- Estou arreliado!
- Porquê filho?
- Porque sim, mas não é com a minha família nem com os meus amigos, é comigo.
- Mas o que fizeste tu para estares arreliado, meu amor? Portaste-te mal?
- Não, não me portei mal, mas estou arreliado.
- Sabes o que significa arreliado?
- Não, mas estou!
quarta-feira, 31 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
O pai ralhava-lhe por uma qualquer razão que já nem me lembro, e dizia-lhe que se ele não se portasse bem ia deitar fora a prenda nova que lhe demos - um quartel dos bombeiros, com carro e helicoptero, tudo desmontável desse criador de sonhos que se chama LEGO.
Ele estava desolado, mas ainda assim conseguiu entre um soluço e uma lagrima dizer ao pai: deitar fora não papá, dá a um menino pobrezinho.
Ele estava desolado, mas ainda assim conseguiu entre um soluço e uma lagrima dizer ao pai: deitar fora não papá, dá a um menino pobrezinho.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Palavras Caras
As palavras difíceis saiem-lhe com a facilidade de quem as trata por tu, sem rodeios, sem medos.
Tem uma dicção digna de inveja por muito político da nossa praça, e um português correcto, com um ou outro engano no tempo verbal, mas não me parece anormal tendo em conta que os seus "largos" 3 anos ainda não lhe trouxeram a experiência suficiente para se movimentar isento de erros pela fluidez da língua portuguesa.
Nos últimos tempos temos-lhe ouvido expressões como "Tu nem imaginas!", muito "litle me", ou "impressionante", que sinceramente não sei bem onde ouviu.
Também não se coibe de fazer lógicas associações como na semana passada, quando eu lhe dizia que precisava de arrumar os brinquedos, e que tinha de escolher entre ver um filme ou brincar, e que mesmo se quisesse brincar teria de escolher entre os legos e os livros para desenhar, que não se admite ter a casa toda desarrumada porque o menino quer brincar.
Com um ar sereno, de quem sabe muito bem o que quer da vida, olhou-me nos olhos e disse com todas as letras:
"Mamã, tens de perceber que eu sou só uma criança"
Toma lá que já levaste que contar!
Tem uma dicção digna de inveja por muito político da nossa praça, e um português correcto, com um ou outro engano no tempo verbal, mas não me parece anormal tendo em conta que os seus "largos" 3 anos ainda não lhe trouxeram a experiência suficiente para se movimentar isento de erros pela fluidez da língua portuguesa.
Nos últimos tempos temos-lhe ouvido expressões como "Tu nem imaginas!", muito "litle me", ou "impressionante", que sinceramente não sei bem onde ouviu.
Também não se coibe de fazer lógicas associações como na semana passada, quando eu lhe dizia que precisava de arrumar os brinquedos, e que tinha de escolher entre ver um filme ou brincar, e que mesmo se quisesse brincar teria de escolher entre os legos e os livros para desenhar, que não se admite ter a casa toda desarrumada porque o menino quer brincar.
Com um ar sereno, de quem sabe muito bem o que quer da vida, olhou-me nos olhos e disse com todas as letras:
"Mamã, tens de perceber que eu sou só uma criança"
Toma lá que já levaste que contar!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Doce
Mesmo estando numa fase ...dificil, não deixa de ser um doce, este meu menino de oiro. Quando o pai o vai buscar, se chega a casa e não me vê logo à porta, procura-me e vai perguntando: "Estás bem?"
Coisa mai linda!
Coisa mai linda!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Resposta na ponta da língua
No fim de semana, enquanto vestia o puto disse-lhe:"bora lá pôr-te todo pipi para irmos passear"
- Oh mamã, os meninos não têm pipi!
Vamos ter uma menina na familia, a mulher do tio querido está grávida e sabemos que vai ser menina, os tios ainda não escolheram o nome, mas o Xani já e está a suscitar-lhe algumas questões, senão vejamos, ontem no caminho que fica entre o colégio dele e o centro comercial onde lhe dissemos que iamos comprar prendas para a prima pergunta ele:
- Mamã, a prima Mariana está na barriga da Betty?
- Sim, está, já sabes que o tio pôs a sementinha na barriga da Betty e que agora vai ficar quentinho e aconchegado lá até crescer num bébé lindo.
- A Betty abriu a barriga?
- Não, o bébé ainda não vai nascer já, não precisa abrir a barriga.
- Mamã, se está lá teve de entrar de alguma maneira!!
Caramba, o míudo tem 3 anos, não podia deixar estas coisas para mais tarde, sei lá quando tivesse uns 40 anos, é que eu não estou ainda preparada para perguntas difíceis, bolas!
- Oh mamã, os meninos não têm pipi!
Vamos ter uma menina na familia, a mulher do tio querido está grávida e sabemos que vai ser menina, os tios ainda não escolheram o nome, mas o Xani já e está a suscitar-lhe algumas questões, senão vejamos, ontem no caminho que fica entre o colégio dele e o centro comercial onde lhe dissemos que iamos comprar prendas para a prima pergunta ele:
- Mamã, a prima Mariana está na barriga da Betty?
- Sim, está, já sabes que o tio pôs a sementinha na barriga da Betty e que agora vai ficar quentinho e aconchegado lá até crescer num bébé lindo.
- A Betty abriu a barriga?
- Não, o bébé ainda não vai nascer já, não precisa abrir a barriga.
- Mamã, se está lá teve de entrar de alguma maneira!!
Caramba, o míudo tem 3 anos, não podia deixar estas coisas para mais tarde, sei lá quando tivesse uns 40 anos, é que eu não estou ainda preparada para perguntas difíceis, bolas!
domingo, 24 de janeiro de 2010
Maturidade
É verdade que a rebeldia ainda não passou, e que de vez em quando lá está ele a esticar a corda, a olhar-me de lado enquanto me grita que não, e esperneia e chora no castigo.
No entanto, espanto dos espantos, quando não está neste desafio diário dá para perceber que ganhou...maturidade.
É estranho, mas de uma semana para a outra parece que as conversas são mais adultas, as palavras são escolhidas com um cuidado acrescido aquele que já nos tinha habituado.
Desde sempre nos brindou com palavras caras, é verdade, desde cedo nos habituou a dizer tudo correctamente, desde que começou a falar que lhe entendemos a facilidade com que brinca com as palavras e estas lhe são naturais, mas agora percebemos que não são só as palavras, são as atitudes - no meio de todas as outras que me exasperam e me tiram do serio - quando está sem querer saber onde pisa o risco percebemos que está um homenzinho e não é só o corpo que está a crescer, é tudo o resto e neste momento é o raciocínio que se destaca.
O meu bébé está um crescido, e eu estou orgulhosa dele...e de nós.
O meu maior medo enquanto mãe de primeira viagem, quando fiquei grávida, era não ser capaz de fazer um bom trabalho, depois de ele nascer e ser um verdadeiro anjinho - ainda hoje eu sei que me queixo de barriga cheia, porque mesmo com as birras que vem fazendo quando lhe dizemos não e ele percebe que não vale a pena, desiste, tem personalidade forte, mas a inteligência suficiente para perceber quando parar - achei que o ia estragar por não saber explorar o diamante em bruto que tinha nas mãos, mas...estou a saber fazê-lo e no fim do dia nada mais importa do que o trabalho que faço com ele, porque será esse trabalho que no futuro vai ditar se fui ou não uma mulher de sucesso.
A familia é a pedra basilar da minha vida e o meu filho o meu maior desafio.
No entanto, espanto dos espantos, quando não está neste desafio diário dá para perceber que ganhou...maturidade.
É estranho, mas de uma semana para a outra parece que as conversas são mais adultas, as palavras são escolhidas com um cuidado acrescido aquele que já nos tinha habituado.
Desde sempre nos brindou com palavras caras, é verdade, desde cedo nos habituou a dizer tudo correctamente, desde que começou a falar que lhe entendemos a facilidade com que brinca com as palavras e estas lhe são naturais, mas agora percebemos que não são só as palavras, são as atitudes - no meio de todas as outras que me exasperam e me tiram do serio - quando está sem querer saber onde pisa o risco percebemos que está um homenzinho e não é só o corpo que está a crescer, é tudo o resto e neste momento é o raciocínio que se destaca.
O meu bébé está um crescido, e eu estou orgulhosa dele...e de nós.
O meu maior medo enquanto mãe de primeira viagem, quando fiquei grávida, era não ser capaz de fazer um bom trabalho, depois de ele nascer e ser um verdadeiro anjinho - ainda hoje eu sei que me queixo de barriga cheia, porque mesmo com as birras que vem fazendo quando lhe dizemos não e ele percebe que não vale a pena, desiste, tem personalidade forte, mas a inteligência suficiente para perceber quando parar - achei que o ia estragar por não saber explorar o diamante em bruto que tinha nas mãos, mas...estou a saber fazê-lo e no fim do dia nada mais importa do que o trabalho que faço com ele, porque será esse trabalho que no futuro vai ditar se fui ou não uma mulher de sucesso.
A familia é a pedra basilar da minha vida e o meu filho o meu maior desafio.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Rebeldia
Não sei se os 3 anos é uma idade de viragem, de mudança, se acontece com todos e se daqui em diante será sempre pior, mas a verdade é que me corta o coração ver que o Xani perdeu a doçura de bébé.
Agora não há dia em que não grite, espernei, levante a mão, bata o pé. Quando ouve a palavra "não" ou qualquer coisa não lhe corre de feição, lá vem uma birra, uma contenda, uma batalha perdida e um castigo.
A continuarmos assim a vida dele em casa vai ser passada sentadinho no banco do castigo de lágrimas no rosto e rouco de tanto gritar que não, que não quer e que não gosta.
Por tudo e por nada, porque não quer comer, porque não quer tomar banho, porque quer brincar, porque quer ver um filme, porque o Panda está a cantar, porque quer comer, porque quer tomar banho, porque não quer brincar, porque não quer ver um filme, porque sim e porque não.
E ele grita e eu grito, e ele bate-me e eu bato-lhe e que me arrependo, e que fico doente por pensar que lhe dei uma palmada que me doeu mais a mim que a ele, mas que não há razão para perder a cabeça, e que depois me pede desculpa e diz que me ama, e diz que sabe que me faz partir o coração e promete não repetir, para recomeçar tudo no dia seguinte.
Não sei se é uma fase de rebeldia que está a atravessar, ou se é o escorpião nele a mostrar as pinças, a verdade é que de há uns dias para cá não o entendemos, nem ninguém se entende com ele.
Estou triste porque sinto que perdi o meu bébé e que ele não volta mais.
Agora não há dia em que não grite, espernei, levante a mão, bata o pé. Quando ouve a palavra "não" ou qualquer coisa não lhe corre de feição, lá vem uma birra, uma contenda, uma batalha perdida e um castigo.
A continuarmos assim a vida dele em casa vai ser passada sentadinho no banco do castigo de lágrimas no rosto e rouco de tanto gritar que não, que não quer e que não gosta.
Por tudo e por nada, porque não quer comer, porque não quer tomar banho, porque quer brincar, porque quer ver um filme, porque o Panda está a cantar, porque quer comer, porque quer tomar banho, porque não quer brincar, porque não quer ver um filme, porque sim e porque não.
E ele grita e eu grito, e ele bate-me e eu bato-lhe e que me arrependo, e que fico doente por pensar que lhe dei uma palmada que me doeu mais a mim que a ele, mas que não há razão para perder a cabeça, e que depois me pede desculpa e diz que me ama, e diz que sabe que me faz partir o coração e promete não repetir, para recomeçar tudo no dia seguinte.
Não sei se é uma fase de rebeldia que está a atravessar, ou se é o escorpião nele a mostrar as pinças, a verdade é que de há uns dias para cá não o entendemos, nem ninguém se entende com ele.
Estou triste porque sinto que perdi o meu bébé e que ele não volta mais.
domingo, 27 de dezembro de 2009
As prendas de Natal

Pois que afinal eu estava muito enganada quanto ao facto de ser preciso mais uns anos para que o Xani pudesse começar a sua própria orquestra, basta um Natal para que isso se faça rápido, rápido.
Ora ele teve um saxofone, um xilofone e ainda um piano, já para não falar dos outros brinquedos interesantes que envolvem tintas, canetas de feltro, plasticinas, um não acabar de dores de cabeça para uma mãe que gosta de manter a sua casa intacta e sem pinturas adicionais, mas que tem também a certeza que se o seu boneco puder desenvolver a sua veia artística, seja por via da música, seja por via das cores, vai ser certamente muito mais feliz.
Teve também puzzles, muitos e coloridos e variados que lhe vão fazer trabalhar a cabecita, e também legos que lhe vão pôr a imaginação a trabalhar.
O Xani deve ter sido um menino bem comportado durante o ano porque o Pai Natal foi muito generoso. Para o resto da familia também, mas particularmente gostaria de agradecer à Goldfish a melhor prenda que eu poderia ter recebido, quando me disse que o meu filho estava muito bem educado!
texto escrito a 18/12/2009
O Alexandre teve um encontro imediato com o pai natal e as suas renas (num centro comercial, pois está claro) e ao sentar-se no seu colo para que lhe tirassem uma fotografia, já depois de uma longa conversa em que lhe disse o nome e a idade pediu-lhe de prenda de natal um saxofone!
Lá em casa já existem 2 flautas, 2 tambores(que de quando em quando desaparecem de forma misteriosa)um orgão - que está cuidadosamente arrumado em cima de uma prateleira, e ainda uma guitarra que se descansa por casa de uma das avós.
Com um saxofone a caminho em breve teremos a orquestra pronta para ele poder dar largas à sua veia musical. Como ele continua a insistir que quando fôr grande quer ser maestroa acho que logo, logo vai começar a distribuir os seus instrumentos musicais pelos membros da familia e amigos para se poder treinar na arte de conduzir os "seus" musicos.
Eu até já me estou mesmo a ver a tocar ferrinhos!
Lá em casa já existem 2 flautas, 2 tambores(que de quando em quando desaparecem de forma misteriosa)um orgão - que está cuidadosamente arrumado em cima de uma prateleira, e ainda uma guitarra que se descansa por casa de uma das avós.
Com um saxofone a caminho em breve teremos a orquestra pronta para ele poder dar largas à sua veia musical. Como ele continua a insistir que quando fôr grande quer ser maestroa acho que logo, logo vai começar a distribuir os seus instrumentos musicais pelos membros da familia e amigos para se poder treinar na arte de conduzir os "seus" musicos.
