ou quando os dentes rompem todos ao mesmo tempo, continua de sorriso nos lábios, é uma bênção um filho assim.)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008



O meu bébé (perdão amor, rapazinho) não pára de me surpreender. Em cada dia que passa ele está mais crescido, mais pesado, mais esperto e inteligente.
É rápido no racíocinio, de resposta pronta mas sempre, sempre de sorriso nos lábios.
Nem muda a disposição caso esteja mais em baixo porque a ocasional gripe o afectou. Ontem perguntei-lhe se lhe doia a garganta ou lhe custava respirar, ele disse: "Não" com um ar muito douto, como se fosse impossível isso acontecer-lhe a ele, no entanto, a verdade é que ele mal respira pelo nariz que está entupido e atulhado de ranhoca, tosse de 5 em 5 minutos.
Há uns dias cometi o ERRO de o adormecer na minha cama, comigo, e de levá-lo posteriormente para o coi dele, ele acordou em grande sobressalto, chorando desalmadamente a dizer: "O papá, a mamã, a puska". O mundo dele desabou quando se viu sozinho sem aqueles que mais amava, ora aqui a mamã coração mole, foi buscá-lo coitadinho do menino, petété, pátátá. Ele acabou por dormir enroscado no meu colo, que diga-se é uma coisa maravilhosa, não fossem os pezinhos espetados ora nos rins, ora no fígado e acho que até o apêndice se ressentiu.
Pois agora todos os dias acorda invariávelmente às 4 da manhã a fazer a mesma fita. O manhoso deve ter apanhado os meus genes de manipulação, porque parece que já leu o "Principe" do Sr Maquiavel de fio a pavio, sabe que me corta o coração ouvi-lo chorar, soluçar e não deixar dormir o predio inteiro, à excepção do pai que dorme o sono dos justos, mesmo enquanto o sacana do miudo berra das 4 às 6 da manhã, acordando fresco e fofo para mais um dia de trabalho, enquanto que aqui a mula está de olheiras e papos, e claro de mau humor.
Mas está decidido, o sr. Alexandre não vai mais fazer chorar as pedras da calçada da mãe porque esta comprou uns tampões para os ouvidos. Vais dormir na tua cama menino, acabaram-se os miminhos tardios, as festinhas para fazer óó, e não vou voltar a cair na tua cantiga: "eu quero dormir contigo"; "eu quero fazer óó na caminha da mãmã"; "eu quero ir para a tua cama, só um bocadinho".
Ora que já a formiga tem catarro, não querem lá ver.
PS: Nesta guerra, aceitam-se apostas sobre quem cede primeiro, eu ou ele!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

São Martinho

De hà um mês para cá, toda a santa noite, para adormecer tenho de contar várias vezes, a história do São Martinho. Valha-me o santo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O Xani já tem os dentes todos, coitadinho, estão a nascer-lhe 4 molares ao mesmo tempo, não admira que acorde a meio da noite em grande sofrimento nas ultimas semanas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Ontem, para comemorar a restauração - que a malta lá em casa dos espanhóis só gosta mesmo da paella, de Barcelona e vá, daquela guapa que por lá passa de vez em quando e que é a excelsa senhora de um dos meus melhores amigos - levámos o Xani ao Circo, foi a sua primeira incursão na arte circense, e como ele ficou sossegado e atento a tudo o que se passava no palco!

Quando íamos a caminho dizia, "vou ver os leões, e eles fazem "grauuuu", mas eu não vou assustar"; "vou ver as motas", "mas filho", disse-lhe eu, "no circo não há motas", "há há". A verdade é que havia mesmo, não sei quem o informou, mas fez um óptimo trabalho!

Pois ele absorveu tudo como se fosse uma esponjinha!

Primeiro com uns olhos muito vivos observou os leões, depois estranhou os palhaços baterem-se uns aos outros, tivemos de lhe dizer que era brincadeira, porque ele já começava a fazer beicinho, aplaudiu com muito os cavalos, tendo mesmo dito em voz alta: "cavalinho, olha aqui a minha bolacha no chão!"

Adora motas, pelo que ficou muito contente quando ouviu o som, embora eu ache que ele não tenha conseguido ver as motas, eu confesso, vi-a as mal. Entraram os elefantes, que ele seguiu com muita atenção todos os seus movimentos.

Hoje de manhã, pedi-lhe para me contar como tinha sido o circo e se ele tinha gostado, o discurso foi:

"Gostei!
Primeiro entraram os leões e a leoa fez, "grauuuuuu"; depois vieram os palhaços e bateram-se, mas era na brincadeira!
Gostei dos cavalinhos, e eu sou um elefante!"

"És um elefante amor?"

"Sou!"

