quarta-feira, 22 de julho de 2009

A origem dos nomes


Alexandra/e – Dos termos gregos “alexein” e “andros”, respectivamente, proteger e homem, ou seja, defensor do homem. O ar sonhador de Alexandra esconde um espírito tenaz, lutador e mesmo conspirador. Na prática impõe-se pela oposição e exprimindo a sua diferença. Propensa a crises existenciais, sai destas fases mais forte e determinada. Alexandre é um líder nato, cuja maior preocupação é melhorar a vida dos demais, desempenhando um papel preponderante a favor do progresso. Mistura bem conseguida de doçura e determinação, o seu segredo reside na sua toral disponibilidade. A filantropia assenta-lhe como uma luva.
Alexandre é decidido e muito teimoso, não pensando duas vezes em arriscar-se para obter o que deseja. O facto de ser detentor de uma inteligência muito aguda poupa-lhe esforços para subir na vida, mas raramente enriquece, mesmo apesar de ser uma pessoa económica

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Covasos, é lindo!

Sempre que dou banho ao Alexandre costumo dizer-lhe: "Levanta os braços para lavar os sovacos."
A minha mãe não aprecia a palavra "sovacos", acha feio, prefere axilas então agora que estão de férias juntos quem lhe dá banho é naturalmente ela.
Um destes dias disse-lhe para levantar os braços para lhe poder lavar as axilas, ao que ele respondeu prontamente que a mãmã não lhe chama isso, chama-lhe "COVASOS"
Ontem, no carro, a minha mãe para que eu pudesse ouvir os "COVASOS" disse-lhe que no banho levantava os braços para lavar o quê? Ao que ele respondeu o esperado,e eu ri-me com gosto até às lágrimas. Mas contnuei a rir até quase perder o fôlego quando depois de a minha mãe lhe dizer: "Isso é feio, axilas é mais bonito", ele ficou irritado, franziu o sobrolho - careta muito própria dele, desde o dia em que nasceu - e disse-lhe: "Não, covasos é lindo, essa coisa que tu disseste é que é feia!"


Ao fim da tarde, quando nos viemos embora, aproximei-me dele, abracei-lhe o corpinho, dei beijinhos para carregar baterias para uma semana e disse-lhe baixinho: "o papá e a mamã têm de ir embora, trabalhar."
Eu pensei que ele fosse estrebuchar, já estava preparada para o consolar, de discurso estudado e tudo, quando para meu espanto ele me diz:
- "Mas eu fico de férias, não fico?"

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Roda, roda!

Num destes dias fui dar com ele de banquinho em punho a caminho da máquina de lavar roupa, sentou-se no banco e ficou a ver os chinelos a serem lavados.
O barulho e o efeito visual da água e da espuma fizeram as suas delicias durante uns bons 20 minutos!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Macaco de imitação


Desde que descobriu o Madagáscar filme, não quer ver outra coisa, a custo lá o conseguimos interessar pelo Yakari, ou pelo Leão de Oz, enfim uma panóplia de filmes para crianças que ele se entretém, mas por pouco tempo, que sou apologista de brincadeira e não de televisão

Mas adora animais, e como tal a zebra Marty, o hipopótamo gloria, a girafa Melman e o leão Alex fazem as suas delícias e consegue mesmo reproduzir, na conversa corrente os diálogos entre os animais do filme, aplicando-os no momento e na situação certos.

Assim, enquanto comia um delicioso peixinho, revirou os olhos de prazer e disse: "Adorei. Melhor que bife."




(uma frase, naturalmente saída da boca do seu herói, o leão Alex).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ruina


- Mamã quero uma bolacha.

- Miúdo já comeste bolachas, pêra cozida e pão de leite com manteiga. Tu pareces uma enfardadeira, queres levar-me à ruína?

- Mamã, a ruína é para comer?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

No Jardim Zoologico







Hoje no seu primeiro dia de férias foi com a Bábá e o Vôvô Antonio, passear ao Jardim Zoológico, ver os bichos que tanto o encantam.



Uma senhora chamou-lhe a atenção: "Olha ali os leões."



Ao que ele respondeu, com ar de doutor: "Eu vou-te ensinar, são tigres, não são leões."



E eram mesmo!



sexta-feira, 10 de julho de 2009

Tenho-me em ti

Tenho-me em ti de cada vez que te olho, o contorno do nariz, o brilho nos olhos e o magnifico sorriso que nos caracteriza aos dois.
De vez em quando olho-te enquanto dormes e a tua serenidade traz-me paz, apazigua-me o espírito. Nunca soube o que procurava até te ter encontrado, agora é-me tão claro.

Tenho-me em ti quando te vejo a andar "de taxi" de um lado para o outro, montado no teu triciclo vermelho em forma de joaninha que me traz à lembrança as corridas no meu próprio triciclo azul imitando uma bicicleta de 4 pernas. A casa da bábá zé era bem mais pequena que aquela onde tu brincas hoje, mas a velocidade com que contornava os obstáculos sem riscar móveis, nem fazer mossa nas paredes é igual à mestria com que te moves entre o teu quarto, o corredor, o hall e a sala, sem tropeçares no vaso gigante que teimosamente deixa tombar as folhas frondosas de uma planta artificial.

Tenho-me em ti quando te penduras em uma qualquer trave que encontras no elevador ou num corrimão displicente, tornando-os imediatamente num espaldar imaginário, que serve para te tonificar os músculos dos braços e esticar, como quando eu ia à padaria do senhor zé, fazer os recados que a babá zé me pedia. A padaria tinha uma grade de cerca de 2 metros de altura, com duas portas de entrada, uma para a zona dos fregueses, outra atrás do balcão onde todos os dias me esperava um sorridente senhor zé. As portas da grade fechavam às 6 da tarde, deixando livre um corredor que desembocava na porta onde por detrás se avizinhava um mundo misterioso para mim, que mais tarde cheguei a visitar e onde se misturavam a farinha, a água, o fermento e o cheiro inconfundível do pão acabado de fazer. A grade terminava numa trave, onde todos os dias o senhor zé me ajudava a pendurar, e baloiçava-me como se estivesse ao sabor do vento num galho de árvore. Hoje a padaria está fechada, dizem que a empresa que a explorava faliu, a rua deixou de cheirar a pão quente e o senhor zé há muito que nos deixou, nunca ninguém utilizou o espaço desde que encerraram a loja.

Pequenas coisas que cruzam gerações, e que me fazem sorrir de cada vez que as vejo em ti, remetendo-me para o meu passado, afinal não tão longínquo quanto parece, numa forma tão especial de nos estreitar.
Como posso eu dizer-te para não andares tão depressa no triciclo, ou para não te pendurares nas traves com que te cruzas, quando bem sei o prazer que me dava fazê-lo, contrariar-te a ti, não será o mesmo que contrariar a minha própria natureza?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mãe Babada

Hoje posso afirmar sem qualquer sombra de dúvida de que sou uma mãe babada, não que antes não o fosse, mas hoje sinto-me um pouco mais orgulhosa do meu pirralhito.

Depois de me ter sacrificado a tarde de sábado no festival Panda, que para ele foi uma festa, rodeado dos seus dois amigos favoritos: Marta e Rodrigo, e claro o Panda e os seus amigos.
As Winx creio que foram mais apreciadas pelo público adulto masculino do que própriamente pela criançada, com tão pouca roupa e poses, no mínimo sugestivas. A Vila Moleza, não é bem para a idade da meu pirralho, embora ele tenha ficado com a pulga atrás da orelha sobre quem era o senhor vestido de azul que andava ali a saltitar de um lado para o outro. Os irmãos Koala são bastante agradáveis para o Alexandre e naturalmente a banda do Panda foi a eleita, tendo mesmo pedido um Panda miniatura para substituir o seu companheiro de noitadas, o Noddy.

Mas o que realmente me deixa orgulhosa, hoje, é o facto de ele andar a ser "catequizado" há cerca de 3 semanas. Todas as noites lhe dizemos que os crescidos não usam fralda durante a noite, e que se ele tiver vontade pode chamar o papá e a mamã para o levarem à sanita.

Esta noite dormiu sem fralda, a noite inteira pela primeira vez, acordá-mo-lo às 2 da manhã para ainda a dormir se aliviar e por ele acordou às 6 da manhã chamando para voltar à casa de banho e de caminho aproveitar para ir aconchegar-se entre os papas.

Foi a sua primeira noite sem fralda, um grande passo para uma pessoa tão pequenina!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

No automóvel

Enquanto combate o sono porque o adiantado da hora já se faz sentir, costuma ficar mais agitado e bastante mais falador, normalmente diz que não quer ir dormir, até porque ainda é de dia e claro que só dormimos quando cai a noite.
Num desses dias, enquanto abria a boca e esfregava os olhos para fazer desaparecer o João Pestana, confessou-me numa voz doce:"Tenho sono".

Eu respondi que estávamos quase a chegar a casa, e que em breve estaria no conforto da sua cama, deitadinho bem junto do Noddy que lhe sente a falta todo o dia.

Ele aqueceu a voz, tornou-a ainda mais tom de mel do que o normal e disse: "Vou fazer xixi, vestir o pijama e levar o Noddy comigo para a tua cama, BOA?!"

"BOA" ,é uma expressão que tanto eu como o pai costumamos utilizar entre nós, mas que é claramente uma ironia, apreciei com enorme humor o facto de ele conseguir perceber o sarcasmo com que utilizamos a expressão, porque ele sabe bem que não pode dormir na nossa cama, sabe bem que normalmente lhe dizemos que não, mas confesso que nesse dia não fui capaz de lhe negar o mimo, embora tenha ficado a adormecer sozinho, na companhia do Noddy.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Férias

Mais uma semana de férias a adicionar aos feriados de Junho em que descansamos os dois juntinhos, sem interferências de terceiros, nem sequer do pai, com a honrosa excepção da Puska, que não sabe viver sem a nossa presença.