Eu até já me estou mesmo a ver a tocar ferrinhos!
Texto escrito em 16/12/2009
Hoje à saída da escola o Xani levou-me pela mão até ao hall de entrada do colégio para me mostrar, pendurada na enorme árvore de natal comunitária a "sua" rena lá pendurada.
Acho que ele estava bastante orgulhoso do meu/nosso trabalho! :)
Acho que ele estava bastante orgulhoso do meu/nosso trabalho! :)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
BES
"Mamã, mamã....eu vi a luz,
e vi paredes brancas, mesmo brancas;
e torneiras que não pingam.
Eu vi a luz e é...branca."
Isto num sábado de manhã aì por volta das 8 da manhã enquanto eu apenas tinha coragem de esfregar um olho e depois o outro, mas lá lhe respondi:
" não amor, isso é o anúncio do BES, a luz é verde"
Ele olhando pela fresta entreaberta da porta:
"Não, para mim é branca, que eu estou a vê-la!"
e vi paredes brancas, mesmo brancas;
e torneiras que não pingam.
Eu vi a luz e é...branca."
Isto num sábado de manhã aì por volta das 8 da manhã enquanto eu apenas tinha coragem de esfregar um olho e depois o outro, mas lá lhe respondi:
" não amor, isso é o anúncio do BES, a luz é verde"
Ele olhando pela fresta entreaberta da porta:
"Não, para mim é branca, que eu estou a vê-la!"
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Circo
Ontem foi noite de circo, com os suspeitos do costume a serem os preferidos, os leões, os cavalos e os elefantes, a variação este ano foi que o Xani tirou uma foto com o Figo, sim esse mesmo, o jogador de futebol, ou a estrela de tempos idos da selecção.
O Figo ele nem sabe quem é, mas o circo, esse adorou!
O Figo ele nem sabe quem é, mas o circo, esse adorou!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Bela Adormecida
O Alexandre teve mais um sábado cultural com as mulheres da família.
A mamã, a babá e a vovó levaram o seu menino ao Teatro São Carlos para ver a ópera a Bela Adormecida.
Ele já conhecia a historia e sabia bem que a princesa se ia picar no fuso por maldição da bruxa má e que no fim acordava com um beijo do príncipe.
Deixou bem claro que não gosta de bruxas e que nem a queria ver.
A peça em si não estava tão "mágica" quanto deveria, a encenação deixou - na minha opinião - muito a desejar.
Mas o xani gostou, ficou encantado com os lustres imponentes do teatro, com os cortinados que corridos o levavam a adivinhar o que estaria para lá deles, e afinal a verde bruxa má foi uma personagem apreciada. Claro que a imagem próxima do fosso da orquestra e os movimentos ora cadenciados ora vigorosos do maestro.
A música e o desempenho da mesma foi aliás, para mim, o melhor da ópera.
Depois da peça o lanche!
Adorou o chocolate quente do café di roma e deliciou-se com uma tijelada gigante.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
TPC II
O projecto desta vez foi decorar uma bola de papel gigante, com motivos natalícios. O Xani decidiu sozinho que seria , nada mais , nada menos do que decorada com 1 Pai Natal, 1 árvore e renas.
Na falta da máquina fotográfica para registar o momento vou descrever o evento.
Eu fiz o desenho de uma árvore e do rosto do pai natal - aliás o decalque descarado de umas revistas de bordados que têm umas ideias fantásticas, o xani pintou com todos os tons de verde que encontrou na caixa dos lápis de cera o interior da árvore, recortamos ambos 3 estrelas de um cartão vermelho para dar animo, e eu achei que um laço dourado no topo era uma variante engraçada à enfadonha estrela de natal. usamos paus de fósforos coladinhos bem juntinhos para dar à árvore um belo tronco.
O pai natal levou barbas de algodão, olhos de grão e um nariz feito da ponta queimada de um fósforo. O chapeu e o sorriso foram ambos de cartão vermelho garrido. Depois de tanta canseira o Xani acabou por perder o entusiasmo e o pai assumiu o resto da tarefa, e foi bem mais pratico que nós, pegou no fantástico saco de natal já anteriormente utilizado na rena, recortou o focinho das 2 renas propriamente ditas - como a que está na foto do post anterior, mas a mais bem feitinha, não a que eu idealizei - um saco de prendas e um pai natal.
A bola ficou formidável e a familia TODA participou.
Na falta da máquina fotográfica para registar o momento vou descrever o evento.
Eu fiz o desenho de uma árvore e do rosto do pai natal - aliás o decalque descarado de umas revistas de bordados que têm umas ideias fantásticas, o xani pintou com todos os tons de verde que encontrou na caixa dos lápis de cera o interior da árvore, recortamos ambos 3 estrelas de um cartão vermelho para dar animo, e eu achei que um laço dourado no topo era uma variante engraçada à enfadonha estrela de natal. usamos paus de fósforos coladinhos bem juntinhos para dar à árvore um belo tronco.
O pai natal levou barbas de algodão, olhos de grão e um nariz feito da ponta queimada de um fósforo. O chapeu e o sorriso foram ambos de cartão vermelho garrido. Depois de tanta canseira o Xani acabou por perder o entusiasmo e o pai assumiu o resto da tarefa, e foi bem mais pratico que nós, pegou no fantástico saco de natal já anteriormente utilizado na rena, recortou o focinho das 2 renas propriamente ditas - como a que está na foto do post anterior, mas a mais bem feitinha, não a que eu idealizei - um saco de prendas e um pai natal.
A bola ficou formidável e a familia TODA participou.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
TCP
O desafio era colossal, fazer uma RENA (sem esquecer que os materiais tinham de ter em conta as preocupações de reciclagem do colégio) para pendurar na árvore de natal da escolinha.
O bicho não podia ter mais de 15 cm e não podia ser comprado na loja da esquina. Lá fui eu buscar inspiração na net, peguei nuns sacos de papel que lá tinha em casa - passando a publicidade foi um saco da zara home, outro da globe, um folheto do continente e um saco do natal passado todo fofinho cheio de renas e pais natal e estrelinhas lindas e brilhantes.
Foi nesse mesmo saco do natal passado que pensei, se a minha rena ficasse assim era uma beleza!

Muito fashion com brilhantes e tudo.
Mas sabia bem que não tinha talento para tanto!
Muni-me de tesoura, cola, caneta, régua e esquadro para o boneco não ficar demasiado disforme, arranjei também 2 molas de esferográficas e meti mãos ao trabalho, o que saiu foi ISTO tchan, tchan:

Gira não acham? LOL
O bicho não podia ter mais de 15 cm e não podia ser comprado na loja da esquina. Lá fui eu buscar inspiração na net, peguei nuns sacos de papel que lá tinha em casa - passando a publicidade foi um saco da zara home, outro da globe, um folheto do continente e um saco do natal passado todo fofinho cheio de renas e pais natal e estrelinhas lindas e brilhantes.
Foi nesse mesmo saco do natal passado que pensei, se a minha rena ficasse assim era uma beleza!
Muito fashion com brilhantes e tudo.
Mas sabia bem que não tinha talento para tanto!
Muni-me de tesoura, cola, caneta, régua e esquadro para o boneco não ficar demasiado disforme, arranjei também 2 molas de esferográficas e meti mãos ao trabalho, o que saiu foi ISTO tchan, tchan:
Gira não acham? LOL
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Cama grande
No Domingo iniciámos uma nova fase, foi com grande coragem que o Xani largou a cama de grades para se deitar na cama grande dos crescidos.
A princípio estava um pouco receoso - ele e nós, com medo que caísse da cama - e pediu-me que me deitasse a seu lado, e que lhe desse o cão de peluche que agora lhe tem feito companhia nas noites frias.
Depois de lhe ter dado uns 5 minutos de mimo, fiz o que costumo fazer sempre que ele me quer por perto antes de dormir, disse-lhe suavemente que tinha ainda de arrumar a cozinha e tratar da roupa dele, que voltava assim que pudesse, para lhe dar um beijo de boa noite e o tapar convenientemente, e que se ele estivesse acordado que me deitava a seu lado (coisa que nunca acontece, porque assim que viro as costas ele entra no mundo dos seus sonhos).
Dormiu muito bem, tranquilo, sem sobressaltos! No dia seguinte ao acordar nem saiu da cama, chamou para que o fossemos buscar, tal e qual o fazia na cama dos bébés.
:)
A princípio estava um pouco receoso - ele e nós, com medo que caísse da cama - e pediu-me que me deitasse a seu lado, e que lhe desse o cão de peluche que agora lhe tem feito companhia nas noites frias.
Depois de lhe ter dado uns 5 minutos de mimo, fiz o que costumo fazer sempre que ele me quer por perto antes de dormir, disse-lhe suavemente que tinha ainda de arrumar a cozinha e tratar da roupa dele, que voltava assim que pudesse, para lhe dar um beijo de boa noite e o tapar convenientemente, e que se ele estivesse acordado que me deitava a seu lado (coisa que nunca acontece, porque assim que viro as costas ele entra no mundo dos seus sonhos).
Dormiu muito bem, tranquilo, sem sobressaltos! No dia seguinte ao acordar nem saiu da cama, chamou para que o fossemos buscar, tal e qual o fazia na cama dos bébés.
:)
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A vida imitando a arte
Só pode ter alma de artista uma criança de 3 anos que ao sair da escola, às 6 da tarde e ao olhar para um céu rosa forte, com recortes de núvens encaracoladas, diz: "Que lindo está o céu." Seguido de uma constatação ainda mais fantástica - "Adoro aquela lua."
Ele não gosta de lua cheia, nem de quarto crescente, o que ele gosta mesmo é de ver um risco minimo, de um branco puro e brilhante rasgando o céu.
Quando o ouvi pensei no meu pai, que com todos os seus defeitos, tem uma alma de nómada vagabundo a quem a arte foi roubada pela vida, mas que sempre teve um sentido estético fabuloso e uma sensibilidade encantadora.
E o céu estava de facto espectacular!
Ele não gosta de lua cheia, nem de quarto crescente, o que ele gosta mesmo é de ver um risco minimo, de um branco puro e brilhante rasgando o céu.
Quando o ouvi pensei no meu pai, que com todos os seus defeitos, tem uma alma de nómada vagabundo a quem a arte foi roubada pela vida, mas que sempre teve um sentido estético fabuloso e uma sensibilidade encantadora.
E o céu estava de facto espectacular!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Perdoa-me meu amor

Hoje estou triste, gritei-te e nem sei se o merecias, e mesmo que fosse merecido porque me consegues exasperar logo pela manhã quando dizes que não te queres vestir, que não queres sair da cama, que afinal precisas é de brincar, que não queres lavar os dentes porque o que tu queres mesmo, mesmo é ir sentar-te na sala a ver um filme, ou fazer um puzzle. E as horas que não param e eu a ver-te chegar atrasado à escola, mas tu não queres ir para a escola porque queres que seja o dia da familia para ficares com o papá que já pouco vês, e a mamã que pouca paciência tem para ti e a Puska, que é na realidade a única que te demonstra o afecto que mereces.
E mesmo depois de te ter pedido desculpas e de me teres dito que me amas e que eu sou linda, senti-me um lixo. Porque não se grita a uma criança maravilhosa como tu, nem que o mereças!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Oh cookie, tadinho do cookie
Confunde-me esta histeria colectiva que se gerou à volta da gripe A, claro que a temo, mas não a encaro como algo diferente de uma gripe, que caso estejam esquecidos, também mata.
Mas fico ainda mais cheia de urticária quando as pessoas, perante a possibilidade de terem o virus no seio das suas familias, gritam ao universo por ajuda, mas acabam por se ir enfiar nas festas em casa dos amigos porque se tiver de acontecer, acontece. Para mim, o facto de se ter contraido uma doença não é em si uma falta, antes uam eventualidade, já pegar no virus e distribui-lo pelas crianças dos outros, isso já me parece uma culpa!
Ontem o Xani chegou a casa dizendo que não tinha tido informática, mas antes inglês - aula que ele aliás diz não gostar, mas que segundo me diz a educadora ele dá muita atenção e é até bastante participativo.
Todos os dias lhe pergunto o que fez, o que aprendeu, todos os dias a resposta é a mesma: "não sei", já lhe disse que o vou tirar da escola porque se ele não faz nada e nada aprende, em casa dá menos despesa. Ontem lá se convenceu com a minha conversa de chacha e lá me foi dizendo que tinha aprendido a dizer passarinho mas que não se lembrava como era, e que o cookie (um gato vermelho, fantoche que ajuda a professora Gaby no decorrer da aula) tinha ficado em casa com diarreia.
Será que o cookie ficou com Gripe A??
Mas fico ainda mais cheia de urticária quando as pessoas, perante a possibilidade de terem o virus no seio das suas familias, gritam ao universo por ajuda, mas acabam por se ir enfiar nas festas em casa dos amigos porque se tiver de acontecer, acontece. Para mim, o facto de se ter contraido uma doença não é em si uma falta, antes uam eventualidade, já pegar no virus e distribui-lo pelas crianças dos outros, isso já me parece uma culpa!
Ontem o Xani chegou a casa dizendo que não tinha tido informática, mas antes inglês - aula que ele aliás diz não gostar, mas que segundo me diz a educadora ele dá muita atenção e é até bastante participativo.
Todos os dias lhe pergunto o que fez, o que aprendeu, todos os dias a resposta é a mesma: "não sei", já lhe disse que o vou tirar da escola porque se ele não faz nada e nada aprende, em casa dá menos despesa. Ontem lá se convenceu com a minha conversa de chacha e lá me foi dizendo que tinha aprendido a dizer passarinho mas que não se lembrava como era, e que o cookie (um gato vermelho, fantoche que ajuda a professora Gaby no decorrer da aula) tinha ficado em casa com diarreia.
Será que o cookie ficou com Gripe A??
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Nota mental
Nunca mais informar a criança de que vai haver festa, ou almoços e jantares que o possam deixar eventualmente excitado, é que no fim de semana acordou às 7 da manhã a querer ir brincar na festa de um amigo, e foi o dia todo a dizer-me que queria ir a uma festa que começou depois da hora do jantar!
Há dias em que não há paciência.