E quem sou eu para te contrariar miúdo!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Manha


- Vôvô, hoje tens doi doi nas costas?
- Hoje não.
- Então quero colinho, diz ele estendendo-lhe os braços.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Desde Segunda feira que o meu menino d'oiro se veste sozinho. Normalmente veste-se em cima da minha cama enquanto me vou arranjando, tentando supervisionar os passos que vai dando.
Ontem não quis deslocar-se preferiu ficar na cama dele, então não estive sempre em cima do acontecimento.
Á noite quando chegámos a casa tinha uma nota da educadora:
"Achamos lindo que o pequeno Alexandre se vista sozinho, mas será conveniente que o faça com supervisão, é que hoje veio sem cuecas para a escola"

Oh Meu Deus, mas que raio de mãe deste tu a esta criança maravilhosa!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ontem enquanto o tentava adormecer na minha cama:
-"Mamã, eu não sou tonto pois não?"
-"Não bébé, faz óó."
-"Mas sou um pirralho lindo, não sou?"

Hà la coisa mai linda, que este meu filho?!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

- "Mamã, quero a Nônôzinha na minha casa."
- "Sim filho, a mamã fala com a tia Rute."

Ele vira-se para a avô e diz:
- "A mamã vai pedir à tia Rute para a Nônô ir para a minha casa."

Só para perceber a piada, ele viu a Nônô talvez umas 4 vezes na vida. Os problemas que eu vou ter com este meu filho,o galã.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nao tem massinha




Costumo dar sopa ao Alexandre com massa, ele adora. E brinco muito com ele enquanto come para tornar a hora da refeição um prazer. Não que fosse preciso porque ele come com grande satisfação, mas ainda assim é sempre uma grande festa a hora do jantar.
Ontem estava a dar-lhe a sopa, sempre que possível cada colher leva uma massa, e tem associado um animal, ou um transporte, ontem calhou-lhe em sorte os transportes, eu digo que vem aí um comboio e ele abre a "porta" do tunel, ou abre o portão da garagem para o automovel do pai, and so on...
Chegou a vez da mota do Luís entrar na garagem, e já não havia massa, ele comeu a colherada de sopa, olhou para mim e disse com um ar muito interrogativo: "Mamã, a mota do Luís não tem massinha?"
Como é doce a ingenuidade de uma criança.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O rato mickey faz 80 anos




O mickey anda há 80 anos a pôr um sorriso nos lábios das crianças, e até o Xani já o conhece pelo nome.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Estamos a tentar largar as fraldas





Ontem às 18.30 cheguei à creche do Alexandre, e fui recebida com uma corrida e um abraço mimoso, apertado, daqueles que nos fazem ganhar forças para lutar e vencer batalhas no dia-a-dia.
Pgeui-lhe ao colo e dei-lhe beijinhos, que ele retribuiu, depois olhou para mim com um ar muito maroto e disse:

- "Mãmã...hoje fiz xixi nas cuecas."
- "Porquê bébé?"
- "Porque me esqueci de pedir para ir à sanita, se faz favor."

Com respostas destas, como pode uma mãe babada reclamar de um xixi nas cuecas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O babe quando acorda, a primeira coisa que pede é leitinho, muito gosta o rapaz de beber o seu leite morno, refastelado na cama, enquanto eu acabo de me arranjar. Hoje antes de lhe trazer o leite, pediu-me para lhe dar o quadro magnetico onde faz desenhos - que eu ia jurar, são iguaizinhos aos do Picasso, não fosse ele apagá-los tão depressa.
Depois de beber o biberon, chama-me para lho tirar da mão, quer que o tape, e de seguida pede-me para lhe desenhar um bolo, o que eu fiz com muito boa vontade, mas que saiu mais parecido com um submarino do que com um bolo, eu tenho muito jeito para o desenho!
Olhou para o bolo e disse-me: "posso apagar?" - acho que ele também gostou muito do meu desenho.
Depois pediu-me para fazer um boneco, e como ele já tenta fazer uma bola, eu disse-lhe para fazer ele, que desenhou...um ponto.
"O que é isso Alexandre?"
"Um olho!"
Pois claro mãe, não se vê logo!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Depois de passar uma hora sentado na sanita, e de já estarmos atrasados - para ele ir para a escola e eu para o trabalho - digamos que eu já estava sem grande paciência, quando ele se agarra a mim num abraço apertado e me diz: "gosto de ti mamã".
E o dia correu tão bem!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008



Eu ou sou má mãe, ou então não tenho coerência entre pensamentos e actos, então não é que depois daquele desabafo privado de que "ah e tal o Noddy é um boneco capitalista, que consegue ter carro, avião e tudo e tudo, sem o nunca ter visto trabalhar, logo uma má influência para qualquer criança em fase de crescimento e formação", eu vou e dou de bolo de aniversário ao puto o carro amarelo do Noddy. E o pior é que me senti roubada quando a ursa Teresa não veio a acompanhá-lo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Miminhos


A relação do Xani com a Puska é da mais pura das paixões, não conseguem ver-se um sem o outro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

D. Juan em miniatura


Sei que o meu filho é um mini D. Juan quando ao buscá-lo à creche, sentado na cadeira dele me diz:
Xani:"Mamã, a minha madaleninha (uma das colegas)está doentinha, coitadinha."
Eu: "Sério bébé?"
Xani: "E eu dei muitos miminhos e beijinhos."