O fim de semana começou bem com a mãe e o pai a festejarem os seus aniversarios, isso é que foi jantar e almoçar fora - que ele adora a ramboia. Ficar acordado até tarde porque os cafés com os amigos não se fizeram esperar, e ainda assim, muito tempo passado sobre a sua hora de dormir e ainda conseguia lançar charme às senhoras da mesa do lado, e dançar ao som da música que se fazia ouvir no bar.

Uma novidade foi o fogo de artificio que insistiu em ver já depois da meia noite, na praia de Oeiras, nas comemorações dos 250 anos do Concelho, e impressionou-se, emocionou-se, dançou e riu, contagiando os que com ele estavam da sua boa disposição.

Desta feita voltámos a Santa Cruz, mas com pai e Puska e tivemos os melhores dia de praia de que tenho lembrança nos ultimos tempos. Aliás posso mesmo afirmar que em Portugal o Xani nem nunca tinha tido praia tão genuinamente boa. Pode brincar na areia sem que esta estivesse sempre a levantar e a bater-lhe no corpo ou a entrar-lhe nos olhos, pode mergulhar na sempre gelida água do oeste, mas desta vez mais apetecivel. Houve mesmo dias em que podiamos ter feito praia até às 9 da noite sem que tivessemos frio, não fosse ele estar a cair de sono por ter saltado a sesta.

No fim de semana já não conseguindo travar as saudades que lhe apertavam o pequeno coração, rumámos ao Algarve para que pudessem brincar os três amigos, Xani, Rodrigo e Martinha. O reencontro foi como se esperava muito efusivo, e não se largaram durante os 3 dias. E agora, que eles continuam lá e ele já está de volta à escola, não vê a hora de poder brincar com eles de novo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Energia

- Mamã, a Martinha?
- Está no ALgarve.
- E o Rodrigo?
- Também.
- E nós vamos ter com eles?
- Talvez, ainda não sei.
- E vamos a pé?
- Não amor, é um bocadinho longe para irmos a pé.
- Não é nada, vamos a correr e chegamos rápido. E ficamos fortes!

Quem me dera ter a tua energia filho, eu se correr da porta de casa até aos 2 metros que o carro possa estar de distãncia já fico a deitar os bofes pela boca, se tivesse de ir até ao Algarve, morria de cansaço ou isso, ou quando chegásse tinham-se passado vários meses.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Belo início de dia

Hoje acordámos, arranjámo-nos e no fim quando estávamos a sair ele olhou-me dos pés à cabeça e disse: "estás linda"
Para começar o dia de aniversario, é muito bom!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Noite em claro

Ontem foi uma daquelas noites em que tudo acontece, pois que se queria tapar, ou tinha um bicho no quarto que o assustava, ou imaginava que estava um monstro pronto a comê-lo, ou tinha sede, ou por fim e a grande causa: "quero a caminha da mama só um bocadinho, quero sair"
E transpirou, suou, berrou, estrebuchou, desde as 2 da manhã até às 7.
Quando acordou às 9, disse-lhe que estava muito triste com ele e a resposta não podia ter sido mais exasperante, "porquê?"
Arggggg!!!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mini férias

Os ultimos dias foram tranquilamente passados na companhia do Alexandre, só nós e a Puska, perto da praia mas sem podermos tomar banho porque o tempo não ajudou. Mas a brincadeira, as correrias, os passeios de bicicleta, e a forma como ele se move naquela que embora não seja a terra dele parece que o viu nascer.

As vizinhas a quem ele gosta de seduzir com sorrisos e bons dias, as frutas que ganha pela simpatia, ou as bolachas no café onde ninguem nunca viu sorrir a empregada senão com ele, os cachorros que ele conhece pelo nome e a quem tem de ver todos os dias e fazer festas, os animais a quem aprendeu ali a conhecer, os gatinhos acabados de nascer, os patos, as galinhas - pelo menos quando os vir no prato não vai achar que nascem no supermercado.

E a mais recente paixão a BeeBee por quem procurava dia e noite, uma doce menina que com ele brincou mais o irmão, o António, nestes dias de descanso. Foram a sua companhia mais desejada, perguntava a toda a hora onde estava a amiga e o irmão, dizia a todos que ia brincar com eles e não via a hora de os apanhar e mergulharem na piscina faz de conta que inventaram, ou de dar as cambalhotas que via nos irmãos e que ele desejava imitar.

Foram uns dias cheios de mimo e camaradagem entre mãe e filho, e embora eu tivesse em mente estes dias só para mim, que tanta falta me faziam para pensar na vida e desanuviar o stress, o tempo de qualidade que passámos juntos valeu bem a pena sacrificar o "meu" tempo sozinha.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Noddy


A melhor prenda que lhe podia ter dado no dia da criança, um Noddy de pano, está a funcionar às mil maravilhas como calmante, ou segurança não sei bem o que lhe chamar. A verdade é que desde dia 1 as idas para a cama são muito mais clamas, sem choros por querer ficar a dormir na cama dos papás, nem sequer precisa de luz acesa, tudo isto porque o noddy dorme na sua cama, no conforto dos seus braços e eu digo-lhe sempre que sem o Xani o Noddy tem medo e fica triste, com ele do seu lado dorme tranquilamente.
Funciona mais ou menos como quando andamos os dois pela rua e ele não me quer dar a mão, eu faço um ar triste e digo-lhe: "se o Xani não dá a mão à mamã ela tem medo de se perder" e ele corre a dar-me o conforto que sabe eu necessito.
Ontem, ao deitar chamou-me e disse-me: "Dá um beijinho de boa noite ao Noddy que te esqueceste", dei o beijo no boneco, e de seguida ele pede outro, mas desta vez para ele.
Dormiu feliz.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Um doce

Mesmo quando eu tenho ataques de ansiedade, que ainda os vou tendo, e estrebucho com o meu amorzinho pequenino, lhe digo que estou farta dele porque ele fala pelos cotovelos e me moí o juízo quando tudo o que eu quero é sossego e silêncio, ele consegue acalmar-me o coração.
quando caio em mim acabo por lhe pedir desculpa, que ele não merece, e pergunto-lhe se ele ainda gosta de mim, e se sabe que eu gosto dele mais que tudo no mundo.
A ultima resposta que me deu depois de um episódio destes foi, "claro que gosto de ti", "sei que gostas de mim". E a cereja no topo do bolo: "és meiguinha"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

As músicas que ele canta (2)

Pintinho pio,
Subiu numa pedra e depois caiu.
Dona Galinha ficou zangada
Pegou no pintinho e deu palmada.

Pintinho pio,
Comeu a sopa toda e depois sorriu.
Dona Galinha ficou contente
Pegou no pintinho e deu presente.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Avô António


O meu avô foi operado, fez um transplante de côrnea. Assim, o Xani ontem esperou por mim no carro do pai à porta do hospital Egas Moniz enquanto eu fui visitar o meu avô. Ele não percebeu bem porque não podia vê-lo, apenas lhe dissemos que o vôvô estava com doi doi no olho mas que ia ficar bom, e que como estava a descansar ele não o podia ver.
Todos os dias ao acordar o Alexandre pede o seu leitinho, hoje foi um dia diferente, acordou e perguntou-me:
- "O vôvô já está melhor?"

...

" A minha mãe olhava-me, e eu soube que a minha mãe me tinha olhado assim quando me vira pela primeira vez. Acabado de sair de dentro dela , foi com aqueles olhos que a minha mãe me viu. Ainda vermelho de sangue a cobrir-me a pele, sangue ainda vivo, eu pequeno, nos braços da minha mãe, e aqueles olhos verdadeiros a verem-me completamente. Eu pequeno, e aqueles olhos a saberem tudo sobre mim. Eu acabado de nascer, e aqueles olhos a que pertencerei sempre porque a eles pertenço desde o inicio. E ali, no quarto que naquele instante era o único quarto do mundo, os olhos da minha mãe reflectiam os meus olhos. Eu via a minha mãe a ver-me a vê-la. Éramos dois espelhos virados um para o outro. Éramos, cada um de nós, um espelho que reflectia o espaço infinito do interior de outro espelho. Entre nós não havia distânciaporque éramos atravessados um pelo outro. Fazíamos parte de um lugar infinito que era igual em cada um de nós. Não éramos fronteiras dentro desse lugar, porque esse lugar não tinha fronteiras. Esse lugar era infinito. Esse lugar era o amor nos nossos olhos."
Uma casa na escuridão
José Luís Peixoto

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Problemas de peso

No fim de semana, foi à minha casa de banho, puxou a balança para perto dele, empoleirou-se e disse: "Acho que peso 12 kilos, ou se calhar já são 13"

Eu na minha ignorância ainda não consegui perceber em concreto quanto ele pesa, ora pesa 13 ora pesa 15, estou a aguardar pela consulta do mês que vem, mas aparentemente ele é ainda mais à frente que eu e já prevê com facilidade ao olhar para os números da balança que ele não conhece, as dúvidas que assolam a mamã quando o tenta pesar.

Esponjinha!

terça-feira, 26 de maio de 2009

As músicas que ele canta (1)

De olhos vermelhos e pêlo branquinho
Dou saltos bem altos, eu sou um coelhinho.
Dou saltos pr'a frente, dou saltos pr'a trás
Eu sou um coelhinho que de tudo sou capaz.
Comi uma cenoura com casca e tudo
Ela era tão grande que eu fiquei um barrigudo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Cedi

Esta noite falhei.

Não sei se o facto de ele ter dito que tinha um monstro no chão do quarto dele é suficiente para me desculpar, ou até o facto de estar todo ensopado no seu próprio suor do esforço que fazia, ou ainda se ter chorado durante umas quase duas horas é uma boa desculpa para ter cedido à manipulação dele e o ter ido buscar para dormir na nossa cama.