Há dias em que não há paciência.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Em Julho tirámos as fraldas da noite, e se desde então fez xixi na cama, foram tão raros que sinceramente não me consigo lembrar, mas nas noites de segunda e terça feira qualquer coisa o incomodou e fez acordar a meio da noite chorando que queria o colinho dos papás. Não somos adeptos ferrenhos do co-sleeping, mas uma vez por outra é coisa que até nos agrada, porque são momentos de grande intimidade a três, e é uma delicia acordar com uma mãozinha no rosto a dizer que nos ama e a dar beijinhos enquanto nos "enxota" cama abaixo reclamando "já é dia, está na hora de acordar". Assim foi nestas duas noites, o mais insólito foi que não só acordou a meio da noite suplicando auxilio e atenção, como acordamos todos com um presente molhado do xani. Na primeira manhã, quando lhe toquei e percebi que estava molhado, disse-me: "estou transpirado, não fiz xixi", mas a verdade é que o tinha feito, e na noite seguinte também, mas nessa vez já se resignou ao facto de o ter feito e desculpou-se dizendo: "não volto a fazer mamã" enquanto eu lhe perguntava se precisavamos de voltar às fraldas como os bebés.
Esta noite foi bastante mais tranquila, não acordou e pela manhã, assim que abriu o olho a pergunta que lhe martelava a língua era: "estou molhado mamã? fiz xixi outra vez?"
Não houve nenhuma alteração nas suas rotinas, não houve nenhuma zanga em casa, que eu tenha conhecimento nada de grave aconteceu na escola, só pode ter sido ... da lua, será?
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Mais um aniversário
O Alexandre nasceu há 3 anos, tempo mais maravilhoso nunca tive, e pesem embora as dificuldades que ter um filho acarreta, não trocava estes 3 anos de Xani por nenhuma outra coisa.
Ele entrou como um terramoto na minha vida, alterou todas as minhas rotinas, mudou hábitos enraizados, fez-me mudar de opinião em tantas e tantas certezas que eu tinha como inabaláveis, acho mesmo que fez de mim uma mulher melhor, aliás posso mesmo afirmar que ser mãe fez de mim uma MULHER.
Senti-lo, tê-lo a formar-se dentro de mim, crescer com ele, todo o processo foi uma sensação maravilhosa, perfeitamente inexplicável, porque há fenómenos que não se conseguem traduzir, como a imensa emoção de lhe ouvir o coração a bater, ou contar-lhe os dedos das mãos e dos pés através de um ecrã e imaginá-lo gigante quando na realidade não era maior que um feijãozinho, ver o sangue bombear e passar pelo coração, sentir-lhe os pontapés. Sei bem que para quem não passou pela experiência podem parecer coisas pequeninas, sem graça ou sem importância, mas a verdade é que são fontes inesgotáveis de sentimentos contraditórios que me acompanharam durante 40 semanas.
O nascimento foi o milagre tornado realidade, a espera é um misto de ansiedade e medo, o parto é um cansaço que se esgota no momento em que a criança é depositada no nosso colo, eu apenas o tive de costas por um breve momento antes de mo levarem, e foi assustador porque não consegui ouvi-lo chorar, calculo que devido ao esforço, e entrei em pânico até me sossegarem que tudo estava bem e que ele era perfeito e saudável, depois de lavadinho e cheiroso voltou para mim e foi apenas nesse momento que os nossos olhos se cruzaram e eu soube logo ali que o meu coração seria dele para o resto da vida, assim como a minha alma.
Depois foi a imensa dependência que um ser inofensivo e no entanto tão extremamente sufocante, durante tanto tempo foi tudo e mais nada na minha vida – as mudas das fraldas, as mamadas, os sonos, os banhos, o encontro entre a minha vida e a dele, o não ser mais apenas responsável por mim, mas ter uma responsabilidade acrescida, pegar aquele nico de gente e fazê-lo crescer saudável, feliz e torná-lo num homem sério e seguro de si, com confiança nos seus passos.
Hoje aprendemos um com o outro, medimos as distâncias, calculamos as consequências e vamos em frente com os nossos actos, por vezes chocamos, perdemos a cabeça, mas temos em nós a certeza de um amor incondicional que tudo supera.
Se eu podia viver sem o Alexandre, podia, mas a minha vida não era certamente a mesma coisa!
Ele entrou como um terramoto na minha vida, alterou todas as minhas rotinas, mudou hábitos enraizados, fez-me mudar de opinião em tantas e tantas certezas que eu tinha como inabaláveis, acho mesmo que fez de mim uma mulher melhor, aliás posso mesmo afirmar que ser mãe fez de mim uma MULHER.
Senti-lo, tê-lo a formar-se dentro de mim, crescer com ele, todo o processo foi uma sensação maravilhosa, perfeitamente inexplicável, porque há fenómenos que não se conseguem traduzir, como a imensa emoção de lhe ouvir o coração a bater, ou contar-lhe os dedos das mãos e dos pés através de um ecrã e imaginá-lo gigante quando na realidade não era maior que um feijãozinho, ver o sangue bombear e passar pelo coração, sentir-lhe os pontapés. Sei bem que para quem não passou pela experiência podem parecer coisas pequeninas, sem graça ou sem importância, mas a verdade é que são fontes inesgotáveis de sentimentos contraditórios que me acompanharam durante 40 semanas.
O nascimento foi o milagre tornado realidade, a espera é um misto de ansiedade e medo, o parto é um cansaço que se esgota no momento em que a criança é depositada no nosso colo, eu apenas o tive de costas por um breve momento antes de mo levarem, e foi assustador porque não consegui ouvi-lo chorar, calculo que devido ao esforço, e entrei em pânico até me sossegarem que tudo estava bem e que ele era perfeito e saudável, depois de lavadinho e cheiroso voltou para mim e foi apenas nesse momento que os nossos olhos se cruzaram e eu soube logo ali que o meu coração seria dele para o resto da vida, assim como a minha alma.
Depois foi a imensa dependência que um ser inofensivo e no entanto tão extremamente sufocante, durante tanto tempo foi tudo e mais nada na minha vida – as mudas das fraldas, as mamadas, os sonos, os banhos, o encontro entre a minha vida e a dele, o não ser mais apenas responsável por mim, mas ter uma responsabilidade acrescida, pegar aquele nico de gente e fazê-lo crescer saudável, feliz e torná-lo num homem sério e seguro de si, com confiança nos seus passos.
Hoje aprendemos um com o outro, medimos as distâncias, calculamos as consequências e vamos em frente com os nossos actos, por vezes chocamos, perdemos a cabeça, mas temos em nós a certeza de um amor incondicional que tudo supera.
Se eu podia viver sem o Alexandre, podia, mas a minha vida não era certamente a mesma coisa!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Os genes
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Á mesa
Enquanto jantávamos, pai e mãe conversavam quando de repente ouvimos um "xiuuuuu", virámos o olhar para o pirralho de dedo em riste em frente à boca e de sobrolho franzido, com um ar bastante austero.
Explicámos que podiamos e deviamos conversar no decorrer da refeição, que era saudável podermos falar de como nos tinha corrido o dia e que até gostariamos que ele fizesse o mesmo, contando como lhe tinham corrido as aulas.
Ele compreendeu, e como não conta o que se passa durante o dia, sem que seja tirado a "ferros" disse, em tom de quem não quer ser repreendido e incomodado: "Podem falar, mas baixinho, para depois não me doer a cabeça!"
Hoje ao pequeno almoço, ele estava refastelado na sua cadeira, enquanto que eu engolia apressada os meus cereais, olhou-me e perguntou: "não é melhor sentares-te numa cadeia enquanto comes?", claro que ele tinha razão e então puxei da cadeira e sentei-me, ele feliz fez-me uma festa no braço e concluiu de sorriso rasgado: "assim mesmo, aqui ao meu lado"
Explicámos que podiamos e deviamos conversar no decorrer da refeição, que era saudável podermos falar de como nos tinha corrido o dia e que até gostariamos que ele fizesse o mesmo, contando como lhe tinham corrido as aulas.
Ele compreendeu, e como não conta o que se passa durante o dia, sem que seja tirado a "ferros" disse, em tom de quem não quer ser repreendido e incomodado: "Podem falar, mas baixinho, para depois não me doer a cabeça!"
Hoje ao pequeno almoço, ele estava refastelado na sua cadeira, enquanto que eu engolia apressada os meus cereais, olhou-me e perguntou: "não é melhor sentares-te numa cadeia enquanto comes?", claro que ele tinha razão e então puxei da cadeira e sentei-me, ele feliz fez-me uma festa no braço e concluiu de sorriso rasgado: "assim mesmo, aqui ao meu lado"
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Inglês
Ontem o xani estava orgulho, tinha aprendido mais duas palavras em inglês "boy" e "girl", e não se esqueceu das que aprendeu a semana passada!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Festinhas
Desde que o papá lhe disse que a mamã adora festinhas no cabelo, e que como precisa de miminhos ele deveria fazer um "cafuné", venho todos os dias despenteada para o trabalho, e sabe tão bem ....
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Deduções brilhantes
Estivemos a ouvir histórias de encantar enquanto eu fazia o jantar. Uma a seguir à outra, foram 5 no total, que ele sorveu a cada palavra debitada pelo leitor de cd’s.
No final queria ver a Branca de Neve ou a Bela Adormecida, ao que eu lhe disse que se fosse um rapazinho bonito e se portasse bem teria a Bela Adormecida em formato de ópera no mês de Novembro, e como bem sei que o tempo e o espaço são conceitos difíceis de entender para uma criança tão pequena expliquei-lhe que depois de fazer os 3 anos, logo a seguir ao seu aniversário iríamos os 2 à ópera novamente, e que depois da flauta mágica que ele tanto gostou seria a vez da Bela Adormecida.
Creio que ficou convencido, porque depois do jantar disse-me com propriedade, agora vou lavar os dentes e vou para a minha caminha, tenho de me portar bem para ver a Bela Adormecida. Penso mesmo que dormiu a pensar no assunto.
No Domingo a babá Lé fez o favor de lhe comprar uns sapatos novos, e uma camisola e uma sweat, e de o informar que já ficava dada a prenda de aniversário, para o dia em que ele completasse os seus 3 anos.
Começado que está o Outono, e já com chuva e tudo foi preciso estrear os sapatos para que não andasse de pé ao léu enquanto chapinhava no recreio, e como adora prendas e é vaidoso ficou muito contente por estreá-los, mas queria mais, queria também as camisolas. Expliquei-lhe que as camisolas eram para o aniversário, e a dedução não podia ter sido mais brilhante: se as camisolas eram para o aniversário, e se ir à ópera era efeméride para depois do aniversário, isso queria dizer que ia vestir as camisolas quando fosse ver a Bela Adormecida!
No final queria ver a Branca de Neve ou a Bela Adormecida, ao que eu lhe disse que se fosse um rapazinho bonito e se portasse bem teria a Bela Adormecida em formato de ópera no mês de Novembro, e como bem sei que o tempo e o espaço são conceitos difíceis de entender para uma criança tão pequena expliquei-lhe que depois de fazer os 3 anos, logo a seguir ao seu aniversário iríamos os 2 à ópera novamente, e que depois da flauta mágica que ele tanto gostou seria a vez da Bela Adormecida.
Creio que ficou convencido, porque depois do jantar disse-me com propriedade, agora vou lavar os dentes e vou para a minha caminha, tenho de me portar bem para ver a Bela Adormecida. Penso mesmo que dormiu a pensar no assunto.
No Domingo a babá Lé fez o favor de lhe comprar uns sapatos novos, e uma camisola e uma sweat, e de o informar que já ficava dada a prenda de aniversário, para o dia em que ele completasse os seus 3 anos.
Começado que está o Outono, e já com chuva e tudo foi preciso estrear os sapatos para que não andasse de pé ao léu enquanto chapinhava no recreio, e como adora prendas e é vaidoso ficou muito contente por estreá-los, mas queria mais, queria também as camisolas. Expliquei-lhe que as camisolas eram para o aniversário, e a dedução não podia ter sido mais brilhante: se as camisolas eram para o aniversário, e se ir à ópera era efeméride para depois do aniversário, isso queria dizer que ia vestir as camisolas quando fosse ver a Bela Adormecida!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
O sonho das crianças
Pois é minha amiga peixinho dourado, o Xani já aprendeu a dizer "blue" e "red", e sim eu fiquei a rebentar de orgulho tal como por ti previsto, como fico sempre que o vejo a lavar as mãos ou os dentes sozinho, coisinhas para me deixarem de lágrima no olho de tanta emoção e por senti-lo cada vez menos dependente de mim.
Hoje ao acordar disse-lhe que tinha de se despachar para poder ir à aula de informática, ao que ele me responde: "vou ver o foguetão 2000, o sonho das crianças" pondo-se de pé num salto dizendo, como o seu "amigo" Yakari: "estou pronto para começar o dia".
Adenda: Nas aulas anteriores ele viu um programa chamado "Foguetão 2000", que já pesquisei e percebi então que o programa inicia-se com uma canção "apelando ao sonho, à esperança, à brincadeira e à aprendizagem".
Hoje ao acordar disse-lhe que tinha de se despachar para poder ir à aula de informática, ao que ele me responde: "vou ver o foguetão 2000, o sonho das crianças" pondo-se de pé num salto dizendo, como o seu "amigo" Yakari: "estou pronto para começar o dia".
Adenda: Nas aulas anteriores ele viu um programa chamado "Foguetão 2000", que já pesquisei e percebi então que o programa inicia-se com uma canção "apelando ao sonho, à esperança, à brincadeira e à aprendizagem".
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sensíbilidade e bom senso
Há cerca de 2 semanas o meu avô de 80 anos tem andado mais em baixo, é a tosse que não o larga e que o deixa cansado, exausto, com falta de ar, falta de forças e até falta de vontade.
Todos os dias ligo ao meu avô para saber dele, desde sempre, e o Alexandre gosta de partilhar esses momentos e de aproveitar para falar com a babá Lé e o vovô António, aquele a quem ele um dia me disse que gosta dele "velhinho", depois de lhe perguntar se iria gostar de mim quando eu fosse velhinha.
Há cerca de 2 semanas, todos os dias o Alexandre se recusa a falar ao telefone com o avô e a avó. Há sempre alguma coisa mais importante para fazer, no sábado sentei-me com ele e perguntei-lhe o que se passava para que de um momento para o outro ele não tivesse mais vontade de falar com os avós, e que estes estavam a ficar tristes com a sua ausência.