(foto retirada da página de anne guedes)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Segundo aniversário

Foi há dois anos, pelas 9.48 da manhã que nascia o Alexandre.
O dia 4 de Novembro de 2006 foi um dos dias mais felizes da minha vida, chorei de emoção quando o vi, preocupei-me quando não o ouvi chorar, senti-me realizada, completa quando o aconcheguei ao meu corpo pela primeira vez.
Hoje, passados dois anos, quero agradecer-te meu amor, por toda a alegria que trouxeste à minha vida, pela luz que brilha em ti e me alumia o caminho, por seres o calor do sol que me aquece o coração.
Feliz Aniversário!



(foto retirada do site da forever friends)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Chucha


Foi tão fácil tirar a chucha ao Alexandre. Aproveitando o facto de ele ser vaidoso, e com uma grande dose de sorte, uma bela manhã de Agosto (mês indicado pelo pediatra como o mês a retirar na totalidade a chucha) íamos a passear na rua em casalinhos, quando uma simpática senhora se aproximou dele.
Ela elogiou-o pela sua beleza, pela sua inteligência e disse-lhe que era uma pena ele ter chucha.
O Alexandre nunca tinha visto a senhora antes, e confesso, se a voltar a ver eu não saberei quem ela é, mas estou-lhe eternamente grata, pois ele depois de ouvir dizer que era muito mais bonito sem chucha, tirou a da boca deu-ma para a mão e disse " é lixo" !!!
Não voltou a pegar-lhe.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tunisia


A última semana de Agosto apresentou-se ao Alexandre como um enorme veículo de novas descobertas. Primeiro andou de avião, que foi uma grande emoção, na volta, depois de tanto andar de aeroporto em aeroporto de check in em check out, já conseguia perceber que as malas iam da passadeira rolante para um carro que as conduzia ao avião, pena que os colaboradores da groundforce em Portugal e outros que tais em Espanha e na Tunísia não consigam perceber algo de tão simples para uma criança de menos de 2 anos, pois à chegada a Hamammeth não chegou nenhuma das nossas malas, e à chegada a Lisboa voltaram a faltar 2 malas, uma das quais apareceu arrombada e desapareceram me um par de brincos de prata e um anel de ouro, fiquei para morrer.
Mas voltando ao que é realmente importante o Alexandre portou-se como o príncipe que é, cativou tanto árabes como europeus. Fez amigas kosovares – a Shanaia, russas – a Heléne, e perdeu-se de amores por uma argelina de olhos verdes, a Iness, que lhe dava a mão e puxava para dançar e brincar e a quem ele seguia de brilho nos olhos, completamente embevecido.
Na piscina aprendeu a dar mergulhos e ficava de molho até a pele encarquilhar, na praia adorou que o tio Tito o pusesse a dar pulos em cima das ondas e sentado na beira mar esperava que as ondas o molhassem e chegava a ficar com frio de tanto querer ficar dentro de água.
Á noite chegava a hora da discoteca para crianças e era vê-lo a abanar o rabo ao som da música, chegava mesmo a imitar os passes de dança dos animadores, e nunca estava cansado, claro que assim que caia na cama ressonava até às 7 da manhã seguinte.
Andou de camelo com o pai a mãe e a vovó Lena, o tio dispensou a cavalgada, mas o Alexandre parecia ter nascido para viver ali, de preferência como sultão, pois acabou por adormecer em cima do bicho apesar dos solavancos. Também nesta viagem conquistou o guia do camelo que chegou a sentá-lo no colo, e uma família berbere que lhe ofereceu um chá especial, não tão forte quanto o dos adultos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Férias