Ou talvez tenha sido porque a última vez que ele acordou na nossa cama eu abri a pestana com umas festinhas tropegas na cara enquanto ele me dizia "querida, és linda. Vai fazer o meu leitinho."

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Palmadinhas de amor


De vez em quando agarra-se muito a mim, quer colo, quer mimo, quer atenção, quer brincadeira, quer-me perto dele e só para ele, o meu rapazinho.
Se lhe digo que ele é mau porque fez asneira, nem se preocupa, agora se lhe digo que é feio, reclama, diz que não que até pode ser mau mas que nunca será feio, porque é lindo, pelo menos é o que lhe ando a dizer desde que ele nasceu, e ele sabe que mãe que é mãe não mente.
Nos últimos dias tem andado a experimentar, a testar, a medir forças para ver quem quebra ou dobra, se ele, se nós. O meu coração fica apertadinho de cada vez que ele chora porque eu lhe falei de uma forma mais dura, ou porque o contrariei e lhe disse não - palavra que ele não gosta de ouvir, mas que utiliza sem grande parcimónia, ou porque ficou de castigo, mas tento que ele não perceba o efeito que tem em mim aquela carinha chorona, porque há que fazer o mea culpa em termos de manipulação é igualzinho à mãe, sabe exactamente que cordelinhos mexer.
Todavia não posso permitir que ele me contrarie ou que me faça cenas como as que fez no dia em que me mordeu, ele tem de perceber perfeitamente quem manda e obedecer, ainda que não perceba muito bem porquê. Eu juro que tento, explico-lhe sempre porque está de castigo, o que fez de errado e o que fazer (ou não) para não ter de passar pelo mesmo processo: vai para o quarto, senta-se no banquinho e fica lá a pensar no que acabou de fazer - um castigo bastante suportável até - depois diz-me que já acalmou e lá vou eu tentar chamá-lo à razão, mas ele é ainda muito pequenino para perceber sem margem para dúvidas onde é que errou, mas diz sempre que não volta a fazer.
A questão das palmadas, dos pontapés e das dentadas é naturalmente uma preocupação minha, não quero que aconteça em casa com a família como também não quero que aconteça na rua com outras pessoas ou os amiguinhos da escola, por isso insisto tanto nesse aspecto, tanto que ontem ele estava ao meu colo e dava-me palmadas no ombro, sem razão aparente, nem sequer estávamos a conversar, mas o meu radar piscou e fez barulhos por todos os poros, olhei para ele com um olhar feroz (se é que sou capaz de fazê-lo) e perguntei-lhe o que estava ele a fazer no meu ombro.

- "São palmadinhas de amor mamã." - Ora tal e qual como ele faz à cadela!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Miminho


Ontem desde que cheguei a casa até que me deitei estive sempre na cozinha, a cortar, a lavar, a cozinhar, a arrumar, enfim, a fazer todas aquelas coisas que as mães fazem, a sopa do rapazinho, o jantar da familia, o meu almoço do dia seguinte.
Estava muito atarefada nas minhas lides domésticas enquanto que o pirralhito se entretinha no quarto a brincar com os brinquedos dele, entretanto cansou-se e pedi-me que lhe acendesse a televisão, que ele queria ver o Panda, e queria também o comando, para poder pôr no canal certo (o comando da televisão esse grande bastião da masculinidade, mesmo aos 2.5 anos).
O Panda também não lhe enche as medidas, se não estiverem a cantar os parabéns, a mostrar bichos, se o Panda não estiver a fazer palhaçadas ou os desenhos animados forem "os irmãos koala" ou o "Noddy" ele os outros bonecos diz que são maus, (por enquanto, a violência para ele fica-se pelas palmadas que dá à Margarida porque ela lhe roubou um boneco ou às dentadas que dá a mãe porque ela o quer levar para casa.)
Veio ter comigo à cozinha e pediu-me para ir com ele brincar com os cubos na sala - ele tem 5 cubos de pano, nos quais anda a aprender a contar de 1 a 5 e a identificar as letras do A ao E - como lhe disse que não podia foi buscar o banquinho dele, subiu para a cadeira onde faz as refeições, prendeu-se com as fitas e ficou a olhar para mim. Eu disse-lhe que o jantar ainda não estava pronto que ia demorar, para ele sair dali e ir brincar com as suas coisas, ms ele não me deu ouvidos, disse apenas:
- "Não, vou ficar aqui a dar-te um miminho"

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O leite foi hoje bebido pela primeira vez em caneca. Já bebia a água e o sumo por copo, mas o leite da manhã continuava a ter um ritual de bebé, hoje decidi que ele já não é mais um bebé, aceitei sem grandes dificuldades que um "rapazinho" não pode mais beber leite em biberon e vai daí toma lá a caneca para te sentires homem!
O facto de ontem ele ter conseguido abotoar-me os botões do roupão também facilitou a transição daquilo que eu já tinha dito há dias: o meu bebé é um rapazinho crescido e tem de ser tratado como tal.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A minha primeira desilusão

Afinal as dores do crescimento são bem mais lancinantes do que eu poderia imaginar, ontem o Alexandre deu-me a minha primeira desilusão.
O nosso ritual costuma ser chegar a casa depois da escola pegar na Puska e ir passeá-la, ficamos na praceta e esperamos que a Madalena apareça. A Madalena vive a nossa praceta e até há 1 mês atrás estava na mesma creche e na mesma sala que o Alexandre. As saudades resultantes deste afastamento têm sido colmatadas com encontros fortuitos ao final da tarde, iniciados quase sempre por abraços sentidos e terminadas com beijinhos de até amanhã.
Ontem como estava fresco e a Madalena já estava em casa quando nos cruzámos com a mãe dela esta sugeriu que o Alexandre fosse brincar um pouco com a menina em casa dela, enquanto eu passeava tranquilamente a Puska. Depois de ter levado a cadela novamente para casa fui buscar o Alexandre que me saudou à porta dizendo: “Eu vou fazer-te um cafezinho, anda dá-me a mão.” E lá me levou ele pela mão até ao quarto da Madalena.
Quando chegou a hora de irmos embora, que ainda havia muito para fazer pois tínhamos de tomar banho, fazer jantar e preparar para dormir, o Alexandre começou a chorar, o que não é propriamente uma novidade para mim, pois bem sei que quando contrariado costuma revelar o seu descontentamento com uma sonora birra. Mas a birra de ontem foi diferente, apossou-se dele uma violência que lhe desconhecia, bateu-me. Com as mãos, com os pés, conforme podia e onde chegava tendo inclusivamente deixado uma grande marca da dentada que me deu no braço.
Partiu-me o coração, deixou-mo em cacos tão pequeninos que ainda hoje estou a tentar colá-los.
Não reconheci o meu menino meigo, de sorriso fácil e trato dócil. Não reconheci aquele que se prostrou a meus pés, vermelho de raiva enquanto grossas lágrimas lhe escorriam pela face. Não reconheci naquelas palmadas de mão aberta, nem nos pontapés que desferia, o meu bebé.
Não consigo sequer compreender o que se passou, não vive num ambiente onde possa sequer imaginar tal violência, não houve alteração nos nossos comportamentos, e não quero acreditar que o crescimento passe também por aqui.
Hoje dói-me a alma, porque além de tudo o que ele fez me obrigou a dar-lhe duas palmadas e a pô-lo de castigo, ficou no quarto, em pé na cama de grades a chorar pedindo desculpa, dizendo que não voltaria a fazer, chamando por mim, enquanto eu tentava pegar nos cacos espezinhados no chão do que restava do meu coração.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Pára tudo!!

Não percebo como é possível que tenham passado 2 anos e meio desde que o meu bebé se intrometeu na minha vidinha.
Não é possível a velocidade vertiginosa a que ele cresce.
Acho que estou nostálgica de quando o agarrava durante horas e horas e não era empurrada, lhe dava os beijinhos que bem entendia sem que ele me fugisse, lhe fazia festinhas sem ouvir “já chega, não quero mais”.
Nos últimos 2 anos e meio o furação Alexandre alterou em tudo aquilo que eu conhecia como sendo, “a minha vida”, hoje já pouco me lembro de como era antes de ele ter nascido. Não trocava por nada deste mundo toda a felicidade e ansiedade que ele trouxe para o meio de nós, nem tão pouco trocava as noites mal passadas entre fraldas, cólicas ou pesadelos por noites em branco numa discoteca qualquer.
De cada vez que fico sem ele, é como se um pouco de mim ficasse preso num qualquer beco escuro, apenas aguardando a hora de o ver para sair do beco e abraçar o sol.
Todos os dias me questiono, como é possível que um niquinho de gente me tenha transformado numa verdadeira crente, pois acredito que ele é o meu milagre.
Tenho saudades dele pequenino, indefeso, completamente dependente de mim, soa a egoísmo eu sei, mas talvez seja esta a forma que a natureza encontrou de me dizer que está a chegar a hora de “encomendar” o próximo. Até lá vou aproveitar cada momento do meu pirralhito de 90cm, é que nestes 2 anos e meio ele já se desprendeu do cordão umbilical e eu tenho todos os dias de aprender a soltá-lo um pouco mais, porque já não quer os meus milhões de beijos dizendo “mas já recebi 2 beijinhos”, porque já não precisa do meu colo “eu consigo andar sozinho”; porque já me sabe rabear depois de me dar um tapa no ombro zangado por eu não o deixar ir brincar e dizer “era só uma festinha”; porque já não o consigo ter só para mim pois “eu vou só ali buscar uma coisa, não fica triste”.