A resposta foi aterradora, e deixou-me de nó na garganta: "Porque eu não sei se o meu avô está bem."
Todos os dias ligo ao meu avô para saber dele, desde sempre, e o Alexandre gosta de partilhar esses momentos e de aproveitar para falar com a babá Lé e o vovô António, aquele a quem ele um dia me disse que gosta dele "velhinho", depois de lhe perguntar se iria gostar de mim quando eu fosse velhinha.
Há cerca de 2 semanas, todos os dias o Alexandre se recusa a falar ao telefone com o avô e a avó. Há sempre alguma coisa mais importante para fazer, no sábado sentei-me com ele e perguntei-lhe o que se passava para que de um momento para o outro ele não tivesse mais vontade de falar com os avós, e que estes estavam a ficar tristes com a sua ausência.
A resposta foi aterradora, e deixou-me de nó na garganta: "Porque eu não sei se o meu avô está bem."
E no ínicio foi o verbo
Que o Alexandre se explica como gente grande, já é do conhecimento público;
Que o Alexandre fala desde os 6 meses e que com um simples "olá" conquistou o mundo que o rodeia, já é do conhecimento público;
Que o Alexandre gosta de usar palavras caras, como saborear, delicioso, exactamente ou repreender, já é do conhecimento público.
Agora os tempos verbais, isso é que já é mais difícil de acertar, que na realidade é preciso não esquecer que os 3 anos ainda nem estão concretizados.
Ontem dizia-me enquanto eu triste lhe perguntava se afinal não queria a minha mão a passar-lhe pelo "pêlo": "Eu já pedo a tua mãozinha" - e lá eu lhe corrigi gentilmente (palavra que ele tão prontamente aprendeu por ouvir a história do gatinho todas as noites) o tempo verbal ensinando que em vez de pedo é peço.
E quando, a semana passada, foi apanhado a meter o dedo no nariz desculpou-se dizendo: "Eu estava a cossir, porque tinha comichão" - que supomos ter sido a junção de coçar com tossir e de onde se gerou espontâneamente uma nova palavra, prontamente lhe fiz partilhar a palavra correcta - coçar.
PS: todas as palavras coloridas são por ele utilizadas com grande mestria e correcção, sabendo com precisão como e quando utilizá-las.
Que o Alexandre fala desde os 6 meses e que com um simples "olá" conquistou o mundo que o rodeia, já é do conhecimento público;
Que o Alexandre gosta de usar palavras caras, como saborear, delicioso, exactamente ou repreender, já é do conhecimento público.
Agora os tempos verbais, isso é que já é mais difícil de acertar, que na realidade é preciso não esquecer que os 3 anos ainda nem estão concretizados.
Ontem dizia-me enquanto eu triste lhe perguntava se afinal não queria a minha mão a passar-lhe pelo "pêlo": "Eu já pedo a tua mãozinha" - e lá eu lhe corrigi gentilmente (palavra que ele tão prontamente aprendeu por ouvir a história do gatinho todas as noites) o tempo verbal ensinando que em vez de pedo é peço.
E quando, a semana passada, foi apanhado a meter o dedo no nariz desculpou-se dizendo: "Eu estava a cossir, porque tinha comichão" - que supomos ter sido a junção de coçar com tossir e de onde se gerou espontâneamente uma nova palavra, prontamente lhe fiz partilhar a palavra correcta - coçar.
PS: todas as palavras coloridas são por ele utilizadas com grande mestria e correcção, sabendo com precisão como e quando utilizá-las.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Últimas
As últimas semanas foram uma roda viva para o meu boneco.
Fez campanha eleitoral com a "mumy"; iniciou as suas actividades escolares com música, ginástica, ciências, inglês e informática; foi às festas da terrinha - comeu farturas e deliciou-se com os carrocéis; está crescido e forte, sempre de resposta pronta e de pergunta na ponta da língua.
Imita-nos na perfeição, ontem por exemplo disse-lhe: "Alexandre vai ter com o pai."
Ao que ele retorquiu: "Tens de pedir como deve ser." - tal e qual o que eu lhe digo, sempre que não usa as palavras mágicas, claro que fui obrigada a fazê-lo: "Alexandre vai ter com o pai, se faz favor."
Ainda não totalmente contente, reforçou da mesma forma, tal e qual a mãe: "Agora pede com jeitinho."
Lá tive de lhe fazer o favor, tentado controlar o riso para que ele não percebesse que tinha tocado no ponto chave das grandes lamurias que lhe costumo fazer, envolvidas decerto por alguma gravidade no semblante: "Alexandre, podes ir ter com o pai, se faz favor", num tom doce e melodioso, como ele tão bem sabe fazer sempre que leva um raspanete por não falar "como deve ser" com os progenitores.
Já está crescido e não é nenhum bebé, apenas se acobarda ainda quando à hora de dormir diz que não precisa de luz que isso é coisa de criança, mas acaba por pedir, que o medo ainda é mais forte que a vontade de crescer.
Fez campanha eleitoral com a "mumy"; iniciou as suas actividades escolares com música, ginástica, ciências, inglês e informática; foi às festas da terrinha - comeu farturas e deliciou-se com os carrocéis; está crescido e forte, sempre de resposta pronta e de pergunta na ponta da língua.
Imita-nos na perfeição, ontem por exemplo disse-lhe: "Alexandre vai ter com o pai."
Ao que ele retorquiu: "Tens de pedir como deve ser." - tal e qual o que eu lhe digo, sempre que não usa as palavras mágicas, claro que fui obrigada a fazê-lo: "Alexandre vai ter com o pai, se faz favor."
Ainda não totalmente contente, reforçou da mesma forma, tal e qual a mãe: "Agora pede com jeitinho."
Lá tive de lhe fazer o favor, tentado controlar o riso para que ele não percebesse que tinha tocado no ponto chave das grandes lamurias que lhe costumo fazer, envolvidas decerto por alguma gravidade no semblante: "Alexandre, podes ir ter com o pai, se faz favor", num tom doce e melodioso, como ele tão bem sabe fazer sempre que leva um raspanete por não falar "como deve ser" com os progenitores.
Já está crescido e não é nenhum bebé, apenas se acobarda ainda quando à hora de dormir diz que não precisa de luz que isso é coisa de criança, mas acaba por pedir, que o medo ainda é mais forte que a vontade de crescer.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Casório
E viva a noiva que estava linda, e mais o noivo que estava embevecido e o Xani que não parou de dançar noite dentro, e de bater palmas e de querer ir tocar piano.
Foi para quem o quis ver, de cabelo cortado à homenzinho, com sorriso nos lábios a dançar com quem o queria, que ele chega para todas as amigas da mãe e mais as meninas que por lá andavam.
O que ele gosta é de festa, não sei mesmo a quem sairá?!
Foi para quem o quis ver, de cabelo cortado à homenzinho, com sorriso nos lábios a dançar com quem o queria, que ele chega para todas as amigas da mãe e mais as meninas que por lá andavam.
O que ele gosta é de festa, não sei mesmo a quem sairá?!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Na escola
Ontem tive a minha primeira reunião de pais, foi muito generalista, para sabermos qual o plano educativo, as rotinas diárias, o que brincam e trabalham durante o dia, o que farão a partir do proximo mês, enfim, trivialidades que são fundamentais os pais estarem a par para saberem o que os seus descendentes andam a fazer.
A auxiliar da sala do xani veio contar-me que a semana passada, enquanto estavam no recreio, uma outra auxiliar lhe perguntou se o Alexandre era um menino dela, ao que ele prontamente se virou e respondeu:
- "Não, sou da minha mãe!"
A auxiliar da sala do xani veio contar-me que a semana passada, enquanto estavam no recreio, uma outra auxiliar lhe perguntou se o Alexandre era um menino dela, ao que ele prontamente se virou e respondeu:
- "Não, sou da minha mãe!"
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
As músicas que ele canta (3)
ADORA o refrão e dança com os braçinhos no ar enquanto vai dizendo qualquer coisa parecido com "ijuwanaaabeokokokokokokokok".
LINDO
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Vais, mas voltas!
O meu boneco, quando o informei de que iria passar o fim de semana fora e que ele ia ter de se portar bem com o papá e a vóvó, olhou para mim e disse-me:
- "Mas voltas?"
Ao que eu respondi, naturalmente, que sim, apenas para o ouvir retorquir:
- "Senão eu vou ficar muito zangado!"
Ah pois claro!!!
- "Mas voltas?"
Ao que eu respondi, naturalmente, que sim, apenas para o ouvir retorquir:
- "Senão eu vou ficar muito zangado!"
Ah pois claro!!!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Julio Pomar


No passado Sábado o Alexandre estreou-se nas lides da pintura!
A mamã e a babá levaram o seu menino ao Palácio Anjos em Algés, para a sua primeira experiência numa exposição de quadros, e logo com tão afamado pintor português como é Júlio Pomar.
Felizmente Pomar pinta animais como ninguém, e usa cores garridas capazes de chamar a atenção dos mais desatentos.
Não foi fácil mantê-lo focado nas telas, nem nas paletes de cores, como também não foi fácil mantê-lo sossegado sem correrias ou gritarias: "mamã olha aqui, uma piscina!", que eu diria foi o de mais fascinante que ele encontrou, e nem sequer fazia parte da exposição, era antes o espelho de água que fazia o enquadramento dos corredores entre salas.
Assim de repente, e sendo leiga na matéria eu diria que a arquitectura do Palácio foi mais atractiva que os desenhos dos gatos, das cabras, dos elefantes, dos crocodilos e de todos os bichos quantos havia na arca de Noé que Pomar gosta de pintar.
Já a melga gigante que estava plantada do lado de fora do envidraçado de um dos corredores, também lhe fez as delícias, e foi alvo de outra estridente chamada de atenção: "mamã, olha é gigante, o que é isto?"
No geral ele gostou do passeio, quer no jardim, quer pela exposição, mas não fosse a maioria das pinturas uma representação de animais e não sei se não teria roçado a desgraça total.
Já eu encontrei por lá alguns que iam a matar na parede da minha sala...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O trabalho final

Alegre - Porque consegue estar sempre bem disposto, até mesmo quando está doentinho.
Lindo - Porque não há no mundo rapazinho mais atraente aos olhinhos da mãe. (a foto que colei atrás, está o máximo, parece mesmo um homenzinho).
Encanto- Era encantador, mas não cabia e eu tive de encurtar, além do mais não tinha letras que chegassem ainda tive de fazer malabarismos com o que havia. E ele é um encanto porque não há quem não se sinta tocado na presença dele, pela sua alegria, pela sua energia, pela sua simpatia.
Xuxu - Porque é um doce e eu não sabia o que fazer com esta sacana desta letra!
Autónomo - Porque desde cedo sempre quis fazer tudo sozinho, vestir, xixi, comer, beber, e até lavar os dentes quase na perfeição.
Nobre - Porque defende e protege os mais pequeninos.
Reguila - Porque é criança e quer aprender a vida num fôlego, tem personalidade e gosta das coisas à sua maneira, ainda que não seja a melhor e se sinta contrariado quando o impedem de se emancipar.
Efusivo - Porque onde quer que ponha o pézinho já está o centro das atenções, a cantar, a rebolar e a seduzir.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Desafio
Temos um trabalho de casa para fazer para a nova escola. Eu já fiz a minha parte, mas achei engraçado o desafio e vou deixá-lo aqui para os que me lêem, para os que têm acompanhado "de perto" o crescimento do Alexandre, e que o conhecem através dos olhos da mãe.
Assim, espero contributos para uma cabal descrição da personalidade do meu rapazinho, tal qual vocês o vêem, com adjectivos começados pelas letras que compõem a seguinte palavra:
A
L
E
X
A
N
D
R
E
Giro, não?!
Eu confesso que dei largas à imaginação no X, porque não fui capaz de me lembrar de nenhum adjectivo começado por esta letra, muito menos um adjectivo adequado ao meu filho.
Assim, espero contributos para uma cabal descrição da personalidade do meu rapazinho, tal qual vocês o vêem, com adjectivos começados pelas letras que compõem a seguinte palavra:
A
L
E
X
A
N
D
R
E
Giro, não?!
Eu confesso que dei largas à imaginação no X, porque não fui capaz de me lembrar de nenhum adjectivo começado por esta letra, muito menos um adjectivo adequado ao meu filho.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
No colégio
Nós, meros seres humanos longe da perfeição dos deuses, temos inúmeros defeitos, um deles, a inveja, está muito traduzido num antigo provérbio de que gosto muito: “A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha”. Este pecado capital tem apenas 2 honrosas excepções, os nossos animais de estimação, e no caso de haver prol, os que a compõem.
Assim, os nossos cães, gatos, peixes, periquitos, iguanas, o que seja que nos faz as delicias ao final do dia quando chegamos a casa e precisamos de companhia e de quem nos ouça, são SEMPRE os melhores, os mais meigos, os mais espertos, os mais engraçados e cómicos, os mais fofinhos, enfim só lhes falta mesmo falar.
Eu, como comum mortal, não sou diferente, a minha Puska é linda, não há cão mais doce, nem mais meigo, é tão carente que nem se queixa de lhe darmos mimos a mais, é esperta o suficiente para saber quando se fazer passar por parva, ama os donos incondicionalmente e com uma paixão doida o Xani.
O Alexandre, esse então é o melhor menino do mundo, o meu milagre. Não há nenhum como ele, carinhoso, inteligente, maravilhoso, fantástico, um espectáculo, cativante, com um sorriso que nos derrete, dócil mas com personalidade, sedutor, manipulador, comunicativo, com o dom da palavra, com o dom de aprender sem dificuldade, simpático para com todos, protector dos mais novos e fracos, sempre de resposta na ponta da língua, enfim todo o orgulho da mãe babada que sou.
Não que fosse preciso quem está de fora acrescentar algo mais para eu ter no Alexandre o meu mundo, as minhas forças, a minha vida, mas chegar ao colégio novo ao fim de dois dias e ter a educadora e a auxiliar a dizerem-me que ele não dá trabalho nenhum porque come sozinho e sem reclamar de ser peixe ou legumes; porque pergunta qual é a cama onde se vai deitar, tira os sapatos, enfia-los por debaixo da cama deita-se e ele mesmo se tapa e dorme de imediato, sem que seja preciso embalá-lo, dar-lhe colo, ou chucha; porque está sempre interessado nas brincadeiras com os colegas e participa com entusiasmo; porque protege o amigo de sempre, o “mano” Rodrigo que está a ter uma adaptação difícil, dando-lhe a mão para o reconfortar, e estando sempre do lado dele para lhe transmitir segurança.