As férias grandes iniciaram no dia 1 de Agosto, em Casalinhos de Alfaiata, durante 2 semanas com a mamã, a bábá Lé, o vovô António e a Puska. Desta vez o papá não pode ir porque tinha iniciado uma nova etapa profissional, mas o que o Xani se divertiu compensou um pouco a ausência do papá!
Todos os dias de manhãzinha – o mais tardar às 9.00 da manhã – acordava pedindo leitinho e banhoca. Depois de se lavar, hidratar e perfumar, vestia-se, lavava os dentes, penteava-se e pedia para ir ao café, uma rotina que se tornou muito divertida pois assim via as vizinhas todas que o mimavam e até conseguiu fazer amizade com a empregada que todos os dias lhe dava uma miniatura para ele comer. Confesso que em tantos anos de frequentar este mesmo café as únicas vezes que vi um sorriso na cara da empregada foi quando o Xani lhe pedia “menina, quer bolo se faz favor”.
A praia foi uma agradável descoberta nestes dias, embora já estivesse familiarizado com a areia e o mar, foi por estes dias que descobriu o quanto gostava de brincar com a areia e de se banhar, mesmo com a água fria das praias de Santa Cruz.
A bábá Lé comprou-lhe um balde e uma pá, e ele entretinha-se assim a “arrumar a areia” como ele dizia com muita seriedade. Era um trabalho muito árduo o dele, pegar na areia com a pá e “arrumá-la” no seu baldinho.
De vez em quando apetecia-lhe molhar os pés, e pedia-me a mão, “anda ao mar mamã”.
Quando voltávamos para casa dizia adeus à “casa dos peixinhos”, às gaivotas e à areia.
Foi nesta altura que conheceu a Íris e o Zé Maria, meninos que com ele se cruzavam e acabaram por brincar todos juntos. Para além dos meninos, por quem perguntava todos os dias, queria também cumprimentar os cães dos vizinhos da frente, o Sabú e o Bernardo.
A festa da terra animou o Alexandre, foi ao baile, onde cantou, dançou e bateu palmas, aparentemente foi uma das pessoas que mais se divertiu, pois conseguiu aprender uma música e respectiva coreografia, que treinava nos dias seguintes com muito afinco. Foi a dois almoços convívio com a malta da terra e até à vacada, onde viu de perto uma “mú”.
Viu de perto ovelhas, patos, galinhas, cavalos e até um leitão, viu batatas, cebolas, abóboras e tomates, aprendeu que nada vem directamente do supermercado. Foi á feira da silveira por 2 vezes e queria ir mais, adorou as idas as compras e gostava de abraçar o panda (peluche 2 vezes maior que ele, representando o canal panda) e o urso da natura (peluche maior que eu) no centro comercial de Torres Vedras.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Coisas pequenas

Mostrou-se vaidoso quando queria ser ele a pôr o perfume todas as manhãs, e a pentear-se sozinho, uma das suas qualidades mais marcantes é a sua independência, sempre a tentar fazer tudo sozinho.
Quando lhe demos uns óculos escuros ele estranhou e não os tinha muito tempo nos olhos, o mesmo se passou com umas havaianas, que segundo ele “dói aqui”. Mas depois de lhe dizerem que ficava bem de óculos e chinelos, nunca mais os tirou.
Os beijinhos doces com a boca dele na nossa cara começaram aos 19 meses, uma altura em que se notou um desenvolvimento muito acelerado, o vocabulário sempre foi rico mas por esta altura já conseguia manter uma conversa e inclusivamente dizer o que queria ou não queria, o que gostava ou não.
Em Junho de 2008 foi passar férias a Santa Cruz com a bábá Lé, com o vovô António e a Puska. E também com os amigos Marta e Rodrigo no Algarve, que grandes festas fizeram os 3 juntos!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Por alturas da Primavera foi o aniversário da Maria Leonor em que o Xani se fartou de brincar com os amigos Nônô e Dudu, e até com o cão Salomão.
O Alexandre desenvolveu uma grande preferência por animais, sempre gostou de brincar com a Puska e com todos os cães que com ele se cruzavam pelo caminho. Sempre que saia da escolinha, por exemplo, gostava de perguntar se podia ir visitar a “Pipas” e o “Sebastião”, os dois cães permanentes da loja de animais do bairro, aproveitando para ver também os bebés que por lá passavam.
Mais tarde foram os gatos, dois gatos que viviam na rua do vovô António, a quem, ele pedia sempre que chegava para ir vê-los à janela, pegando na almofada onde se sentava. A seguir começou por identificar os pássaros e os peixinhos, sempre com uma grande ternura.
Imitou com facilidade os sons dos animais e adorava que a mamã lhe lesse as histórias dos filhotes do Gato, Cão, Porco e Vaca para adormecer, deitava-se de barriga para baixo e rabo no ar, quando lhe perguntavam como se deitavam os bebés para dormir, e assim ficava durante as historias, se levantava a cabeça da almofada, a historia parava e ele voltava à sua posição de óó.
Quando foi de férias com a bábá lé viu carneiros, patos, galinhas, coelhos, vacas, um sem número de animais passou então a fazer parte não só do seu imaginário, mas também do seu quotidiano. Os papás já lhe antevêem uma grande carreira como veterinário! Ou cozinheiro, uma vez que gosta tanto de comer, mas por outro lado…bailarino? Enfim, será aquilo que o coração e a vocação lhe ditarem, sem pressões.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Aventuras