Pára tudo!! Pára o relógio, pára o tempo, pára a vida, só para que eu possa ter o meu bebé, bebé por mais tempo. Não posso? O tempo não dá para parar, o relógio por mais que se atrase não espelha o ritmo da vida e o bebé já não é bebé, é como ele próprio diz, um rapazinho, um rapazinho que não pára de crescer e de fazer a minha vida um mar de alegrias, tristezas, incertezas, seguranças, e muita, muita magia, sem a qual não sei mais viver.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Avaliação de Desempenho

Transcrição das avaliações efectuadas pela educadora do Alexandre
"Avaliação dos meses de Setembro e Outubro
Olá papás!
Já estou na sala amarela.
A minha adaptação foi boa, correu muito bem e aconteceram muitas coisas boas.
Já não uso fralda durante o dia nem para dormir. De vez em quando lá me descuido e lá fica umas cuecas e umas calças molhadas mas é poucas vezes.
E já faço o xixi de pé como os homens.
A última novidade é que já me calço sozinho, mesmo sem a ajuda das tias.
As tias só acham que eu falo muito, mas eu não consigo controlar.

A MINHA ALTURA = 84 CM

Avaliação dos meses de Novembro e Dezembro
Já se passou mais dois meses e cá continuamos sempre a crescer e a aprender.
O Alexandre é um menino muito interessado nos trabalhos da escola quer sempre saber o que se vai fazer. E gosta de fazer os trabalhos.
Gosta de chamar a atenção e por vezes mete-se nas “conversas” se não são com ele.
Já controla muito bem o xixi, tanto de dia como durante a sesta.
Continua muito falador, mas penso que é uma coisa já dele.
Andou uns tempos muito teimoso mas noto que melhorou muito.

Avaliação dos meses de Janeiro e Fevereiro
E aqui estamos nós quase na Primavera.
O Alexandre está muito crescido e muito curioso.
Gosta sempre de saber tudo e muito conversador.
Ultimamente anda um pouco agressivo para os amigos, mas é uma fase por onde todas as crianças passam.
A teimosia continua com ele, uns dias melhores outros piores.
Quando é chamado à atenção ou quando é posto de castigo chora sem lágrimas para ver se convence alguém.
Ao mesmo tempo é muito meiguinho e gosta muito de miminhos.

Avaliação dos meses de Março e Abril
O Alexandre é um menino esperto. Aprende com facilidade. Já sabe as cores e outras coisas.
É um pouco traquinas e gosta muito de chamar a atenção. Ele próprio por vezes faz disparates para ser visto.
Entra muito nas brincadeiras com os colegas e diverte-se imenso.
É um menino que come muito bem.
Continua muito teimoso e muito falador. Quando acorda mais cedo tenta sempre ver se consegue ter alguém para falar.

A MINHA ALTURA = 89 CM "

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Eh pá!


Há dias iamos os dois no carro, eu a conduzir e ele a brincar com um balão no banco de trás, quando de repente lhe foge o balão e ele me diz: -"Mamã, mamã, apanha o balão"

Como não tenho olhos na cabeça disse-lhe que não podia apanhar porque estava a conduzir, e que nem sabia onde ele estava.

Ele vira-se muito rápido:- "Está aí à tua esquerda"

Eu virei-me e com o ar mais espantado que consegui e perguntei-lhe: -" Mas tu sabes qual é a esquerda?"

E ele conseguiu dizer correctamente qual era a mão esquerda e depois a mão direita. Eu devo ter dito qualquer coisa como: "Eh pá mas tu sabes distinguir a esquerda da direita, tu és fantástico puto."

Ele franziu o sobrolho, fez um ar muito sabido e observou com grande sapiência: -"Não se diz eh pá."

Confesso que cada dia que passa me sinto mais orgulhosa do filho que tenho! É lindo, maravilhoso, fantástico, um espectáculo e ainda inteligente.

Sou mesmo boa mãe eu!! HEHE

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Porque Domingo é Dia da Mãe

A Mãe de Gémeos (sou eu!!)

Falar é o que esta mãe mais gosta de fazer. Argumentos, boas discussões a respeito das boas novas da moda e da política fazem esta mãe simplesmente vibrar. Sempre dinâmica, está sempre em busca de novidades e de novas amizades. Quanto mais cheia estiver sua casa, com seus amigos e os amigos dos filhos, mais realizada ela se sente. Adora o convívio com os jovens e não suporta as tradições e convenções. Presentes: livros, roupas e acessórios descontraídos, CD’s, DVD’s, tênis ou sapatos desportivos.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Assunto....



Quando o Alexandre está sentado na sanita a avó materna costuma dizer-lhe:
"vá, pensa no assunto."
No sábado, estava ele sentado na sanita quando se virou para ela e lhe disse:
"eu estou a pensar no assunto!"

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gentil

Ontem em casa da avó paterna o jantar foi sopa de couve flor, bacalhau com natas acompanhado de esparregado e morangos com chantilly.
A sopa marcha que é uma maravilha, o bacalhau adora, agora o esparregado - que eu achei demasiado ácido por causa do sabor intenso a vinagre - achei que ia ser um desperdício pôr-lhe no prato porque sabia bem que ele ia recusar, os sabores muito intensos são pouco apreciados pelo Alexandre. Assim, dei-lhe a provar apenas um pouco no topo da colher, e ao mesmo tempo disse-lhe: "ai que bom que é, não achas amor, a mama adora!"
Ele, pobrezinho, como não gosta de contrariar fez uma careta e logo a seguir corrigiu a careta sorrindo, com muito custo. Eu perguntei: "Queres mais, que a mamã põe no prato."
Ao que ele respondeu muito rápido: "Não, não é preciso!" fazendo uma careta e sorrindo ao mesmo tempo a ver se disfarçava.
Devia estar a pensar para com os botões dele: "eu consegui ser simpático com um niquinho, agora por favor não me façam sofrer".
Os morangos, cobertos de chantilly isso sim foi um sucesso, a sua primeira experiência daquele doce branco e fofo foi um verdadeiro deleite, repetiu e revirava os olhos dizendo: "Hum....tão bom" e ria por nos ver a rir da figura que estava a fazer!

Que bom que é ter uma criança que gosta de comer!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Palavras caras!

Esta noite o Xani teve um sonho mau às 3 da manhã. O pai lá se levantou ainda a dormir, trouxe-lo para a nossa cama onde ele se enroscou de imediato em mim e passou o resto da noite bastante descansado, embora eu tenha levado um murro no olho e uns quantos pontapés nas costas.

Quando acordou, sentou-se para me pedir o leite, encostou a almofada na cabeceira da cama e atirou a cabeça para trás. Bateu com a cabeça e decidiu que a almofada devia ficar melhor se estivesse na vertical, pois assim não batia com a cabeça na madeira. Refastelou-se e disse-me:

"Assim estou mais confortável!"

PS: e começou a idade dos porquês....

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mexe-te


Hoje acordei, fui tratar do leite do babe, acordei-o e fui tomar banho enquanto ele se deleitava com o pequeno almoço.
Ora quando terminou, disse logo: "mamã, já acabei!"
E eu no banho: "estou na banhoca, vou já"
Passados 2 segundos: "mamã, já acabaste?"
Ao que eu respondi: "sim, já terminei"
Ele: "Então sai lá da banhoca e vem buscar-me!"

E contra factos não há argumentos, lá fui eu tratar dele!!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Taxi


Hoje quando abri o olho o puto já estava a andar de um lado para o outro, foi buscar o carro onde gosta de se deslocar, chegou perto de mim, abriu um sorriso lindo por me ter visto acordar e disse:

- " Vim de taxi!"

Não há certamente melhor forma de acordar!

Bom Fim de Semana a Todos

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Amor


Não há amor mais puro nem mais tocante do que aquele que liga uma mãe e um filho. Não acredito que haja, porque é dado sem cobrar, sem expectativas de lucro, embora na realidade seja todo ele a lucrar, para nós mães e para eles filhos.


Por muito em baixo que me sinta, por mais cansada que esteja, haverá sempre um lampejo de esperança enquanto vir nos olhos do meu filho alegria, e um sorriso nos seus lábios.




Na segunda feira, olhou-me nos olhos e disse-me: "Estás triste mamã?"


Eu disse que não, mas é impossível mentir-lhe, ele sente tudo com grande intensidade, parece telepata, virou-se para mim e disse-me: "Sabes que te amo muito?"




Iamos no carro, chorei o caminho todo até casa, só de emoção.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Páscoa


Não há nada melhor que um fim de semana de 3 dias e meio, fora do ambiente habitual, com o meu menino d'oiro e com (quase) 100% de relax!

Isso e ter o Xani a perguntar no domingo, ao retornarmos a casa:

- Trouxeste as minhas amêndoas?

Quem te fez tão guloso puto?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Jantar


Na Sexta feira o Xani pediu:

-Mamã quero ir jantar fora, se faz favor. Ao Oeiras Parque!

Muito gosta esta criança de se bambolear pelos corredores do Centro Comercial, correr até ao urso da Natura, dizer-lhe olá, dar-lhe abracinhos e fazer-lhe festinhas; sentar-se no carro do Noddy; brincar no playground e jantar num qualquer restaurante do andar de cima para poder andar de elevador.

Fomos jantar num restaurante onde dão papel e lápis de cor às crianças para elas se entreterem antes de aparecer o jantar, o que ele faz com grande alegria, discutindo os bonecos, tentando fazer com que os papás brinquem ao escolher as cores e ao desenharem-lhe a mão que ele tanto gosta.

Comeu dois bifes de perú, uma batata gigante assada, tudo pela mão dele, com "garfo que eu já sou crescido", e ainda pediu "senhor, água se faz favor", e no fim quis sobremesa, que partilhou com o papá e a mamã.

Ao nosso lado estava um casal, nos seus 40 e muitos, ao sairem, a senhora virou-se e disse:

- " Tenho de lhes dar os parabéns porque nos dias que correm encontrar uma criança tão bem educada como a vossa."