Se não fosse suficiente eu conhecer o meu filho e quase lhe antecipar os movimentos, os beijos, as lágrimas, as brincadeiras e as birras, se não fosse suficiente ele ser o rapazinho mais lindo do mundo para mim, se não fosse suficiente eu amá-lo sem barreiras, depois de ter tido 1 conversa com as suas novas educadoras, eu estaria a espalhar aos 7 ventos que tenho o MELHOR FILHO DO MUNDO, mas isso é aliás, o que eu faço todos os dias, e por ele dou graças a deus, e peço a quem me queira ouvir para o proteger de tanto mal que existe no mundo, e para o manter sempre saudável e para lhe dar as asas para voar até onde ele estabelecer como limite.
Assim, os nossos cães, gatos, peixes, periquitos, iguanas, o que seja que nos faz as delicias ao final do dia quando chegamos a casa e precisamos de companhia e de quem nos ouça, são SEMPRE os melhores, os mais meigos, os mais espertos, os mais engraçados e cómicos, os mais fofinhos, enfim só lhes falta mesmo falar.
Eu, como comum mortal, não sou diferente, a minha Puska é linda, não há cão mais doce, nem mais meigo, é tão carente que nem se queixa de lhe darmos mimos a mais, é esperta o suficiente para saber quando se fazer passar por parva, ama os donos incondicionalmente e com uma paixão doida o Xani.
O Alexandre, esse então é o melhor menino do mundo, o meu milagre. Não há nenhum como ele, carinhoso, inteligente, maravilhoso, fantástico, um espectáculo, cativante, com um sorriso que nos derrete, dócil mas com personalidade, sedutor, manipulador, comunicativo, com o dom da palavra, com o dom de aprender sem dificuldade, simpático para com todos, protector dos mais novos e fracos, sempre de resposta na ponta da língua, enfim todo o orgulho da mãe babada que sou.
Não que fosse preciso quem está de fora acrescentar algo mais para eu ter no Alexandre o meu mundo, as minhas forças, a minha vida, mas chegar ao colégio novo ao fim de dois dias e ter a educadora e a auxiliar a dizerem-me que ele não dá trabalho nenhum porque come sozinho e sem reclamar de ser peixe ou legumes; porque pergunta qual é a cama onde se vai deitar, tira os sapatos, enfia-los por debaixo da cama deita-se e ele mesmo se tapa e dorme de imediato, sem que seja preciso embalá-lo, dar-lhe colo, ou chucha; porque está sempre interessado nas brincadeiras com os colegas e participa com entusiasmo; porque protege o amigo de sempre, o “mano” Rodrigo que está a ter uma adaptação difícil, dando-lhe a mão para o reconfortar, e estando sempre do lado dele para lhe transmitir segurança.
Se não fosse suficiente eu conhecer o meu filho e quase lhe antecipar os movimentos, os beijos, as lágrimas, as brincadeiras e as birras, se não fosse suficiente ele ser o rapazinho mais lindo do mundo para mim, se não fosse suficiente eu amá-lo sem barreiras, depois de ter tido 1 conversa com as suas novas educadoras, eu estaria a espalhar aos 7 ventos que tenho o MELHOR FILHO DO MUNDO, mas isso é aliás, o que eu faço todos os dias, e por ele dou graças a deus, e peço a quem me queira ouvir para o proteger de tanto mal que existe no mundo, e para o manter sempre saudável e para lhe dar as asas para voar até onde ele estabelecer como limite.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Um Novo Dia
Hoje terminaram as férias do Alexandre, com dias e dias partilhados com os pais e os avós.
Terminaram hoje os seus passeios de "mota", num triciclo no qual conseguiu já tocar com os pés nos pedais e fazer força nas pernas para caminhar.
Foi com sucesso que se iniciou o processo de retirar as fraldas nocturnas, e sem 1 única noite molhada, continua hoje a ser um rapazinho mais crescido do que era antes, porque sabe bem que os bebes é que usam fraldas, e sabe bem como fazer xixi em pé como os homens.
Já não há as caminhadas matinais ao café, onde encontrava as amigas da sua Babá, e que lhe ofereciam doces e a quem ele retribuía com sorrisos felizes e olhares de grande agradecimento.
Por agora não vão aparecer mais animais bebés para ele ir visitar, como o fez com os gatinhos, os patinhos, os cachorros, os pintos e os coelhos.
Foi ao Jardim Zoológico, andou de autocarro, eléctrico, comboio e barco, sempre com a expectativa e a alegria de uma primeira vez.
Foi ao Aquário Vasco da Gama e ao Oceanario, comeu pasteis de Belém e visitou os Jerónimos. Correu nos Jardins de Belém e da Gulbenkian, passeou à beira mar e fez praia e piscina.
Esteve em Santa Cruz, jantou leitão na Mealhada, fez a sua primeira fita pública num restaurante em A-dos-Cunhados, foi ao "seu" Algarve, onde pulou, brincou e fez amigos de diversas nacionalidades, porque na idade dele não existem barreiras, nem de língua, nem do cor.
Encheu-se de saudades da Martinha e do Rodrigo, custou-lhe no fim do tempo estar sem pai nem mãe, embora os miminhos da babá e do vovô não lhe faltassem. Passou todo o tempo com a Puska, em grande camaradagem, enchendo-a de mimos e beijos e festas, ou até por vezes de palmadas porque há dias em que a ele lhe apetece ser um super herói qualquer daqueles que por lapso vislumbra na televisão.
Foram dias de apanhar sol, e brincar na areia, de conquistar o mar e tentar iniciar o processo de nadar, titubeante, com braçadeiras e um patinho bóia.
Dias preenchidos com carinho e mimo, com escapadelas furtivas para todas as camas que não a dele, para o colo e quem lhe estivesse mais perto.
Birras e más educações difíceis de controlar, sobrolho franzido e mão em riste sempre que não lhe seja feita a sua vontade, personalidade vincada que vai ser duro de contrariar mas que o tentaremos fazer com segurança amor e carinho.
Novos filmes com heróis que o encantaram - O Rei Leão, a Lassie, e os já velhos amigos Noddy, Yakari e os personagens fantásticos de Madagáscar.
Está maior, mais crescido, mais dono e senhor do seu nariz, mais mimado.
O meu bebé não é mais um bebé, é sim um rapazinho, em todo o seu esplendor, a crescer, a tentar tomar as rédeas da sua vida e iniciar-se em novos desafios.
Hoje é o seu primeiro dia de escola. Deixou para trás a escola dos bebés, uma vivenda de 2 andares e cave, onde partilhou com outros 8 amiguinhos o crescimento inicial dos 6 meses aos 2 anos e meio. Hoje entrou numa escola onde vai partilhar a sala com 20 colegas novos, com a excepção do seu inseparável amigo Rodrigo.
Entro na sala sem medos, nem receios. Encostou-se por um minuto nas minhas pernas, quando a educadora se aproximou, mas depressa perdeu a vergonha e a vontade de conhecer e mexer e experimentar foi mais forte. Sempre pronto a enfrentar novas descobertas, foi ele que veio buscar o amigo à porta, que lhe deu a mão e o levou para dentro, sempre com aquele sorriso contagiante que o caracteriza.
Hoje começa um novo dia, uma nova etapa, e à sua frente tem para explorar um admirável mundo novo, que ele vai certamente sorver e apreender com todas as suas energias.
Terminaram hoje os seus passeios de "mota", num triciclo no qual conseguiu já tocar com os pés nos pedais e fazer força nas pernas para caminhar.
Foi com sucesso que se iniciou o processo de retirar as fraldas nocturnas, e sem 1 única noite molhada, continua hoje a ser um rapazinho mais crescido do que era antes, porque sabe bem que os bebes é que usam fraldas, e sabe bem como fazer xixi em pé como os homens.
Já não há as caminhadas matinais ao café, onde encontrava as amigas da sua Babá, e que lhe ofereciam doces e a quem ele retribuía com sorrisos felizes e olhares de grande agradecimento.
Por agora não vão aparecer mais animais bebés para ele ir visitar, como o fez com os gatinhos, os patinhos, os cachorros, os pintos e os coelhos.
Foi ao Jardim Zoológico, andou de autocarro, eléctrico, comboio e barco, sempre com a expectativa e a alegria de uma primeira vez.
Foi ao Aquário Vasco da Gama e ao Oceanario, comeu pasteis de Belém e visitou os Jerónimos. Correu nos Jardins de Belém e da Gulbenkian, passeou à beira mar e fez praia e piscina.
Esteve em Santa Cruz, jantou leitão na Mealhada, fez a sua primeira fita pública num restaurante em A-dos-Cunhados, foi ao "seu" Algarve, onde pulou, brincou e fez amigos de diversas nacionalidades, porque na idade dele não existem barreiras, nem de língua, nem do cor.
Encheu-se de saudades da Martinha e do Rodrigo, custou-lhe no fim do tempo estar sem pai nem mãe, embora os miminhos da babá e do vovô não lhe faltassem. Passou todo o tempo com a Puska, em grande camaradagem, enchendo-a de mimos e beijos e festas, ou até por vezes de palmadas porque há dias em que a ele lhe apetece ser um super herói qualquer daqueles que por lapso vislumbra na televisão.
Foram dias de apanhar sol, e brincar na areia, de conquistar o mar e tentar iniciar o processo de nadar, titubeante, com braçadeiras e um patinho bóia.
Dias preenchidos com carinho e mimo, com escapadelas furtivas para todas as camas que não a dele, para o colo e quem lhe estivesse mais perto.
Birras e más educações difíceis de controlar, sobrolho franzido e mão em riste sempre que não lhe seja feita a sua vontade, personalidade vincada que vai ser duro de contrariar mas que o tentaremos fazer com segurança amor e carinho.
Novos filmes com heróis que o encantaram - O Rei Leão, a Lassie, e os já velhos amigos Noddy, Yakari e os personagens fantásticos de Madagáscar.
Está maior, mais crescido, mais dono e senhor do seu nariz, mais mimado.
O meu bebé não é mais um bebé, é sim um rapazinho, em todo o seu esplendor, a crescer, a tentar tomar as rédeas da sua vida e iniciar-se em novos desafios.
Hoje é o seu primeiro dia de escola. Deixou para trás a escola dos bebés, uma vivenda de 2 andares e cave, onde partilhou com outros 8 amiguinhos o crescimento inicial dos 6 meses aos 2 anos e meio. Hoje entrou numa escola onde vai partilhar a sala com 20 colegas novos, com a excepção do seu inseparável amigo Rodrigo.
Entro na sala sem medos, nem receios. Encostou-se por um minuto nas minhas pernas, quando a educadora se aproximou, mas depressa perdeu a vergonha e a vontade de conhecer e mexer e experimentar foi mais forte. Sempre pronto a enfrentar novas descobertas, foi ele que veio buscar o amigo à porta, que lhe deu a mão e o levou para dentro, sempre com aquele sorriso contagiante que o caracteriza.
Hoje começa um novo dia, uma nova etapa, e à sua frente tem para explorar um admirável mundo novo, que ele vai certamente sorver e apreender com todas as suas energias.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Pingo Doce
Esta noite, embora continue de férias, por razões de logistica o Alexandre foi dormir a casa. Muitos miminhos, muitos beijinhos e abracinhos e uma noite dormida no meio dos papás, foi o que saiu na rifa.
Nós já sabemos que ele fica grudado nos anúncios e que os decora, além da rádio comercial gosta também de debitar o da gelatina royal - incluindo a nova promoção de taças e colheres, que eu nem nunca dei por ela - e ontem saiu-se com dois novos de rir às lágrimas. Enquanto fazíamos o caminho para casa viu o placard anunciando o pingo doce, numa agitação disse: "mamã, mamã, olha! Pingo Doce, sabe bem pagar tão pouco, é verde!" Eu e o pai nem queriamos acreditar no que estavamos a ouvir e rimos à gargalhada. Mais tarde, ao jantar disse que estava de barriga cheia e depois olhou-nos com um ar triste agarrou a barriga e disse: "Fico com a barriga inchada." Eu não percebi de imediato, mas o pai que é rápido de raciocinio entendeu perfeitamente que a frase fazia parte do anuncio dos iougurtes.
Esponjinha!
Nós já sabemos que ele fica grudado nos anúncios e que os decora, além da rádio comercial gosta também de debitar o da gelatina royal - incluindo a nova promoção de taças e colheres, que eu nem nunca dei por ela - e ontem saiu-se com dois novos de rir às lágrimas. Enquanto fazíamos o caminho para casa viu o placard anunciando o pingo doce, numa agitação disse: "mamã, mamã, olha! Pingo Doce, sabe bem pagar tão pouco, é verde!" Eu e o pai nem queriamos acreditar no que estavamos a ouvir e rimos à gargalhada. Mais tarde, ao jantar disse que estava de barriga cheia e depois olhou-nos com um ar triste agarrou a barriga e disse: "Fico com a barriga inchada." Eu não percebi de imediato, mas o pai que é rápido de raciocinio entendeu perfeitamente que a frase fazia parte do anuncio dos iougurtes.
Esponjinha!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A música preferida do Alexandre
Sempre que entra no carro, ouve a rádio comercial, onde está sempre sintonizado e diz-me:
- "mamã, tu gostas dessa, não gostas?"
Eu respondo-lhe que sim e ele diz que não, que não gosta, que prefere ouvir a Flauta Mágica, o Papageno, a Papagena ou a rainha da noite, e depois fica a abanar a cabeça e os braços a fingir que está a conduzir a orquestra.
O que não o impede de saber o jingle da comercial e de o cantar com a entoação certa e tudo, de vez em quando ligo o rádio e ele saí-se com: "A melhor música,Rádio Comercial!"
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Galo
O Alexandre continua de férias com a minha mãe, hoje às 8 acordou e disse-lhe: "levanta-te o galo do vôvô já cantou"
O meu avô tem um despertador que toca com o som de um galo...se vivessemos no campo acordava com as galnhas!
O meu avô tem um despertador que toca com o som de um galo...se vivessemos no campo acordava com as galnhas!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Alexandre "O Grande"
É por isso que ele era chamado de 'O Grande'
' Os 3 últimos desejos de "ALEXANDRE, O GRANDE"
Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:
1 -) Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 -) Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 -)Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
1 -) Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 -) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 -) Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Dá que pensar....