Atirei o Pau ao Gato - Vários
Desde sempre o Alexandre acordou bem disposto, quase nunca a chorar, e quando isso acontecia era certamente porque estava num sonho mau, ou porque tinha fome, normalmente ficava sossegado a brincar com os bonecos que lhe enfeitavam o berço. Mais tarde, depois de se mudar do quarto dos papás para o dele, que aconteceu aos 4 meses, e quando já começava a falar, sabíamos sempre o que o bebé queria, como começou a desenvolver vocabulário muito cedo, não tardou a acordar de manhã, com um sorriso nos lábios dizendo:”Mamã, quer papa!”
Aprendeu muito cedo que se pedisse “se faz favor”, se dissesse “obrigado” e ainda “com licença” a vida lhe corria muito mais de feição, e então era ouvi-lo: “mamã, quer bolacha, se faz favor”; “papá, quer água, se favor”; “obrigado Tia Paula”
A segunda vez que cortou o cabelo, já era um grandalhão tinha 15 meses, e esperto! Depois de se ter portado como um senhor, sempre sossegado, à hora do jantar disse à mamã: “A menina, blablabla, o cabelo do xandi, blablabla, na cadeirla”, foi uma risota.
Quando o tempo melhorou e o sol abriu, estávamos em Março, o Alexandre e os seus amigos encontravam-se depois da escola, na praceta em frente à nossa casa. Era uma rua cheia de vida e animação, o Rodrigo (3ºA), a Marta (4ºB), a Bia (1ºB), a Madalena do lote 6 e colega de turma, assim como o Tiago também do lote 6 faziam da rua o seu reino, ele era carrinhos e triciclos, bolas e balões, tudo servia para brincar e apanhar ar.
No dia 28 de Março de 2008 disse pela primeira vez “Puska” em vez da “Puca” que utilizava para chamar a sua cadela. Mais tarde aprendeu a chamá-la de "lindinha", "animal", "Puska linda", e lá andava ele atrás dela sempre a fazer-lhe festas, a querer dar-lhe biscoitos, a encostar a cabeça no lombo para lhe dar miminhos e a ter invariavelmente como resposta umas lambidelas doces.
Em Abril 08 a família pipoca foi ao supermercado, e o Alexandre, como sempre gostou muito de pão, disse com um ar muito decidido ao padeiro: “Senhor, quer pão se faz favor!” apartir desse dia, o supermercado foi sempre um local de eleição, por vezes dizia que queria ir ao café, outras ao supermercado, gostava de ir às compras (saí à mãe).

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Natal


O primeiro Natal do Alexandre tinha ele mês e meio, recebeu muita roupa de prenda e uns poucos brinquedos pois ainda era muito pequeno para aproveitar. No entanto, foi o melhor Natal que a família viveu junta porque tínhamos um novo membro a alegrar as nossas vidas, um raiozinho de sol num inverno chuvoso e frio.
Foi por alturas do dia 24 que o tio Tito se sentou no sofá e o recebeu nos braços, sem se mexer porque o medo de o “partir” era enorme, acho que só lhe pegou convenientemente depois de o Xani já se saber endireitar, mas foi um gosto ver o tio tão embevecido com o “seu” menino, uma situação que se manteve, a cumplicidade entre os dois e a ternura que partilham é motivadora.
A tia Inês também o pegou da mesma forma, sentada no sofá com o bébé ao colo, acho que nem respirou enquanto ele dormia nos seus braços, e como brilhavam os seus olhos encantada com o "brinquedo" novo.
Os bisas não cabiam em si de contentes, até porque para todos os 3 foi o seu primeiro bisneto e parecendo que não, aos 80 anos a vida deve ter outra perspectiva ao ver-se a continuidade da nossa família para lá de nós.
As avós e o avô Vitor também estavam encantados e felizes com o seu novo estatuto de avós. Um dia mais tarde perguntei-lhes o que significava o Alexandre para eles, curiosamente as avós responderam o mesmo, “uma luz” nas suas vidas, o avô ainda hoje não me respondeu.
Tios, tias e primos rumaram ao almoço de Natal para verem o recém nascido que já nessa altura a todos conquistou o seu coração.

O seu segundo Natal, e o primeiro que apreciou, foi muito engraçado, tantas prendas para abrir, tantos bonecos novos para brincar, foi verdadeiramente uma festa. A sua prenda para os papás foi nada mais nada menos que a sua mãozinha papuda num azulejo, os papás ficaram babosos. Antes disso, a melhor prenda de Natal que o Alexandre tinha já dado aos papás no dia 23 de Dezembro foram primeiros 3 passos, depois desse dia nunca mais ninguém o parou!
Era um gosto vê-lo correr a casa toda e descobrir o que o seu fabuloso mundo novo tinha para oferecer.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Primeiro Aniversário



Aos 12 meses foi a festa do aniversário e do baptizado, uma grande alegria para ele que tem a casa cheia de pessoas de quem gosta muito, tios, tias, padrinho, madrinha, avós e bisas, primos, e amigos, todos juntos para festejarem o primeiro ano da vida do “bebé mais lindo do mundo”, que espanta todos quando diz que tem 1 ano e espeta o dedo indicador no nariz de quem o ouve, para não haver dúvidas.