Mais um dia que termina com os papás babados!!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fugir


Ontem, estávamos nós na garagem a caminho dos nossos "trabalhos" quando ao dirigir-me para o carro, o Alexandre decidiu dirigir-se na direcção oposta para o portão da garagem que ele tanto gosta de abrir, mas que aquela hora, nos dias de semana abre dentro do carro.

Eu continuei a ir para o carro e disse-lhe anda que senão eu vou-me embora e deixo-te aqui. Ele lá continuou a caminho do portão, enquanto isso eu fui pondo o carro a trabalhar.

O puto desata num berreiro que metia dó, achou que eu me ia embora e que o deixava sozinho, fiquei tão arrependida, coitadinho do meu pirralho, o susto que ele apanhou!

Á noite quando cheguei a casa ele estava a dormir na minha cama, aproveitei para matar as saudades, cheirei-lhe a cabecinha de aroma doce a bebé e shampoo, o pescoço e o corpinho, que misturavam o suor com o cheiro da roupa lavada- nada se compara ao cheiro dos nossos filhos - o calor que emanava aqueceu-me a alma, dei-lhe tantos beijinhos e fiz-lhe tantas festinhas que carreguei baterias para o resto da semana, vai ser certamente uma semana de energias positivas!

Hoje de manhã, quando ele acordou, fui buscá-lo, peguei-lhe ao colo mito agarradinhos e pedi-lhe desculpa por o ter assustado e levado a pensar que o ia abandonar, disse-lhe que nunca o iria deixar sozinho, que ia estar sempre lá para quando ele precisasse de mim.

Mãe Babada

Há já quase uma semana que me controlo para não contar o que aconteceu no sábado, porque é mesmo coisa de mãe babada, mas não há fuga possível!

Ora há 2 semanas atrás levei o pirralhito comigo ao yoga, ele portou-se como um verdadeiro senhor, esteve sossegado a maior parte do tempo, quando foi para meditar disse-lhe que devia fechar os olhos e ouvir a música, e só por uns momentos quebrou o silêncio da aula ao dizer:

- "Mamã, quero fazer xixi e cócó, já!"

Como se eu não lhe respondesse fez o mesmo com a madrinha, o que gerou uma certa risada geral.

Esta semana ao voltar ao yoga, e enquanto trocávamos experiências relacionadas com energias positivas no fim da aula, uma das colegas virou-se para mim e disse:

- "Tu deves sentir muita energia positiva através do teu filho"

Eu babada disse que sim, que ele era uma força da natureza em energias positivas e ela no fim vira-se para mim, (nessa altura eu já estava de sorriso de orelha a orelha, porque quando se me falam no meu bebé - ai desculpa, não és bebé, és rapazinho, que mãe esquecida- eu fico logo derretida) e diz:

- "Ele é tão inteligente, só o vi durante uma hora, mas a forma como ele se comportou aqui, o facto de ter participado à maneira dele (punha as mãos no ar e as pernas a tentar imitar o que eu fazia) e de saber que precisava estar sossegado e calado, demonstra que ele é realmente muito inteligente.

OK alguém que me passe um babete para eu não sujar a roupa de baba se faz favor!!!

Tempos Verbais

Não sei se é possível eles serem tão pequeninos e ainda assim terem alguma noção de quais os tempos verbais a utilizar.

O Alexandre costuma tomar o leite do pequeno almoço refastelado na minha cama, enquanto eu vou tomando banho, ainda de biberon, tudo o resto já bebe de caneca ou copo, mas sem supervisão e deitado na minha cama, eu continuo a achar mais previdente ser ainda no biberon.

O pai tem por hábito dizer-lhe enquanto ele bebe, para ele beber devagar e fazer pausas, para prevenir que se engasgue.

Há dias, estava ele a beber o seu leitinho - coisa preciosa para ele - parou para respirar, viu que eu o olhava e disse:

- "Estou a pausar!"

E não é que acertou na mouche tempo verbal correcto e tudo!! LOL

quinta-feira, 26 de março de 2009

Belém!!


O meu avô, bisavô do Alexandre - luz dos olhos do senhor - comprou-lhe no fim de semana um equipamento "oficial" do Belenenses.

O meu avô, é há 50 anos fiel sócio do Clube de Futebol "Os Belenenses", aliás a familia no passado era toda ela ligada ao mundo do futebol.
O meu bisavô materno foi fundador do "Carcavelinhos", para quem não sabe, uma espécie de antepassado do actual "Atlético" - se não conhecerem não importa, deve estar lá pelas ruas da amargura da 4ª Divisão, mas de qualquer forma já deu a Alcântara muitas alegrias, é o Atlético e as marchas!

Mas à frente!

Ora lá em casa o pai é do Benfica, a mãe é do contra, e a criança tem muitas influências externas dos vizinhos que são todos benfiquistas, de tal ordem que quando vê futebol e há golos ele grita : "Golllloooo, Benfica".

O meu avô começou a ver a equipa dele a ficar em segundo plano e vai de o vestir a rigor.

Hoje, quando pegava no Xani e o sentava na cadeira para sairmos de casa a caminho da escola, dizia-me:

- Mãma... eu sou do Belenenses?
- Claro que és! Sempre é melhor que seres do Benfica, tens menos desgostos!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Primavera


Hoje de manhã foi um chato!

Acordou com birra às 7 da manhã, primeiro queria leite, depois já não queria; queria vir dormir na cama dos papás, depois já não queria, mas ir para a cama dele também não era uma opção.

Levantou-se, deitou-se, berrou, recusou o leite, pediu o leite, quis voltar a deitar-se comigo, não sossegou.

E eu com uma vontadinha de lhe dar com a moca, sim que eu trabalhei o dia todo e ainda mais, e embora tenha chegado a casa cedo, por volta das 22.30, estava morta de cansaço e ele às 9 da noite já roncava!

Vá vamos lá arranjar para ir trabalhar, não quero, não vou, então ficas aqui sozinho que eu vou arranjar-me e vou sair.

Lá vamos nós para a casa de banho, tirar o pijama, pôr a fralda no lixo e esperar que eu o sente na sanita, isto já eu estava vestida! Quase pronta para sair e ele a engonhar.

Engonhou mais um pouco, calça os sapatos, não! quero estar assim! Enquanto eu lavava os dentes e me penteava, vai buscar o bibe, não vou.

Sabes que o Inverno acabou e começou a Primavera?

Sei, mas o que isso tem a ver com os teus sapatos e o teu bibe?

É que ainda não fui à praia!!

(O meu boneco lindo, mesmo quando acorda com os azeites, faz-me sorrir!)

terça-feira, 24 de março de 2009


No fim de semana o Alexandre ficou com a minha mãe, há um ritual lá em casa de ele ver todos os fins de semana as avós, umas vezes um dia uma, outro dia outra, por vezes fim de semana sim, fim de semana não.

Quando chega a casa corre a contar-nos o que se passou, onde passeou, o que comeu, o que brincou, enfim, tudo com a boa disposição que o caracteriza e claro, com a clareza com que já nos habituou e continua a espantar dada a sua tenra idade.

No domingo contava a mim e ao pai:
- "Vi um filme com a bábá"
- "A sério amor, e o qual era a história do filme?"
- "Havia um rei, que era muito mauuuuuuuu.E uma menina."
- "Ah sim, e depois?"
- "A menina pôs-se em cima do rei!"

Eu e o pai olhamos um para o outro contemos o riso e a situação lá passou, liguei à minha mãe e disse-lhe:

- "Pelas palavras do teu neto, andaram a ver o quê, filmes pornográficos?"

Rimos tanto! As duas ao telefone, com as lágrimas a cairem pelas faces de tanto rir. Claro que a avó preocupada se encarregou de contar a história e de facto havia um rei (que estava num sarcófago, mas essa parte ela omitiu) e havia também uma menina, que foi atirada algures no decorrer do filme para dentro do sarcofago, logo era verdade que a menina se tinha posto em cima do rei!

É que não lhe escapa nada!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Puzzle

Na segunda feira chegamos a casa e ficamos os dois a brincar, com uma unica intromissão ocasional da Puska. Eu estava um pouco em baixo e decidi nada fazer, deitei-me e peguei num livro, perguntei-lhe se me queria fazer companhia. Disse que sim, foi buscar 2 livros e sentou-me ao meu lado. Depressa se cansou dos livros, embora me tivesse contado as 2 historias creio que 3 vezes cada. Num dos livros reconheçeu os números 1 e 2, o que eu achei estranho, para me certificar pedi-lhe para ir buscar ao quarto o cubo com o número 1. E ele assim o fez, o mesmo com o 2, mas ficou-se por aí, não deixou no entanto de me abismar!
Continuamos a brincadeira e passámos aos puzzles. Não é uma brincadeira que eu estimule muito, mas como sei que desenvolve a área do raciocínio, bora lá.
Ele tem um livro com veículo automoveis, coisa que muito precia. Começou a fazer o primeiro e percebeu que sem ajuda não ia lá, obrigou-me a pôr completamente de lado o já de si ignorado livro que eu tanto desejava e ler e disse: "faz comigo"
No segundo tentei que fizesse sozinho e apelei à sua vaidade:"tu não és um crescido? os crescidos fazem os puzzles sozinhos, os bébes é que precisam de ajuda das mamãs."
Ao que ele responde prontamente:
"Eu sou crescido, tu é que precisas da minha ajuda, vês, toma, toma!"

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai


Aguardamos com ansiedade uma intervenção inspirada do pai do gatinho.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Limão


Em casa dos bisas no Domingo, assim que abriu a porta e me viu disse, com um limão na mão:
- Toma, para fazer chá, fui eu que fui buscar, ali - disse apontando para a àrvore.