' Os 3 últimos desejos de "ALEXANDRE, O GRANDE"
Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:
1 -) Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 -) Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 -)Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
1 -) Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 -) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 -) Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Dá que pensar....
quarta-feira, 22 de julho de 2009
A origem dos nomes

Alexandra/e – Dos termos gregos “alexein” e “andros”, respectivamente, proteger e homem, ou seja, defensor do homem. O ar sonhador de Alexandra esconde um espírito tenaz, lutador e mesmo conspirador. Na prática impõe-se pela oposição e exprimindo a sua diferença. Propensa a crises existenciais, sai destas fases mais forte e determinada. Alexandre é um líder nato, cuja maior preocupação é melhorar a vida dos demais, desempenhando um papel preponderante a favor do progresso. Mistura bem conseguida de doçura e determinação, o seu segredo reside na sua toral disponibilidade. A filantropia assenta-lhe como uma luva.
Alexandre é decidido e muito teimoso, não pensando duas vezes em arriscar-se para obter o que deseja. O facto de ser detentor de uma inteligência muito aguda poupa-lhe esforços para subir na vida, mas raramente enriquece, mesmo apesar de ser uma pessoa económica
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Covasos, é lindo!
Sempre que dou banho ao Alexandre costumo dizer-lhe: "Levanta os braços para lavar os sovacos."
A minha mãe não aprecia a palavra "sovacos", acha feio, prefere axilas então agora que estão de férias juntos quem lhe dá banho é naturalmente ela.
Um destes dias disse-lhe para levantar os braços para lhe poder lavar as axilas, ao que ele respondeu prontamente que a mãmã não lhe chama isso, chama-lhe "COVASOS"
Ontem, no carro, a minha mãe para que eu pudesse ouvir os "COVASOS" disse-lhe que no banho levantava os braços para lavar o quê? Ao que ele respondeu o esperado,e eu ri-me com gosto até às lágrimas. Mas contnuei a rir até quase perder o fôlego quando depois de a minha mãe lhe dizer: "Isso é feio, axilas é mais bonito", ele ficou irritado, franziu o sobrolho - careta muito própria dele, desde o dia em que nasceu - e disse-lhe: "Não, covasos é lindo, essa coisa que tu disseste é que é feia!"
Ao fim da tarde, quando nos viemos embora, aproximei-me dele, abracei-lhe o corpinho, dei beijinhos para carregar baterias para uma semana e disse-lhe baixinho: "o papá e a mamã têm de ir embora, trabalhar."
Eu pensei que ele fosse estrebuchar, já estava preparada para o consolar, de discurso estudado e tudo, quando para meu espanto ele me diz:
- "Mas eu fico de férias, não fico?"
A minha mãe não aprecia a palavra "sovacos", acha feio, prefere axilas então agora que estão de férias juntos quem lhe dá banho é naturalmente ela.
Um destes dias disse-lhe para levantar os braços para lhe poder lavar as axilas, ao que ele respondeu prontamente que a mãmã não lhe chama isso, chama-lhe "COVASOS"
Ontem, no carro, a minha mãe para que eu pudesse ouvir os "COVASOS" disse-lhe que no banho levantava os braços para lavar o quê? Ao que ele respondeu o esperado,e eu ri-me com gosto até às lágrimas. Mas contnuei a rir até quase perder o fôlego quando depois de a minha mãe lhe dizer: "Isso é feio, axilas é mais bonito", ele ficou irritado, franziu o sobrolho - careta muito própria dele, desde o dia em que nasceu - e disse-lhe: "Não, covasos é lindo, essa coisa que tu disseste é que é feia!"
Ao fim da tarde, quando nos viemos embora, aproximei-me dele, abracei-lhe o corpinho, dei beijinhos para carregar baterias para uma semana e disse-lhe baixinho: "o papá e a mamã têm de ir embora, trabalhar."
Eu pensei que ele fosse estrebuchar, já estava preparada para o consolar, de discurso estudado e tudo, quando para meu espanto ele me diz:
- "Mas eu fico de férias, não fico?"
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Roda, roda!
Num destes dias fui dar com ele de banquinho em punho a caminho da máquina de lavar roupa, sentou-se no banco e ficou a ver os chinelos a serem lavados.
O barulho e o efeito visual da água e da espuma fizeram as suas delicias durante uns bons 20 minutos!
O barulho e o efeito visual da água e da espuma fizeram as suas delicias durante uns bons 20 minutos!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Macaco de imitação

Desde que descobriu o Madagáscar filme, não quer ver outra coisa, a custo lá o conseguimos interessar pelo Yakari, ou pelo Leão de Oz, enfim uma panóplia de filmes para crianças que ele se entretém, mas por pouco tempo, que sou apologista de brincadeira e não de televisão
Mas adora animais, e como tal a zebra Marty, o hipopótamo gloria, a girafa Melman e o leão Alex fazem as suas delícias e consegue mesmo reproduzir, na conversa corrente os diálogos entre os animais do filme, aplicando-os no momento e na situação certos.
Assim, enquanto comia um delicioso peixinho, revirou os olhos de prazer e disse: "Adorei. Melhor que bife."
(uma frase, naturalmente saída da boca do seu herói, o leão Alex).
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ruina
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Tenho-me em ti
Tenho-me em ti de cada vez que te olho, o contorno do nariz, o brilho nos olhos e o magnifico sorriso que nos caracteriza aos dois.
De vez em quando olho-te enquanto dormes e a tua serenidade traz-me paz, apazigua-me o espírito. Nunca soube o que procurava até te ter encontrado, agora é-me tão claro.
Tenho-me em ti quando te vejo a andar "de taxi" de um lado para o outro, montado no teu triciclo vermelho em forma de joaninha que me traz à lembrança as corridas no meu próprio triciclo azul imitando uma bicicleta de 4 pernas. A casa da bábá zé era bem mais pequena que aquela onde tu brincas hoje, mas a velocidade com que contornava os obstáculos sem riscar móveis, nem fazer mossa nas paredes é igual à mestria com que te moves entre o teu quarto, o corredor, o hall e a sala, sem tropeçares no vaso gigante que teimosamente deixa tombar as folhas frondosas de uma planta artificial.
Tenho-me em ti quando te penduras em uma qualquer trave que encontras no elevador ou num corrimão displicente, tornando-os imediatamente num espaldar imaginário, que serve para te tonificar os músculos dos braços e esticar, como quando eu ia à padaria do senhor zé, fazer os recados que a babá zé me pedia. A padaria tinha uma grade de cerca de 2 metros de altura, com duas portas de entrada, uma para a zona dos fregueses, outra atrás do balcão onde todos os dias me esperava um sorridente senhor zé. As portas da grade fechavam às 6 da tarde, deixando livre um corredor que desembocava na porta onde por detrás se avizinhava um mundo misterioso para mim, que mais tarde cheguei a visitar e onde se misturavam a farinha, a água, o fermento e o cheiro inconfundível do pão acabado de fazer. A grade terminava numa trave, onde todos os dias o senhor zé me ajudava a pendurar, e baloiçava-me como se estivesse ao sabor do vento num galho de árvore. Hoje a padaria está fechada, dizem que a empresa que a explorava faliu, a rua deixou de cheirar a pão quente e o senhor zé há muito que nos deixou, nunca ninguém utilizou o espaço desde que encerraram a loja.
Pequenas coisas que cruzam gerações, e que me fazem sorrir de cada vez que as vejo em ti, remetendo-me para o meu passado, afinal não tão longínquo quanto parece, numa forma tão especial de nos estreitar.
Como posso eu dizer-te para não andares tão depressa no triciclo, ou para não te pendurares nas traves com que te cruzas, quando bem sei o prazer que me dava fazê-lo, contrariar-te a ti, não será o mesmo que contrariar a minha própria natureza?
De vez em quando olho-te enquanto dormes e a tua serenidade traz-me paz, apazigua-me o espírito. Nunca soube o que procurava até te ter encontrado, agora é-me tão claro.
Tenho-me em ti quando te vejo a andar "de taxi" de um lado para o outro, montado no teu triciclo vermelho em forma de joaninha que me traz à lembrança as corridas no meu próprio triciclo azul imitando uma bicicleta de 4 pernas. A casa da bábá zé era bem mais pequena que aquela onde tu brincas hoje, mas a velocidade com que contornava os obstáculos sem riscar móveis, nem fazer mossa nas paredes é igual à mestria com que te moves entre o teu quarto, o corredor, o hall e a sala, sem tropeçares no vaso gigante que teimosamente deixa tombar as folhas frondosas de uma planta artificial.
Tenho-me em ti quando te penduras em uma qualquer trave que encontras no elevador ou num corrimão displicente, tornando-os imediatamente num espaldar imaginário, que serve para te tonificar os músculos dos braços e esticar, como quando eu ia à padaria do senhor zé, fazer os recados que a babá zé me pedia. A padaria tinha uma grade de cerca de 2 metros de altura, com duas portas de entrada, uma para a zona dos fregueses, outra atrás do balcão onde todos os dias me esperava um sorridente senhor zé. As portas da grade fechavam às 6 da tarde, deixando livre um corredor que desembocava na porta onde por detrás se avizinhava um mundo misterioso para mim, que mais tarde cheguei a visitar e onde se misturavam a farinha, a água, o fermento e o cheiro inconfundível do pão acabado de fazer. A grade terminava numa trave, onde todos os dias o senhor zé me ajudava a pendurar, e baloiçava-me como se estivesse ao sabor do vento num galho de árvore. Hoje a padaria está fechada, dizem que a empresa que a explorava faliu, a rua deixou de cheirar a pão quente e o senhor zé há muito que nos deixou, nunca ninguém utilizou o espaço desde que encerraram a loja.
Pequenas coisas que cruzam gerações, e que me fazem sorrir de cada vez que as vejo em ti, remetendo-me para o meu passado, afinal não tão longínquo quanto parece, numa forma tão especial de nos estreitar.
Como posso eu dizer-te para não andares tão depressa no triciclo, ou para não te pendurares nas traves com que te cruzas, quando bem sei o prazer que me dava fazê-lo, contrariar-te a ti, não será o mesmo que contrariar a minha própria natureza?
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Mãe Babada
Hoje posso afirmar sem qualquer sombra de dúvida de que sou uma mãe babada, não que antes não o fosse, mas hoje sinto-me um pouco mais orgulhosa do meu pirralhito.
Depois de me ter sacrificado a tarde de sábado no festival Panda, que para ele foi uma festa, rodeado dos seus dois amigos favoritos: Marta e Rodrigo, e claro o Panda e os seus amigos.
As Winx creio que foram mais apreciadas pelo público adulto masculino do que própriamente pela criançada, com tão pouca roupa e poses, no mínimo sugestivas. A Vila Moleza, não é bem para a idade da meu pirralho, embora ele tenha ficado com a pulga atrás da orelha sobre quem era o senhor vestido de azul que andava ali a saltitar de um lado para o outro. Os irmãos Koala são bastante agradáveis para o Alexandre e naturalmente a banda do Panda foi a eleita, tendo mesmo pedido um Panda miniatura para substituir o seu companheiro de noitadas, o Noddy.
Mas o que realmente me deixa orgulhosa, hoje, é o facto de ele andar a ser "catequizado" há cerca de 3 semanas. Todas as noites lhe dizemos que os crescidos não usam fralda durante a noite, e que se ele tiver vontade pode chamar o papá e a mamã para o levarem à sanita.
Esta noite dormiu sem fralda, a noite inteira pela primeira vez, acordá-mo-lo às 2 da manhã para ainda a dormir se aliviar e por ele acordou às 6 da manhã chamando para voltar à casa de banho e de caminho aproveitar para ir aconchegar-se entre os papas.
Foi a sua primeira noite sem fralda, um grande passo para uma pessoa tão pequenina!
Depois de me ter sacrificado a tarde de sábado no festival Panda, que para ele foi uma festa, rodeado dos seus dois amigos favoritos: Marta e Rodrigo, e claro o Panda e os seus amigos.
As Winx creio que foram mais apreciadas pelo público adulto masculino do que própriamente pela criançada, com tão pouca roupa e poses, no mínimo sugestivas. A Vila Moleza, não é bem para a idade da meu pirralho, embora ele tenha ficado com a pulga atrás da orelha sobre quem era o senhor vestido de azul que andava ali a saltitar de um lado para o outro. Os irmãos Koala são bastante agradáveis para o Alexandre e naturalmente a banda do Panda foi a eleita, tendo mesmo pedido um Panda miniatura para substituir o seu companheiro de noitadas, o Noddy.
Mas o que realmente me deixa orgulhosa, hoje, é o facto de ele andar a ser "catequizado" há cerca de 3 semanas. Todas as noites lhe dizemos que os crescidos não usam fralda durante a noite, e que se ele tiver vontade pode chamar o papá e a mamã para o levarem à sanita.
Esta noite dormiu sem fralda, a noite inteira pela primeira vez, acordá-mo-lo às 2 da manhã para ainda a dormir se aliviar e por ele acordou às 6 da manhã chamando para voltar à casa de banho e de caminho aproveitar para ir aconchegar-se entre os papas.
Foi a sua primeira noite sem fralda, um grande passo para uma pessoa tão pequenina!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
No automóvel
Enquanto combate o sono porque o adiantado da hora já se faz sentir, costuma ficar mais agitado e bastante mais falador, normalmente diz que não quer ir dormir, até porque ainda é de dia e claro que só dormimos quando cai a noite.
Num desses dias, enquanto abria a boca e esfregava os olhos para fazer desaparecer o João Pestana, confessou-me numa voz doce:"Tenho sono".
Eu respondi que estávamos quase a chegar a casa, e que em breve estaria no conforto da sua cama, deitadinho bem junto do Noddy que lhe sente a falta todo o dia.
Ele aqueceu a voz, tornou-a ainda mais tom de mel do que o normal e disse: "Vou fazer xixi, vestir o pijama e levar o Noddy comigo para a tua cama, BOA?!"
"BOA" ,é uma expressão que tanto eu como o pai costumamos utilizar entre nós, mas que é claramente uma ironia, apreciei com enorme humor o facto de ele conseguir perceber o sarcasmo com que utilizamos a expressão, porque ele sabe bem que não pode dormir na nossa cama, sabe bem que normalmente lhe dizemos que não, mas confesso que nesse dia não fui capaz de lhe negar o mimo, embora tenha ficado a adormecer sozinho, na companhia do Noddy.