A sua entrada na vida cristã, foi precisamente no mesmo dia – 4 de Novembro 2007. Dormiu o tempo todo enquanto o padre falou, mas assustou-se quando a água lhe molhou o cabelo, tremia nos braços da mamã num berreiro imenso sem se aperceber do que lhe estava a acontecer nem de onde estava, mas acalmou assim que reconheceu os entes mais queridos.

A Dulce foi convidada para ser madrinha do Alexandre no dia do casamento dos papás, ela que é a melhor amiga do pai desatou a chorar e maldisse a hora em que se tinha controlado durante toda a cerimónia do casamento para na altura em que foi informada da nossa vontade se desfazer em lágrimas, o Alexandre foi desde esse dia o menino dos seus olhos, mesmo antes de o conhecer, e ele retribui tendo saudades e dizendo que quer falar com ela sempre que se lembra.

O Gonçalo acreditou quando 2 anos antes uma amiga comum lançou o rumor de que eu estaria grávida porque ela queria um sobrinho, e ficou tão comovido por ir ter um bébé dentro do gang que lhe ficou prometido que seria dos primeiros a ser informado da sua vinda e que teríamos todo o gosto em tê-lo como compadre, ele chorou. Inundou o afilhado de ténis para que não lhe faltasse o gosto pelo futebol, de mimos sempre que está com ele e embora tenha um emprego com horários diferentes, sempre que lhe dizem que o Alexandre perguntou por ele tem remorsos de não passar mais tempo com o seu menino.

Foi uma festa muito animada, em que o Xani recebeu de braços abertos os amigos e a família, seduziu para a direita, encantou para a esquerda, adorou receber toda a atenção que merecia e ainda mais feliz ficou com os brinquedos imensos que recebeu de prendas.

Quando a Nônô lhe roubava os brinquedos que acabava de receber apenas encolhia os ombros, e passava a desembrulhar o próximo, sem dramas. Foi então que a mamã lhe disse: “Habitua-te meu querido, isto é tudo o que vais ter das mulheres que passarem pela tua vida, elas levam os brinquedos, o carro, a chave do carro, a alma e deixam-te de rastos, sem ter onde cair morto.” Um dia mais tarde ele vai agradecer-me a dica!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As primeiras paixões




Nos finais de Outubro de 2007 o bebé descobriu uma manha, fazia cara feia quando chegava à escolinha, devia ser para tentar imputar um sentimento de culpa nos papás, mas depois ficava tão contente com as canções, histórias e brincadeiras que lhe ensinavam durante o dia que acabava por se esquecer das caretas.
Foi por essa altura que aprendeu a mostrar onde ficava a cabeça, e sabia localizar tudo: olhos, dentes, boca, nariz, orelhas, cabeça e cabelo. Aprendeu também onde estavam os braços, as pernas, os pés e as mãos e até as unhas!!!
Foi com facilidade que disse “pé” e que cantou “O Balão do João”, a sua música favorita, daí até cantar “Olha a Bola Manel”, “Atirei o Pau ao Gato”, “Come a Papa, Alexandre”, foi um instante.
Intrigante como as crianças desde tão pequenas nos conseguem demonstrar as suas preferências, o Alexandre não liga à televisão, mas os seus cromossomas estão certamente bem definidos, quando aparece um jogo de futebol, ele pára e olha para o ecrã, o mesmo se passando com anúncios a automóveis, não sabemos se as cores e os movimentos o fascinam, mas é a m ais pura das verdades.
Diria também que tem uma particular preferência por louras, pois desde que aos 9 meses no centro comercial, estando ao colo do pai rodou sobre si mesmo para acompanhar os movimentos de uma senhora de longos cabelos louros, nada mais nos surpreende relativamente a meninas, nem quando deu o seu primeiro beijo na boca à vizinha do lado a Martinha, nem quando o fez também no aniversário da Nõnô, ou quando as tias me disseram que encostava a cabeça no colo da Bá – uma coleguinha da sala dos mais velhos – e que esta lhe fazia festas na cabeça e lhe dava beijinhos na testa.
Por outro lado havia mais uns beijinhos que ele não dispensava, os da Puska, de vez em quando dizia "Puska, deixa o menino", ou imitando a mãe "Sai Puska" abanando a mão num gesto brusco para intimidar a pobre da cadela, mas em outras alturas assim que chegava a casa dizia "Dá beijinhos ao menino Puska", rindo-se muito depois de ser lambido, altura em que o papa e a mama diziam "Lá está ela a lavar-lhe as amigdalas". A cumplicidade entre ambos foi em crescendo, e o Xani não consegue ver-se sem a Puska e esta fica tristissima sem o seu menino.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Quase um "homem", em fase de grande crescimento