Este fim de semana ficou com a avó paterna, foi ver o mar e a praia mas muito de longe e jantou com o padrinho de quem tinha já muitas saudades. Mas saudades tenho eu dele, sempre que fica longe de mim.
Sinto falta da minha gralha no banco de trás no carro, dos gritinhos estridentes que dá quando está contente, das gracinhas de se atirar para o chão e rebolar, dos choros quando a vida não lhe corre de feição, dos abraços para me engraxar ou apenas porque gosta de me mimar. A vida com ele do meu lado é tão mais suportável.

sexta-feira, 13 de março de 2009


Ontem fui com o alexandre ver uma escola, estúpidamente cara, com condições que não lembram ao menino jesus de boas, com salas coloridas, escorregas maravilhosos, piscinas de bolas tal qual ele adora, tudo com um aspecto divino, impecável, cheiroso. Tão bom, mas tão bom que dava vontade de voltar a ser pequenina e encolher-me numa das cadeiras minusculas que por ali pululavam.

No final da visita em que eu não tinha parado de enaltecer o meu rebento, pois ele come muito bem, não dá trabalho nenhum a dormir, já sabes fazer xixi sozinho, sem ter de andar de fralda, é um reguila dócil, enfim um verdadeiro anjinho miniatura. Eis senão quando, me preparao para sair depois de uma visita e a senhora pergunta-lhe: "Queres ficar na escolinha?" ele diz que sim com um ar muito contente até que se apercebe que estamos de saída.

Desata num berreiro porque não se quer ir embora mas antes "ficar na escolinha nova" agarra-me a mão, bate o pé, dá-me uma dentada na mão e ainda me bate por cima.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Será assim tão difícil?


Sei que estamos na era dos computadores, dos telemóveis, dos mp3 e dos palm tops, mas será pedir muito encontrar uma escola para uma criança onde não haja televisão na sala?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sol de Inverno


Agora que o sol despertou, o Alexandre mostra-se com muita vontade de ir brincar na praia, ver o mar, mexer na areia.
Segundo ele:
- Não podemos ir à praia porque é Inverno, quando estivermos no Verão podemos ir ao mar.
Assim, levei-o a ver o mar este Domingo, o que ele riu e brincou encheu-se de areia, esfregou-se no chão, tinha a felicidade estampada no rosto.
Na volta, cruzou-se com uma Beatriz de ano e meio e foi um espectáculo vê-lo espojar-se no chão a mostrar os seus dotes de bailarino, ou seria de ginasta, não sei bem porque ele dizia:
- Meninos, para cima, para baixo, agora rodar, perna no ar. - E enquanto isso fazia as suas gracinhas para impressionar a sua mais nova amiga.
Quando ela saiu do carrinho e se dirigiu a ele, fugiu envergonhado, mas depressa lhe passou a vergonha e no fim já chorava por ter de se vir embora, depois de muitos beijinhos e abraços à conquista de fim de tarde de Domingo.

segunda-feira, 9 de março de 2009

No elevador


Estávamos os dois no elevador prontos para sair, eu para o trabalho, ele para a escola:
- A mamã está bonita? - Perguntei-lhe
Ele olhou para mim, sorriu e disse com um brilhozinho nos olhos:
- Está.
Voltou a olhar e com um ar inquisidor:
- O teu batôm?

Muito observador!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Percebeste??



Ontem encontrei o Alexandre a roer os sapatos, fiquei doida com ele, zanguei-me a sério e chamei-lhe porco.
Passada a hora de jantar a Puska decidiu presentear-me com um xixi enorme no meio da cozinha, fiquei doida com ela, zanguei-me a sério e chamei-lhe porca.
Quando estava a tirar o Alexandre da cadeira onde janta, ele olha para a Puska com um ar muito importante e diz-lhe: "Ai, ai Puska, fizeste o xixi por fora, ficas no castigo. Porca."

Ora isto de tratarmos os nossos bébés como se fossem adultos resulta, a menos que se faça como eu, que doida com os dois, me virei para ele e lhe disse:

- Tu não chamas porca à Puska porque não tens nem credibilidade, nem moralidade para o fazeres. Eu encontrei-te a roer os sapatos, achas bem?

Nisto olho para a cara do pai, que incrédulo ohava para mim e me dizia, "achas mesmo que ele percebeu o que acabaste de dizer?"

Depois de me aperceber o que tinha acabado de dizer olhei para o meu pequeno, ainda no meu colo que olhava para mim com ar de espanto, enquanto eu terminava pergunta "achas bem?" à qual ele acenou imediatamente, certamente a pensar "Chiça, sempre ouvi dizer que o melhor é dar razão aos malucos!"

Depois dele acenar eu disse-lhe: "não amor, não achas bem, tens de dizer desculpa mamã por ter roido os sapatos, não volto a fazer." voltei a olhar para a carinha linda dele, ele não estava a perceber patavina, voltei a falar-lhe: "e tens de dizê-lo como se acreditasses!"

Desatei-me a rir e só parei passados 5 minutos, porque me doia a barriga!

terça-feira, 3 de março de 2009

Leão


Lembrei-me, depois de ler um comentário aqui deixado "num relance", que o Xani agora tem uma nova táctica de intimidação, ele aprendeu que o Leão é o rei da selva e que quando faz Grauuu, intimida, então, agora sempre que quer demonstrar que está desagradado com alguma coisa vira-se e faz: "Grauuu".
Imagine-se se ele tivesse aprendido que o Leão come tudo o que se mexe, só para impôr respeito? Credo!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Babete


Enquanto o pai lhe dava sopa, apareceu-lhe um fio de nabo, que ele não gosta, vai daí deitou fora a sopa toda que tinha na boca e acabou por sujar o roupão que já estava vestido.

Pai - Ó Alexandre olha o que fizeste, a mamã tinha acabado de lavar o teu roupão e tu sujaste, já te disse que não se cospe a sopa!
Xani - Desculpa.

2 segundos de silêncio...

Xani - Se o meu babete estivesse como deve ser, eu não me tinha sujado.

O babete é grande e estava a três dedos do pescoço, eu olhei para o pai, o pai para mim e tentámos não rir até às lágrimas!
Filho esperto o nosso!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bom Comportamento



De há 2 semanas para cá na escola do Xani há na entrada um quadro de comportamento, bola verde para quem se porta bem, bola vermelha para quem se porta mal.

- "Mamã?? Eu sou lindo?"

- "Não amor, hoje não foste lindo. Portaste mal, tiveste uma bolinha vermelha. A mamã está triste e a tia Joana (educadora) também."

Silêncio durante uns 2 minutos.

- "Não, não! Eu sou lindo, tu és má!"

Silêncio por mais dois segundos.

-"Mamã, tu és linda. Mas eu sou lindo não sou?"

Oh boneco, tu para mim, até quando te portas mal és irresistível, mas não to posso demonstrar, é que tu andas teimoso que nem uma mula miúdo, e eu não posso ceder a chantagens emocionais. Mas sim meu amor, és o rapazinho mais lindo do mundo para a tua mãe babada!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ópera


Fomos finalmente ver a Flauta Mágica no Domingo. A excitação durou uma semana inteira depois de ter ouvido em disco em casa da Bábá e de ter-se encantado pelo Papageno e pela Papagena.

Adorou, embora não tivesse percebido a história, mas abanava o rabo e a cabeça ao som do musica, enquanto que tentava imitar o maestro com as mãos.

Alucinou quando entraram em cena os ursos, os leões, as zebras e os tigres, e quando precisou de sair do camarote para ir à casa de banho, debruçou-se na balaustrada, empinando-se para o palco e disse:

"Eu vou ali à casa de banho, mas volto já, está bem?!É só um bocadinho"

No fim, disse que o que mais tinha gostado foram os bichos, o Papageno, a Papagena e a Rainha da Noite! Ah pois é, quem sabe... sabe!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Flauta Magica

Há dois casais que se formam na ópera, Papageno-Papagena, simbolizando o lado comum da humanidade, e Tamino-Pamina, simbolizando o iniciado. O contexto é uma luta entre a Rainha da Noite, que ambiciona o poder, e Sarastro, o grande sacerdote que só pratica o bem. Para Sarastro trabalha, porém, o mouro Monostatos, que tenta seduzir Pamina e se alia à Rainha da Noite.
A obra começa com Tamino perdido na floresta, onde encontra Papageno, um homem alegre que aprecia os prazeres da vida e trabalha para a Rainha da Noite. Deste encontro Tamino fica sabendo que Pamina, filha da Rainha da Noite, foi sequestrada por Sarastro e, apaixonado pela sua beleza, decide resgatá-la.
Na sequência, ambos passam por várias provas antes de poderem se encontrar. Papageno também passa por um tipo de prova antes de encontrar Papagena, e este contraponto cómico do homem comum que se comporta de modo diferente do príncipe diante das adversidades, é o lado cômico que faz esta ópera tão popular.
Esta obra está repleta de simbolismo maçônico. É possível encontrar muitas semelhanças com a Suíte Peer Gynt nº 1 de Edvard Grieg. No livro "A filha da noite", a escritora Marion Zimmer Bradley reconta em prosa esta história, em que os apaixonados lutam contra as forças do mal e a Rainha da Noite, Mãe de Pamina, para se purificarem e alcançarem a sabedoria juntos.