Num desses dias, enquanto abria a boca e esfregava os olhos para fazer desaparecer o João Pestana, confessou-me numa voz doce:"Tenho sono".
Eu respondi que estávamos quase a chegar a casa, e que em breve estaria no conforto da sua cama, deitadinho bem junto do Noddy que lhe sente a falta todo o dia.
Ele aqueceu a voz, tornou-a ainda mais tom de mel do que o normal e disse: "Vou fazer xixi, vestir o pijama e levar o Noddy comigo para a tua cama, BOA?!"
"BOA" ,é uma expressão que tanto eu como o pai costumamos utilizar entre nós, mas que é claramente uma ironia, apreciei com enorme humor o facto de ele conseguir perceber o sarcasmo com que utilizamos a expressão, porque ele sabe bem que não pode dormir na nossa cama, sabe bem que normalmente lhe dizemos que não, mas confesso que nesse dia não fui capaz de lhe negar o mimo, embora tenha ficado a adormecer sozinho, na companhia do Noddy.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Férias
Mais uma semana de férias a adicionar aos feriados de Junho em que descansamos os dois juntinhos, sem interferências de terceiros, nem sequer do pai, com a honrosa excepção da Puska, que não sabe viver sem a nossa presença.
O fim de semana começou bem com a mãe e o pai a festejarem os seus aniversarios, isso é que foi jantar e almoçar fora - que ele adora a ramboia. Ficar acordado até tarde porque os cafés com os amigos não se fizeram esperar, e ainda assim, muito tempo passado sobre a sua hora de dormir e ainda conseguia lançar charme às senhoras da mesa do lado, e dançar ao som da música que se fazia ouvir no bar.
Uma novidade foi o fogo de artificio que insistiu em ver já depois da meia noite, na praia de Oeiras, nas comemorações dos 250 anos do Concelho, e impressionou-se, emocionou-se, dançou e riu, contagiando os que com ele estavam da sua boa disposição.
Desta feita voltámos a Santa Cruz, mas com pai e Puska e tivemos os melhores dia de praia de que tenho lembrança nos ultimos tempos. Aliás posso mesmo afirmar que em Portugal o Xani nem nunca tinha tido praia tão genuinamente boa. Pode brincar na areia sem que esta estivesse sempre a levantar e a bater-lhe no corpo ou a entrar-lhe nos olhos, pode mergulhar na sempre gelida água do oeste, mas desta vez mais apetecivel. Houve mesmo dias em que podiamos ter feito praia até às 9 da noite sem que tivessemos frio, não fosse ele estar a cair de sono por ter saltado a sesta.
No fim de semana já não conseguindo travar as saudades que lhe apertavam o pequeno coração, rumámos ao Algarve para que pudessem brincar os três amigos, Xani, Rodrigo e Martinha. O reencontro foi como se esperava muito efusivo, e não se largaram durante os 3 dias. E agora, que eles continuam lá e ele já está de volta à escola, não vê a hora de poder brincar com eles de novo.
O fim de semana começou bem com a mãe e o pai a festejarem os seus aniversarios, isso é que foi jantar e almoçar fora - que ele adora a ramboia. Ficar acordado até tarde porque os cafés com os amigos não se fizeram esperar, e ainda assim, muito tempo passado sobre a sua hora de dormir e ainda conseguia lançar charme às senhoras da mesa do lado, e dançar ao som da música que se fazia ouvir no bar.
Uma novidade foi o fogo de artificio que insistiu em ver já depois da meia noite, na praia de Oeiras, nas comemorações dos 250 anos do Concelho, e impressionou-se, emocionou-se, dançou e riu, contagiando os que com ele estavam da sua boa disposição.
Desta feita voltámos a Santa Cruz, mas com pai e Puska e tivemos os melhores dia de praia de que tenho lembrança nos ultimos tempos. Aliás posso mesmo afirmar que em Portugal o Xani nem nunca tinha tido praia tão genuinamente boa. Pode brincar na areia sem que esta estivesse sempre a levantar e a bater-lhe no corpo ou a entrar-lhe nos olhos, pode mergulhar na sempre gelida água do oeste, mas desta vez mais apetecivel. Houve mesmo dias em que podiamos ter feito praia até às 9 da noite sem que tivessemos frio, não fosse ele estar a cair de sono por ter saltado a sesta.
No fim de semana já não conseguindo travar as saudades que lhe apertavam o pequeno coração, rumámos ao Algarve para que pudessem brincar os três amigos, Xani, Rodrigo e Martinha. O reencontro foi como se esperava muito efusivo, e não se largaram durante os 3 dias. E agora, que eles continuam lá e ele já está de volta à escola, não vê a hora de poder brincar com eles de novo.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Energia
- Mamã, a Martinha?
- Está no ALgarve.
- E o Rodrigo?
- Também.
- E nós vamos ter com eles?
- Talvez, ainda não sei.
- E vamos a pé?
- Não amor, é um bocadinho longe para irmos a pé.
- Não é nada, vamos a correr e chegamos rápido. E ficamos fortes!
Quem me dera ter a tua energia filho, eu se correr da porta de casa até aos 2 metros que o carro possa estar de distãncia já fico a deitar os bofes pela boca, se tivesse de ir até ao Algarve, morria de cansaço ou isso, ou quando chegásse tinham-se passado vários meses.
- Está no ALgarve.
- E o Rodrigo?
- Também.
- E nós vamos ter com eles?
- Talvez, ainda não sei.
- E vamos a pé?
- Não amor, é um bocadinho longe para irmos a pé.
- Não é nada, vamos a correr e chegamos rápido. E ficamos fortes!
Quem me dera ter a tua energia filho, eu se correr da porta de casa até aos 2 metros que o carro possa estar de distãncia já fico a deitar os bofes pela boca, se tivesse de ir até ao Algarve, morria de cansaço ou isso, ou quando chegásse tinham-se passado vários meses.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Belo início de dia
Hoje acordámos, arranjámo-nos e no fim quando estávamos a sair ele olhou-me dos pés à cabeça e disse: "estás linda"
Para começar o dia de aniversario, é muito bom!
Para começar o dia de aniversario, é muito bom!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Noite em claro
Ontem foi uma daquelas noites em que tudo acontece, pois que se queria tapar, ou tinha um bicho no quarto que o assustava, ou imaginava que estava um monstro pronto a comê-lo, ou tinha sede, ou por fim e a grande causa: "quero a caminha da mama só um bocadinho, quero sair"
E transpirou, suou, berrou, estrebuchou, desde as 2 da manhã até às 7.
Quando acordou às 9, disse-lhe que estava muito triste com ele e a resposta não podia ter sido mais exasperante, "porquê?"
Arggggg!!!
E transpirou, suou, berrou, estrebuchou, desde as 2 da manhã até às 7.
Quando acordou às 9, disse-lhe que estava muito triste com ele e a resposta não podia ter sido mais exasperante, "porquê?"
Arggggg!!!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Mini férias
Os ultimos dias foram tranquilamente passados na companhia do Alexandre, só nós e a Puska, perto da praia mas sem podermos tomar banho porque o tempo não ajudou. Mas a brincadeira, as correrias, os passeios de bicicleta, e a forma como ele se move naquela que embora não seja a terra dele parece que o viu nascer.
As vizinhas a quem ele gosta de seduzir com sorrisos e bons dias, as frutas que ganha pela simpatia, ou as bolachas no café onde ninguem nunca viu sorrir a empregada senão com ele, os cachorros que ele conhece pelo nome e a quem tem de ver todos os dias e fazer festas, os animais a quem aprendeu ali a conhecer, os gatinhos acabados de nascer, os patos, as galinhas - pelo menos quando os vir no prato não vai achar que nascem no supermercado.
E a mais recente paixão a BeeBee por quem procurava dia e noite, uma doce menina que com ele brincou mais o irmão, o António, nestes dias de descanso. Foram a sua companhia mais desejada, perguntava a toda a hora onde estava a amiga e o irmão, dizia a todos que ia brincar com eles e não via a hora de os apanhar e mergulharem na piscina faz de conta que inventaram, ou de dar as cambalhotas que via nos irmãos e que ele desejava imitar.
Foram uns dias cheios de mimo e camaradagem entre mãe e filho, e embora eu tivesse em mente estes dias só para mim, que tanta falta me faziam para pensar na vida e desanuviar o stress, o tempo de qualidade que passámos juntos valeu bem a pena sacrificar o "meu" tempo sozinha.
As vizinhas a quem ele gosta de seduzir com sorrisos e bons dias, as frutas que ganha pela simpatia, ou as bolachas no café onde ninguem nunca viu sorrir a empregada senão com ele, os cachorros que ele conhece pelo nome e a quem tem de ver todos os dias e fazer festas, os animais a quem aprendeu ali a conhecer, os gatinhos acabados de nascer, os patos, as galinhas - pelo menos quando os vir no prato não vai achar que nascem no supermercado.
E a mais recente paixão a BeeBee por quem procurava dia e noite, uma doce menina que com ele brincou mais o irmão, o António, nestes dias de descanso. Foram a sua companhia mais desejada, perguntava a toda a hora onde estava a amiga e o irmão, dizia a todos que ia brincar com eles e não via a hora de os apanhar e mergulharem na piscina faz de conta que inventaram, ou de dar as cambalhotas que via nos irmãos e que ele desejava imitar.
Foram uns dias cheios de mimo e camaradagem entre mãe e filho, e embora eu tivesse em mente estes dias só para mim, que tanta falta me faziam para pensar na vida e desanuviar o stress, o tempo de qualidade que passámos juntos valeu bem a pena sacrificar o "meu" tempo sozinha.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Noddy

A melhor prenda que lhe podia ter dado no dia da criança, um Noddy de pano, está a funcionar às mil maravilhas como calmante, ou segurança não sei bem o que lhe chamar. A verdade é que desde dia 1 as idas para a cama são muito mais clamas, sem choros por querer ficar a dormir na cama dos papás, nem sequer precisa de luz acesa, tudo isto porque o noddy dorme na sua cama, no conforto dos seus braços e eu digo-lhe sempre que sem o Xani o Noddy tem medo e fica triste, com ele do seu lado dorme tranquilamente.
Funciona mais ou menos como quando andamos os dois pela rua e ele não me quer dar a mão, eu faço um ar triste e digo-lhe: "se o Xani não dá a mão à mamã ela tem medo de se perder" e ele corre a dar-me o conforto que sabe eu necessito.
Ontem, ao deitar chamou-me e disse-me: "Dá um beijinho de boa noite ao Noddy que te esqueceste", dei o beijo no boneco, e de seguida ele pede outro, mas desta vez para ele.
Dormiu feliz.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Um doce
Mesmo quando eu tenho ataques de ansiedade, que ainda os vou tendo, e estrebucho com o meu amorzinho pequenino, lhe digo que estou farta dele porque ele fala pelos cotovelos e me moí o juízo quando tudo o que eu quero é sossego e silêncio, ele consegue acalmar-me o coração.
quando caio em mim acabo por lhe pedir desculpa, que ele não merece, e pergunto-lhe se ele ainda gosta de mim, e se sabe que eu gosto dele mais que tudo no mundo.
A ultima resposta que me deu depois de um episódio destes foi, "claro que gosto de ti", "sei que gostas de mim". E a cereja no topo do bolo: "és meiguinha"
quando caio em mim acabo por lhe pedir desculpa, que ele não merece, e pergunto-lhe se ele ainda gosta de mim, e se sabe que eu gosto dele mais que tudo no mundo.
A ultima resposta que me deu depois de um episódio destes foi, "claro que gosto de ti", "sei que gostas de mim". E a cereja no topo do bolo: "és meiguinha"
segunda-feira, 1 de junho de 2009
As músicas que ele canta (2)
Pintinho pio,
Subiu numa pedra e depois caiu.
Dona Galinha ficou zangada
Pegou no pintinho e deu palmada.
Pintinho pio,
Comeu a sopa toda e depois sorriu.
Dona Galinha ficou contente
Pegou no pintinho e deu presente.
Subiu numa pedra e depois caiu.
Dona Galinha ficou zangada
Pegou no pintinho e deu palmada.
Pintinho pio,
Comeu a sopa toda e depois sorriu.
Dona Galinha ficou contente
Pegou no pintinho e deu presente.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O Avô António

O meu avô foi operado, fez um transplante de côrnea. Assim, o Xani ontem esperou por mim no carro do pai à porta do hospital Egas Moniz enquanto eu fui visitar o meu avô. Ele não percebeu bem porque não podia vê-lo, apenas lhe dissemos que o vôvô estava com doi doi no olho mas que ia ficar bom, e que como estava a descansar ele não o podia ver.
Todos os dias ao acordar o Alexandre pede o seu leitinho, hoje foi um dia diferente, acordou e perguntou-me:
- "O vôvô já está melhor?"
...
" A minha mãe olhava-me, e eu soube que a minha mãe me tinha olhado assim quando me vira pela primeira vez. Acabado de sair de dentro dela , foi com aqueles olhos que a minha mãe me viu. Ainda vermelho de sangue a cobrir-me a pele, sangue ainda vivo, eu pequeno, nos braços da minha mãe, e aqueles olhos verdadeiros a verem-me completamente. Eu pequeno, e aqueles olhos a saberem tudo sobre mim. Eu acabado de nascer, e aqueles olhos a que pertencerei sempre porque a eles pertenço desde o inicio. E ali, no quarto que naquele instante era o único quarto do mundo, os olhos da minha mãe reflectiam os meus olhos. Eu via a minha mãe a ver-me a vê-la. Éramos dois espelhos virados um para o outro. Éramos, cada um de nós, um espelho que reflectia o espaço infinito do interior de outro espelho. Entre nós não havia distânciaporque éramos atravessados um pelo outro. Fazíamos parte de um lugar infinito que era igual em cada um de nós. Não éramos fronteiras dentro desse lugar, porque esse lugar não tinha fronteiras. Esse lugar era infinito. Esse lugar era o amor nos nossos olhos."