Em Setembro mudou-se para uma sala nova, está um crescido com 73 cm, tem a tomar conta dele a Tia Filipa (PiPa) e a Tia Joaquina (Kiki), mas ainda assim não esqueceu as Tias que o iniciaram, sempre que pode demonstra-lhes o seu afecto ao fugir da Sala Natureza para a Sala Céu, para lhes provar que mantém por elas uma profunda admiração e um amor incondicional como só uma criança de 10 meses pode ter. E as novas tias não se ficam atrás, trabalham muito, para lhe ensinar a enfrentar a vida com um sorriso nos lábios, canta, dança, brinca com todos os objectos que lhe aparecem, aprende a comer como um bebé grande, gosta de pedir “leitinho”, “pão”, “banana”, “batatas”, “iogurte”.

O Alexandre mamou até aos 7,5 meses, como os dentinhos lhe começaram a nascer aos 6 meses, a mamã teve de terminar as mamadas porque ele mordia! A mamã ficou muito triste porque aquele era o “nosso” momento, um vinculo muito grande se estabeleceu entre mãe e filho no decorrer das refeições, o cheirinho do bebé entrava narinas adentro e era tão doce sentir os pezinhos pequenos nas pernas, o bebé enrolava-se todo na barriga da mamã na ultima toma de leite, perto da meia noite e adormecíamos os dois assim juntinhos. Começou então a comer papas, depois passou a fase das sopas e finalmente passou a comer exactamente o mesmo que os papás, inclusivamente na creche aos 14 meses já sobe e desce escadas acompanhado pelas tias para ir almoçar e lanchar ao refeitório que fica na cave. Adora pão, sopa, arroz, peixe, carne, massa, enfim continua a sair ao papá, e como ele próprio diz: “o Alexandre papa tudo”.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A sua primeira semana de férias


As primeiras férias do Alexandre foram passadas em Santa Cruz.

Foi um Verão péssimo o de 2007, sem calor e com muito vento, tentámos leva- lo à praia, para ele mexer na areia - intrigou-o muito o facto de esta lhe fugir por entre os dedos - e para experimentar a água do mar, mas as nossas tentativas de bons dias de praia foram frustradas.

Conseguimos ir 2 dias à praia, em Santa Cruz estava frio e não estivemos mais de meia hora, para o menino foi uma experiência maravilhosa, o que ele explorou a textura da areia e a maravilha que foi vê-lo a olhar o mar, ainda que com o frio que estava nem ousámos dar-lhe banho, só molhar os pezinhos, o que ele adorou!

O papá estava cansado e acabámos por ficar em casa o tempo todo, no entanto, passou 1semana inteirinha com a Tia Inês, que se bem que o adora, parece que tem medo de lhe tocar por ele ser ainda um pequenino.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Creche

Ao 6º mês começou para o Xani uma nova etapa, entrou para a ACB, a Tia Selma (XeXé) e a Tia Amélia (MéMé) iam passar a tomar conta dele, assim como a Tia Paula, embora esta só em part-time porque ser a dona da creche, o que lhe ocupava uma grande parte do tempo.
A creche foi para ele apenas mais uma brincadeira e um novo local de exploração. Os mimos, o carinho, a atenção e a dedicação das tias impediram-no de chorar por sair dos braços da mamã ou do papá para os braços de qualquer uma das suas tias preferidas.
Com elas aprendeu a dizer “olá” – a sua primeira palavra - “cão”, “adeus”, “bola”, “mamã”, “papá”, “azul”, e “puka”, entre tantas outras palavras.
Foram as tias que descobriram aos 6 meses o romper dos seus primeiros dentinhos, dois de uma vez!
Aprendeu também a bater palminhas, a mandar beijinhos e a fazer o gesto de quem diz onde a pitinha põe o ovo.
Com elas rodou sobre si mesmo, gatinhou pela primeira vez, sentou-se sem ajuda e ainda deu o primeiro impulso para a caminhada, pôs-se de pé.

É um bebé feliz, mostrou-nos quando com elas aprendeu a gargalhar.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A recepção da família




O mundo passou a partir do primeiro dia a ser o seu salão de jogos!

A curiosidade fazia dele um boneco sempre em pé, mas por enquanto ainda deitado. Os primeiros 5 meses foram passados na companhia da mamã e da Puska – a cadela que por ele se apaixonou desde o dia em que lhe pode dar beijinhos nas plantas dos pés.

Foram 5 meses de grande dependência, comer e dormir eram os seus desportos favoritos, pelo menos a mamã achou que até aos 3 meses o Alexandre quase nada fazia senão chorar quando tinha fome - e que fome, já nessa altura saia ao papá, comilão - e depois de ter a barriga cheia, dormir.
A partir dos 3 meses a diferença foi-se notando, os olhos absorviam tudo quanto o rodeava e iniciava a sua exploração, as caras, as vozes, o meu próprio corpo, as luzes, o movimento, razões fortes para começar a dormir menos tempo e aprender tudo quanto podia.