O príncipe Tamino entra num bosque para fugir da perseguição de uma serpente monstruosa. Cai de cansaço e é salvo por três damas da Rainha da Noite. As mulheres ficam maravilhadas com a sua beleza e correm a dar a novidade à sua senhora, a Rainha da Noite. Então, entra em cena Papageno que se dedica a caçar pássaros para a rainha. Ele mente, dizendo que matou a serpente. As damas ao voltarem castigaram o mentiroso colocando na boca um espécie de cadeado.
As damas mostram um retrato da filha da Rainha da Noite. Tamino, ao vê-la, fica apaixonado. Depois da ária de Tamino onde ele diz que se apaixonou por Pamina, as 3 damas voltam apresentando-lhe a Rainha da Noite que, comovida pelas palavras de amor do príncipe, conta-lhe a história da sua filha: ela foi sequestrada por Sarastro, rei e sacerdote de Isis, e se ele a resgatar obterá a sua mão. Tamino aceita o desafio. Em troca, as três damas dão-lhe, oferta da rainha, uma flauta mágica em ouro, que é capaz de mudar o estado de espírito dos seres vivos que a escutem, e a Papageno um carrilhão mágico por querer acompanhar o príncipe. Pamina está numa sala guardada por Monostatos, escravo mouro do palácio de Sarastro que tenta seduzi-la. Nesse momento, chega Papageno e, ao vê-lo, o escravo sai a gritar com medo do seu aspecto.
O caçador de pássaros diz à jovem que a vem resgatar. Tamino e Papageno dirigem-se para um bosque sagrado, guiados pelos três gênios de que lhe falaram as três damas. Nele encontrarão três templos: o da Razão, o da Natureza e o da Sabedoria. Ao tentar entrar neles, o orador no templo da Sabedoria informa que Sarastro governa nos três. Tamino, preocupado com Pamina, tocará a flauta. O som atrai as feras do bosque, que ficam mansas, Pamina e Papageno. Monostatos, que os seguiu, decide capturá-los. Papageno tocará o carrilhão para poder escapar. Aparece Sarastro e Pamina diz-lhe que a sua tristeza se deve ao assédio de Monostatos, razão pela qual este será castigado por Sarastro. O rei pede que Tamino e o seu acompanhante sejam preparados para ser iniciados nos mistérios da sabedoria.

Num bosque de palmeiras, Tamino e Papageno reúnem-se para serem iniciados pelos sacerdotes na presença do rei. Uma das provas a que ambos são submetidos é a de guardar silêncio. Ao templo, pela noite, chegam as três damas e dizem-lhes na cara estar ali como acólitos mas não recebem nenhuma resposta. Pamina está num jardim. Aparece a Rainha da Noite, informando-a que o seu amado se aliou com o inimigo. A jovem apercebe-se que o verdadeiro coração da sua mãe destila maldade e ódio. Esta dá um punhal à filha, exigindo-lhe que mate Sarastro sob pena de ser rechaçada para sempre por ela. Pamina fica horrorizada. Nesse momento, aparece Monostatos que ouviu toda a conversa e tenta fazer chantagem. Não obstante, o diálogo também tinha sido escutado pelo rei que manda prender o escravo e pede a Pamina paciência e compreensão, tranquilizando-a. Tamino e Papageno entram no templo, calados. Aparecem os três génios que lhes dão a flauta e o carrilhão e pedem-lhes que sigam em silêncio. Ao tocar a flauta aparece Pamina que, ao não obter nenhum tipo de resposta, se crê despachada e deixa-se dominar pela dor. Os sacerdotes conduzem os iniciados ao interior do templo onde ambos decidem seguir em frente com a sua iniciação. Papageno está no jardim. Aparece uma anciã que pede para casar-se com ele. Este, com medo de ficar só, aceita. Nesse momento, a anciã transforma-se numa linda jovem: Papagena. Entretanto, o sacerdote do templo tira-lha, porque primeiro terá de merecê-la. Pamina está à beira da loucura e a ponto de se suicidar com o punhal que lhe deu a mãe. Os três gênios intervêm e convencem-na a não o fazer e procurar o seu amado. Quando o encontra, ele está a preparar-se para as provas de fogo e água que terá de concluir. Pamina, loucamente enamorada, pede permissão para acompanhá-lo nas provas. Ambos conseguem e são admitidos no templo da Sabedoria. Papageno está desesperado, perdeu a sua amada e teme ficar sozinho. Quando está determinado a suicidar-se, aparecem os três génios e aconselham-no a usar o carrilhão. Ele fá-lo e surge Papagena. Ambos declaram o seu amor. A Rainha da Noite, que se juntou a Monostatos, tenta dar o golpe definitivo contra os sacerdotes. Serão vencidos no último momento e lançados à noite eterna (Quinteto: Nur stille stille) O coro entoa louvores a Ísis e dando glória aos iniciados (Pamina e Tamino), também a Osíris. Um belo final, demonstrando na história a beleza da fraternidade que todo Ser Humano deve demonstrar com os seus.

fonte:Wikipedia

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Uma nova angustia

A escolinha onde o Xani anda só tem meninos até aos 3 anos, o que significa que no decorrer deste ano lectivo vou ter de percorrer tudo o que é escola nas redondezas. Não está fácil, ele está habituado a uma escola nova, de ambiente familiar, com poucas crianças que estão com ele desde o dia em que para lá entrou e agora vai ser obrigado a mudar-se.
Os colégios privados são caros por demais, nós já pagamos cerca de 300 euros por mês, mas mesmo assim ainda não consegui encontrar nada por esses preços, as IPSS não têm vagas, se tiverem é para as cunhas e eu tenho muita dificuldade em pedir.
Ainda assim, se pedir e se conseguir, onde vou encontrar uma escola que não seja num bairro social, ou não seja num pré fabricado a estalar, com poucas condições, ainda que - acredito - com boas condições no ensino e uma grande dose de boa vontade de quem lá lecciona.
Uma saga para os próximos meses.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Fim de semana atribulado


Este fim de semana o Alexandre viu pela primeira vez um filme inteiro, 5 vezes no sábado, 6 no domingo - um filme da Hello Kitty que veio juntamente com a TV Guia, creio.
Depois ouviu "As quatro estações", e pediu para ouvir de novo, logo de seguida, enquanto meneava o corpo ao som de Vivaldi.
Por fim dançou, cantou e encantou-se com o cd da "Flauta Mágica", ópera que irá assistir no proximo domingo, e quando lhe disse que ele ia ver ficou maravilhado (resta saber se vai aguentar, in loco).
Enquanto se passeava pelo Centro Comercial ao ar livre que existe perto de casa da bábá (a minha mãe) pediu-lhe que o levasse à "Casa do Anjo", que queria falar com o menino Jesus.

Tal como eu dizia há uns posts atrás, as crianças reagem ao que as expomos, depois cabe-lhes a elas escolherem o que gostam ou não.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Hoje de manhã o Alexandre pediu ao pai para ir fazer xixi.
- Papá, papá, a minha pilinha está grande!
Passado um pouco viu-me dirigir para a casa de banho, e perguntou-me:
- Vais fazer xixi?
- Sim, vou.
- E a tua pilinha está grande?

Iluminação para a minha cabecinha se faz favor! Se ele começar a fazer perguntas incómodas já, vou precisar de muita inspiração. Desta vez dizer-lhe que não tenho pilinha foi fácil, mas o que me reserva o futuro!?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009


Ontem fomos cortar os caracois maravilhosos do Alexandre, para grande tristeza as avós.
Estava com o cabelo em cacho de tanto caracol, levei-o ao cabeleireiro lá do bairro, cuja cadeira para as crianças é um automóvel, uma capa colorida para que não se encham de cabelos e além dos livros para crianças tem ainda uma televisão que passa filmes do Noddy.
O meu filho portou-se como um homemzinho, mexeu a cabeça quando lhe mandaram, ficou quieto sempre que preciso.
Sou uma mãe orgulhosa do seu pirralho!

Á noite viu-me a pentear e perguntou:
-Mamã, as mamãs "pentem-se"?
-Penteiam-se, disse eu.
-As mamãs penteiam-se?
-Sim amor, as mamãs penteiam-se!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Coktail


Na sequência de uma iniciativa cívica aqui no burgo, e como eu gosto de estar activa na vida do meu concelho, acabei por levar o Alexandre a um cocktail às 19 horas, com direito a discursos e tudo, acompanhados de suminho de laranja que ele tanto gosta.
Entre o meu colo, o do pai e o chão, aguentou-se cerca de hora e meia de muito bom comportamento, em que apenas tivemos de o chamar a atenção para não falar alto umas 5vezes, enquanto ele dizia ao pai:
"papá, papá, o senhor é um lobo mau" , ao que o pai tinha de lhe dizer que o senhor era amigo e que não era um lobo!
"ah, palmas!" e lá batia ele palmas com muita euforia, que se há coisa que ele gosta, é bater palmas.

Hoje em conversa com uma amiga dizia ela que desde o nascimento do filho que a vida era feita em função dele, que já não jantavam fora porque o pai tinha medo das reacções do menino, que não iam ter com amigos porque chegavam tarde demais a casa e já passava da hora de sono do menino.

Eu dei-lhe o exemplo citado anteriormente, o meu filho porta-se bem em qualquer ocasião, não por eu ser melhor ou pior mãe, mas porque o exponho a tudo, assim ele habitua-se a estar em publico ou em privado e a saber comportar-se.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Futebol...ou motas?!


O Alexandre teve o seu primeiro jogo de futebol. Para gáudio do pai - e grande infelicidade da mãe (eu sou adepta do FCP)- levámos o babe a ver um jogo do Benfica, com direito a jantar e tudo no camarote - só assim me convenciam de que podia pisar a Luz, sim que eu sou a favor de "comer" o inimigo!

Para o Alexandre foi uma grande festa, até porque tinha a companhia do seu grande amigo Rodrigo e assim também conseguiu deitar-se para além das 9 / 9.30 habituais dos dias de semana e dos domingos - só há ordem de deitar mais tarde em algumas sextas e sábados.

Senti que ele estava a gostar de ver o jogo quando me perguntou: "mamã, quando é que a mota vai entrar?" - a "mota" era o carrinho ambulância que os bombeiros tiveram de fazer entrar aquando de uma queda mais ou menos aparatosa, ou mais ou menos fingida de um jogador.

Percebi também que nunca vou ter um Ronaldo em casa, quando a avó lhe perguntou, "gostaste de ver o futebol amor?" e ele respondeu que sim, seguido de "havia lá uma mota, graaaande!"

E embora eu o tenha levado a ver um jogo do Benfica, não significa que vá assistir impávida à sua catequização, pelo que, quando ele me perguntou quando iria entrar a mota, eu respondi-lhe que só depois de um dos jogadores do Benfica partir uma perna, foi então ouvi-lo durante o decorrer do jogo: "parte uma perna!"

PS: eu sei que não é bonito, e possoi até vir a ser acusada de incitamento à violência, mas bolas, posso levá-lo a ver o jogo, mas não vou facilitar a vida ao pai!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Birras!


Agora há uma nova modalidade, chora-se até à exaustão, como se isso fosse fazer o papá ou a mãmã mudar de ideias, no fim, depois de se perceber que afinal não se vai a lado nenhum e sem concretizar nenhuma das nossas intenções senão ficar sem voz, na melhor das hipóteses, pára-se de chorar e diz-se num tom calmo, depois de se limpar as lágrimas: "Já está. Acabou a birra. Eu não volta a fazer."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Teatro


Este Sábado levei o Alexandre à sua primeira peça de teatro, no Auditório Lurdes Norberto em Linda-a-Velha, a peça chama-se "Os macacos a correr, os meninos a aprender".

É uma peça sobre o desejo de liberdade, sobre a opressão dos mais fracos, enfim...um pouco pesado para uma criança de 2 anos, mas a verdade é que ele adorou.

Dançou, bateu palmas, cantou e até quis subir ao palco (vontade que já tinha demonstrado na férias de verão na Tunísia, subia todos os dias o palco improvisado dos artistas residentes do hotel). Gostou de ver o Leão, os Macacos, o Urso, e a Raposa.

Ainda hoje se vira para mim e diz: "macacaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!!"
Ou, "a raposa é matreira"

Quero expô-lo a tudo o que existe no mundo, desde cedo, para que ele possa escolher os caminhos que vai traçar, com todos os conhecimentos que eu lhe puder proporcionar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Passagem de Ano


Desta vez não me apeteceu ficar sem ele. O ano passado deixámo-lo com as avós e fomos passar a viragem de 2007 com amigos na Ericeira, desta vez descemos um andar e fomos para casa do amigo Rodrigo.
Estivemos com os pais do Rodrigo e da Marta, e além destes dois uma amiga da Marta, a Matilde que arrebatou o pequeno coração do Xani o que muito entristeceu a Martinha, habituada a ter o "seu" Xani só para ela.
A Matilde decidiu que lhe dava de jantar, e ele deliciou-se com as atenções, enquanto que a Marta chorava porque queria ser ela a fazer esse trabalho.
Mais tarde a Matilde quis brincar aos namorados, e ambas queriam o Xani como namorado, acho que o Rodrigo se fosse um pouco mais velho não ia gostar de ficar de fora da brincadeira...
Noite fora as crianças foram brincando e os adultos foram comendo, à meia noite todos na varanda a gritar "viva o ano novo", "viva 2009", o Xani em cima da cadeira abanava-se e batia palmas contente da vida.
Era uma da manhã e deicdi que estava na hora, perguntei-lhe se queria dormir e a resposta não tardou. Vesti-lhe o pijama e fui deitá-lo na cama dos papás do Rodrigo.
Ele enrola-se para dormir, mas ao perceber que eu ia embora, vira-se e diz:
"- Mamã, vamos para casa, na caminha da mamã dá mais jeito!"
Começámos bem o ano!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Natal


O natal foi naturalmente uma festa para o Alexandre, o facto é que desde que ele nasceu, passou a ser uma festa quase completamente dirigida a ele, mas este ano foi diferente, porque pela primeira vez ele já conseguiu compreender (+/-) o que se estava a passar.
Ajudou o pai a fazer a árvore, quis participar na "edificação" do presépio, e todos os dias me pedia para lhe contar a historia do Jesus.
Percebeu que o Pai Natal traz prendas aos meninos que se portam bem, e segundo ele:"eu portei bem, vou ter prendas". E se teve!
Prendas a torto e a direito, que ainda hoje não acabaram de chegar. Acho que o ponto alto foi realmente o triciclo que o tio lhe deu, embora seja para ele uma mota - objecto aliás muito apreciado, seja ele uma mota verdadeira, ou apenas uma representação grande ou pequena, pouco importa.
Mas a casa enorme que acabou por ficar na varanda não foi menos apreciada, assim como os livros, os jogos, e até as roupas, porque na verdade ele gosta mesmo é do ritual, abrir o saco, retirar o embrulho lá de dentro, rasgar o papel e divertir-se com o que quer que seja que de lá sair.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Escorpião


Os bebés Escorpião são muito curiosos, gostam de procurar sempre o porquê das coisas. (Ah pois é, por isso é que já com 2 anos ele diz, olha ali, olha ali, lá à frente)

Nunca ficam satisfeitos com aquilo que lhes aparece pela frente e procuram sempre perceber as explicações e saber o que está por trás das situações com que se deparam. (Sendo que ainda não entrou na fase do "porquê" vou ter muito que penar)

São bastante reservados, não se deixando envolver facilmente. (Ora aqui está uma coisa que não corresponde minimamente o meu Xani, basta dizer que a primeira palavra dele foi "Olá" e que a dizia a todos os que por ele passavam)

São também muito racionais e no que diz respeito à aprendizagem não se lhes deve impor um método ou um ritmo que não seja o seu. (Pois não sei, ele aprende a um ritmo vertiginoso, nem eu consigo acompanhar, para quê exigir mais)

São bastante orgulhosos e podem fazer birras facilmente. (Bate com o pé no chão e faz beicinho, por tudo e por nada)

São destemidos e não se preocupam com o perigo que possam correr, qualquer que seja a situação. (Infelizmente, não tem medo de andar sozinho no meio da rua, não percebe que nem todos os cães são iguais à Puska e quer fazer festas a todos, mesmo quando eu lhe digo: "a mamã vai-se embora" ele age como se não fosse um problema.)

O seu espírito dominador caracteriza as brincadeiras do bebé Escorpião e gosta de liderar e vencer as outras crianças. (Por enquanto ainda não se deu por isso, não é um líder.Gosta adora brincar com os amigos, e quer sempre o brinquedo que o Rodrigo tem na mão. Mas também gosta de ficar sossegado no seu canto a brincar, entretém-se muito, mesmo sozinho, mas uma coisa consigo desde já perceber, não gosta de ser contrariado)

Adoram todo o tipo de brincadeiras, principalmente aquelas que os façam pensar.
No entanto, se tiverem um brinquedo partido, tudo farão para o consertar. Adoram desenhos animados, sobretudo aqueles com heróis muito poderosos. (Poderosos não sei, mas gosta de ver o noddy, os irmãos koala, e não gosta de bonecos japoneses, i wonder why)

A saúde dos nativos do signo Escorpião não é uma questão muito preocupante, pois estes bebés são dos mais resistentes. O seu sistema imunitário funciona bem, com grande capacidade de regeneração e recuperação, por isso mesmo em situações de doença, recuperam de forma espantosa. (É um facto que mesmo que esteja com tosse, febre e nariz entupido, nunca perde a boa disposição. Ou quando os dentes rompem todos ao mesmo tempo, continua de sorriso nos lábios, é uma bênção um filho assim.)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008



O meu bébé (perdão amor, rapazinho) não pára de me surpreender. Em cada dia que passa ele está mais crescido, mais pesado, mais esperto e inteligente.
É rápido no racíocinio, de resposta pronta mas sempre, sempre de sorriso nos lábios.
Nem muda a disposição caso esteja mais em baixo porque a ocasional gripe o afectou. Ontem perguntei-lhe se lhe doia a garganta ou lhe custava respirar, ele disse: "Não" com um ar muito douto, como se fosse impossível isso acontecer-lhe a ele, no entanto, a verdade é que ele mal respira pelo nariz que está entupido e atulhado de ranhoca, tosse de 5 em 5 minutos.
Há uns dias cometi o ERRO de o adormecer na minha cama, comigo, e de levá-lo posteriormente para o coi dele, ele acordou em grande sobressalto, chorando desalmadamente a dizer: "O papá, a mamã, a puska". O mundo dele desabou quando se viu sozinho sem aqueles que mais amava, ora aqui a mamã coração mole, foi buscá-lo coitadinho do menino, petété, pátátá. Ele acabou por dormir enroscado no meu colo, que diga-se é uma coisa maravilhosa, não fossem os pezinhos espetados ora nos rins, ora no fígado e acho que até o apêndice se ressentiu.
Pois agora todos os dias acorda invariávelmente às 4 da manhã a fazer a mesma fita. O manhoso deve ter apanhado os meus genes de manipulação, porque parece que já leu o "Principe" do Sr Maquiavel de fio a pavio, sabe que me corta o coração ouvi-lo chorar, soluçar e não deixar dormir o predio inteiro, à excepção do pai que dorme o sono dos justos, mesmo enquanto o sacana do miudo berra das 4 às 6 da manhã, acordando fresco e fofo para mais um dia de trabalho, enquanto que aqui a mula está de olheiras e papos, e claro de mau humor.
Mas está decidido, o sr. Alexandre não vai mais fazer chorar as pedras da calçada da mãe porque esta comprou uns tampões para os ouvidos. Vais dormir na tua cama menino, acabaram-se os miminhos tardios, as festinhas para fazer óó, e não vou voltar a cair na tua cantiga: "eu quero dormir contigo"; "eu quero fazer óó na caminha da mãmã"; "eu quero ir para a tua cama, só um bocadinho".
Ora que já a formiga tem catarro, não querem lá ver.
PS: Nesta guerra, aceitam-se apostas sobre quem cede primeiro, eu ou ele!