O 5º mês foi a alegria das avós, a mamã voltou ao trabalho e 15 dias foram passados com a bábá Lé, outros 15 dias com a vóvó Lena, foi uma experiência deliciosa para todos, o bebé aprendeu a lidar com novos hábitos e novos lugares, novos cheiros e novas caras, tornando-o aberto ao mundo que ele abraçou sem medos, sem receios.
O Xani foi um bébé muito desejado, o centro das atenções de todos quantos desde cedo o rodearam, o pai chorou no dia em que soube da sua existência, a mãe ansiava poder senti-lo nos braços. As avôs estavam radiantes, os bisas não conseguiam esconder a felicidade de poderem conhecer o seu menino. O tio Tito reservou as manifestações para mais tarde e a Tia Inês sentiu-se verdadeiramente "adulta" em relação aos amigos e colegas.
A Puska sentiu uma ternura imediata por aquele pedaço de gente, suspirando por poder demonstrar-lhe o afecto, cheirando e tocando levemente com o focinho. Um dia fui dar com ela de 4 patas em cima da esperguiçadeira, ele dormia tranquilo, quase diria aconchegado.
Até a vizinha do lado a Martinha de 2 anos se apaixonou assim que o viu, e desde esse dia se tornaram os melhores amigos, passadas 2 semanas do Alexandre nascer, nasceu também aquele que com a Marta iria tornar a sua vida rica em amizades, o Rodrigo, o vizinho de baixo.
Todos os amigos da mãe e do pai acabaram por se render aos encantos do "bébé mais lindo do mundo". Sedutor, brincalhão, meigo, voluntarioso e com ares de quem sabe tudo o que quer, consegue levar à certa quem com ele se relaciona com um sorriso e um brilhozinho nos olhos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O ínicio




A grande aventura do Alexandre começou no dia 4 de Novembro de 2006 pelas 9 horas e 48 minutos.
Era 49 cm de gente e tinha 3.480 gr. Já nessa altura era um bebé lindo e a lua devia ser favorável porque sorriu desde o primeiro dia.
O primeiro impacto:
“Estava tão bom dentro da barriga da mamã, cá fora está frio e tenho de aprender a respirar sozinho, quero voltar para onde estava e deixo que o mundo o saiba, pelo que abro bem a goela!”
O sangue começa a circular sem a ajuda da mamã, progressivamente adquire os 5 sentidos
O tacto, principalmente através da boca, que o leva a novas descobertas, comer sozinho vai obrigar a que o seu aparelho digestivo funcione pela primeira vez;
A audição - sabe de imediato que o batimento cardíaco que ouve corresponde àquela voz que ele tão bem conhece, é a mamã, e aquela outra, era a voz que o acalmava do outro lado do desconhecido, é o papá;
A visão: depois de 9 meses é bom dar forma e rosto a quem tão bem me cuidou, ainda que só os consiga ver a 25 cm dos olhos pouco habituados à luz e ao movimento;
O odor, nada se compara ao cheirinho tão familiar da mamã;
O sabor, provar o leitinho quentinho directamente da produtora, é um luxo a que poucos se podem dar e nunca por muito tempo.

Que 1º dia tão fatigante!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Uma história contada a 6 mãos e 4 patas



O Alexandre nasceu há já quase 2 anos, nesse tempo tentei não perder o fio à meada e sempre fui escrevendo a história dele.
O que vou aqui fazer é nada mais do que contar o que se passa de interessante na vida de uns jovens pais com um bebé milagroso e uma cadela mimosa.
As aventuras vividas a 4 numa relação que se quer cúmplice e próxima, e todo o amor que nos rodeia quer por parte da familia quer dos amigos.

A primeira vez que eu e o pai vimos o xani ele era assim, aqui parece grande mas na realidade não era maior que um feijão, o nosso "bé guiga", porque segundo o médico que fez a eco era barrigudo.
Apartir desse dia passámos a ser a familia "guiga" o "bé guiga", a "ma guiga" - porque eventualmente esta iria crescer - o "pa guiga", a quem já não faltava nada para ser um pancitas e a "pu guiga", esta pelas razões opostas, porque a pobre da Puska sempre foi tão magra que nem barriga tinha.
As nossas vidas mudaram logo nesse dia, o ouvir bater o coração, o ver o nosso filho mexer foi uma emoção tão grande que acho que nem o pai nem a mãe conseguiram conter a lagrima teimosa no canto do olho, que rapidamente tentaram disfarçar porque não se coaduna com a nossa imagem de pais modernos. Se soubessemos o que iriamos chorar de emoção a partir desse dia não nos teriamos preocupado.