Uma casa na escuridão
José Luís Peixoto
Uma casa na escuridão
José Luís Peixoto
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Problemas de peso
No fim de semana, foi à minha casa de banho, puxou a balança para perto dele, empoleirou-se e disse: "Acho que peso 12 kilos, ou se calhar já são 13"
Eu na minha ignorância ainda não consegui perceber em concreto quanto ele pesa, ora pesa 13 ora pesa 15, estou a aguardar pela consulta do mês que vem, mas aparentemente ele é ainda mais à frente que eu e já prevê com facilidade ao olhar para os números da balança que ele não conhece, as dúvidas que assolam a mamã quando o tenta pesar.
Esponjinha!
Eu na minha ignorância ainda não consegui perceber em concreto quanto ele pesa, ora pesa 13 ora pesa 15, estou a aguardar pela consulta do mês que vem, mas aparentemente ele é ainda mais à frente que eu e já prevê com facilidade ao olhar para os números da balança que ele não conhece, as dúvidas que assolam a mamã quando o tenta pesar.
Esponjinha!
terça-feira, 26 de maio de 2009
As músicas que ele canta (1)
De olhos vermelhos e pêlo branquinho
Dou saltos bem altos, eu sou um coelhinho.
Dou saltos pr'a frente, dou saltos pr'a trás
Eu sou um coelhinho que de tudo sou capaz.
Comi uma cenoura com casca e tudo
Ela era tão grande que eu fiquei um barrigudo.
Dou saltos bem altos, eu sou um coelhinho.
Dou saltos pr'a frente, dou saltos pr'a trás
Eu sou um coelhinho que de tudo sou capaz.
Comi uma cenoura com casca e tudo
Ela era tão grande que eu fiquei um barrigudo.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Cedi
Esta noite falhei.
Não sei se o facto de ele ter dito que tinha um monstro no chão do quarto dele é suficiente para me desculpar, ou até o facto de estar todo ensopado no seu próprio suor do esforço que fazia, ou ainda se ter chorado durante umas quase duas horas é uma boa desculpa para ter cedido à manipulação dele e o ter ido buscar para dormir na nossa cama.
Ou talvez tenha sido porque a última vez que ele acordou na nossa cama eu abri a pestana com umas festinhas tropegas na cara enquanto ele me dizia "querida, és linda. Vai fazer o meu leitinho."
Não sei se o facto de ele ter dito que tinha um monstro no chão do quarto dele é suficiente para me desculpar, ou até o facto de estar todo ensopado no seu próprio suor do esforço que fazia, ou ainda se ter chorado durante umas quase duas horas é uma boa desculpa para ter cedido à manipulação dele e o ter ido buscar para dormir na nossa cama.
Ou talvez tenha sido porque a última vez que ele acordou na nossa cama eu abri a pestana com umas festinhas tropegas na cara enquanto ele me dizia "querida, és linda. Vai fazer o meu leitinho."
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Palmadinhas de amor

De vez em quando agarra-se muito a mim, quer colo, quer mimo, quer atenção, quer brincadeira, quer-me perto dele e só para ele, o meu rapazinho.
Se lhe digo que ele é mau porque fez asneira, nem se preocupa, agora se lhe digo que é feio, reclama, diz que não que até pode ser mau mas que nunca será feio, porque é lindo, pelo menos é o que lhe ando a dizer desde que ele nasceu, e ele sabe que mãe que é mãe não mente.
Nos últimos dias tem andado a experimentar, a testar, a medir forças para ver quem quebra ou dobra, se ele, se nós. O meu coração fica apertadinho de cada vez que ele chora porque eu lhe falei de uma forma mais dura, ou porque o contrariei e lhe disse não - palavra que ele não gosta de ouvir, mas que utiliza sem grande parcimónia, ou porque ficou de castigo, mas tento que ele não perceba o efeito que tem em mim aquela carinha chorona, porque há que fazer o mea culpa em termos de manipulação é igualzinho à mãe, sabe exactamente que cordelinhos mexer.
Todavia não posso permitir que ele me contrarie ou que me faça cenas como as que fez no dia em que me mordeu, ele tem de perceber perfeitamente quem manda e obedecer, ainda que não perceba muito bem porquê. Eu juro que tento, explico-lhe sempre porque está de castigo, o que fez de errado e o que fazer (ou não) para não ter de passar pelo mesmo processo: vai para o quarto, senta-se no banquinho e fica lá a pensar no que acabou de fazer - um castigo bastante suportável até - depois diz-me que já acalmou e lá vou eu tentar chamá-lo à razão, mas ele é ainda muito pequenino para perceber sem margem para dúvidas onde é que errou, mas diz sempre que não volta a fazer.
A questão das palmadas, dos pontapés e das dentadas é naturalmente uma preocupação minha, não quero que aconteça em casa com a família como também não quero que aconteça na rua com outras pessoas ou os amiguinhos da escola, por isso insisto tanto nesse aspecto, tanto que ontem ele estava ao meu colo e dava-me palmadas no ombro, sem razão aparente, nem sequer estávamos a conversar, mas o meu radar piscou e fez barulhos por todos os poros, olhei para ele com um olhar feroz (se é que sou capaz de fazê-lo) e perguntei-lhe o que estava ele a fazer no meu ombro.
- "São palmadinhas de amor mamã." - Ora tal e qual como ele faz à cadela!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Miminho

Ontem desde que cheguei a casa até que me deitei estive sempre na cozinha, a cortar, a lavar, a cozinhar, a arrumar, enfim, a fazer todas aquelas coisas que as mães fazem, a sopa do rapazinho, o jantar da familia, o meu almoço do dia seguinte.
Estava muito atarefada nas minhas lides domésticas enquanto que o pirralhito se entretinha no quarto a brincar com os brinquedos dele, entretanto cansou-se e pedi-me que lhe acendesse a televisão, que ele queria ver o Panda, e queria também o comando, para poder pôr no canal certo (o comando da televisão esse grande bastião da masculinidade, mesmo aos 2.5 anos).
O Panda também não lhe enche as medidas, se não estiverem a cantar os parabéns, a mostrar bichos, se o Panda não estiver a fazer palhaçadas ou os desenhos animados forem "os irmãos koala" ou o "Noddy" ele os outros bonecos diz que são maus, (por enquanto, a violência para ele fica-se pelas palmadas que dá à Margarida porque ela lhe roubou um boneco ou às dentadas que dá a mãe porque ela o quer levar para casa.)
Veio ter comigo à cozinha e pediu-me para ir com ele brincar com os cubos na sala - ele tem 5 cubos de pano, nos quais anda a aprender a contar de 1 a 5 e a identificar as letras do A ao E - como lhe disse que não podia foi buscar o banquinho dele, subiu para a cadeira onde faz as refeições, prendeu-se com as fitas e ficou a olhar para mim. Eu disse-lhe que o jantar ainda não estava pronto que ia demorar, para ele sair dali e ir brincar com as suas coisas, ms ele não me deu ouvidos, disse apenas:
- "Não, vou ficar aqui a dar-te um miminho"
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O leite foi hoje bebido pela primeira vez em caneca. Já bebia a água e o sumo por copo, mas o leite da manhã continuava a ter um ritual de bebé, hoje decidi que ele já não é mais um bebé, aceitei sem grandes dificuldades que um "rapazinho" não pode mais beber leite em biberon e vai daí toma lá a caneca para te sentires homem!
O facto de ontem ele ter conseguido abotoar-me os botões do roupão também facilitou a transição daquilo que eu já tinha dito há dias: o meu bebé é um rapazinho crescido e tem de ser tratado como tal.
O facto de ontem ele ter conseguido abotoar-me os botões do roupão também facilitou a transição daquilo que eu já tinha dito há dias: o meu bebé é um rapazinho crescido e tem de ser tratado como tal.
terça-feira, 12 de maio de 2009
A minha primeira desilusão
Afinal as dores do crescimento são bem mais lancinantes do que eu poderia imaginar, ontem o Alexandre deu-me a minha primeira desilusão.
O nosso ritual costuma ser chegar a casa depois da escola pegar na Puska e ir passeá-la, ficamos na praceta e esperamos que a Madalena apareça. A Madalena vive a nossa praceta e até há 1 mês atrás estava na mesma creche e na mesma sala que o Alexandre. As saudades resultantes deste afastamento têm sido colmatadas com encontros fortuitos ao final da tarde, iniciados quase sempre por abraços sentidos e terminadas com beijinhos de até amanhã.
Ontem como estava fresco e a Madalena já estava em casa quando nos cruzámos com a mãe dela esta sugeriu que o Alexandre fosse brincar um pouco com a menina em casa dela, enquanto eu passeava tranquilamente a Puska. Depois de ter levado a cadela novamente para casa fui buscar o Alexandre que me saudou à porta dizendo: “Eu vou fazer-te um cafezinho, anda dá-me a mão.” E lá me levou ele pela mão até ao quarto da Madalena.
Quando chegou a hora de irmos embora, que ainda havia muito para fazer pois tínhamos de tomar banho, fazer jantar e preparar para dormir, o Alexandre começou a chorar, o que não é propriamente uma novidade para mim, pois bem sei que quando contrariado costuma revelar o seu descontentamento com uma sonora birra. Mas a birra de ontem foi diferente, apossou-se dele uma violência que lhe desconhecia, bateu-me. Com as mãos, com os pés, conforme podia e onde chegava tendo inclusivamente deixado uma grande marca da dentada que me deu no braço.
Partiu-me o coração, deixou-mo em cacos tão pequeninos que ainda hoje estou a tentar colá-los.
Não reconheci o meu menino meigo, de sorriso fácil e trato dócil. Não reconheci aquele que se prostrou a meus pés, vermelho de raiva enquanto grossas lágrimas lhe escorriam pela face. Não reconheci naquelas palmadas de mão aberta, nem nos pontapés que desferia, o meu bebé.
Não consigo sequer compreender o que se passou, não vive num ambiente onde possa sequer imaginar tal violência, não houve alteração nos nossos comportamentos, e não quero acreditar que o crescimento passe também por aqui.
Hoje dói-me a alma, porque além de tudo o que ele fez me obrigou a dar-lhe duas palmadas e a pô-lo de castigo, ficou no quarto, em pé na cama de grades a chorar pedindo desculpa, dizendo que não voltaria a fazer, chamando por mim, enquanto eu tentava pegar nos cacos espezinhados no chão do que restava do meu coração.
O nosso ritual costuma ser chegar a casa depois da escola pegar na Puska e ir passeá-la, ficamos na praceta e esperamos que a Madalena apareça. A Madalena vive a nossa praceta e até há 1 mês atrás estava na mesma creche e na mesma sala que o Alexandre. As saudades resultantes deste afastamento têm sido colmatadas com encontros fortuitos ao final da tarde, iniciados quase sempre por abraços sentidos e terminadas com beijinhos de até amanhã.
Ontem como estava fresco e a Madalena já estava em casa quando nos cruzámos com a mãe dela esta sugeriu que o Alexandre fosse brincar um pouco com a menina em casa dela, enquanto eu passeava tranquilamente a Puska. Depois de ter levado a cadela novamente para casa fui buscar o Alexandre que me saudou à porta dizendo: “Eu vou fazer-te um cafezinho, anda dá-me a mão.” E lá me levou ele pela mão até ao quarto da Madalena.
Quando chegou a hora de irmos embora, que ainda havia muito para fazer pois tínhamos de tomar banho, fazer jantar e preparar para dormir, o Alexandre começou a chorar, o que não é propriamente uma novidade para mim, pois bem sei que quando contrariado costuma revelar o seu descontentamento com uma sonora birra. Mas a birra de ontem foi diferente, apossou-se dele uma violência que lhe desconhecia, bateu-me. Com as mãos, com os pés, conforme podia e onde chegava tendo inclusivamente deixado uma grande marca da dentada que me deu no braço.
Partiu-me o coração, deixou-mo em cacos tão pequeninos que ainda hoje estou a tentar colá-los.
Não reconheci o meu menino meigo, de sorriso fácil e trato dócil. Não reconheci aquele que se prostrou a meus pés, vermelho de raiva enquanto grossas lágrimas lhe escorriam pela face. Não reconheci naquelas palmadas de mão aberta, nem nos pontapés que desferia, o meu bebé.
Não consigo sequer compreender o que se passou, não vive num ambiente onde possa sequer imaginar tal violência, não houve alteração nos nossos comportamentos, e não quero acreditar que o crescimento passe também por aqui.
Hoje dói-me a alma, porque além de tudo o que ele fez me obrigou a dar-lhe duas palmadas e a pô-lo de castigo, ficou no quarto, em pé na cama de grades a chorar pedindo desculpa, dizendo que não voltaria a fazer, chamando por mim, enquanto eu tentava pegar nos cacos espezinhados no chão do que restava do meu coração.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Pára tudo!!
Não percebo como é possível que tenham passado 2 anos e meio desde que o meu bebé se intrometeu na minha vidinha.
Não é possível a velocidade vertiginosa a que ele cresce.
Acho que estou nostálgica de quando o agarrava durante horas e horas e não era empurrada, lhe dava os beijinhos que bem entendia sem que ele me fugisse, lhe fazia festinhas sem ouvir “já chega, não quero mais”.
Nos últimos 2 anos e meio o furação Alexandre alterou em tudo aquilo que eu conhecia como sendo, “a minha vida”, hoje já pouco me lembro de como era antes de ele ter nascido. Não trocava por nada deste mundo toda a felicidade e ansiedade que ele trouxe para o meio de nós, nem tão pouco trocava as noites mal passadas entre fraldas, cólicas ou pesadelos por noites em branco numa discoteca qualquer.
De cada vez que fico sem ele, é como se um pouco de mim ficasse preso num qualquer beco escuro, apenas aguardando a hora de o ver para sair do beco e abraçar o sol.
Todos os dias me questiono, como é possível que um niquinho de gente me tenha transformado numa verdadeira crente, pois acredito que ele é o meu milagre.
Tenho saudades dele pequenino, indefeso, completamente dependente de mim, soa a egoísmo eu sei, mas talvez seja esta a forma que a natureza encontrou de me dizer que está a chegar a hora de “encomendar” o próximo. Até lá vou aproveitar cada momento do meu pirralhito de 90cm, é que nestes 2 anos e meio ele já se desprendeu do cordão umbilical e eu tenho todos os dias de aprender a soltá-lo um pouco mais, porque já não quer os meus milhões de beijos dizendo “mas já recebi 2 beijinhos”, porque já não precisa do meu colo “eu consigo andar sozinho”; porque já me sabe rabear depois de me dar um tapa no ombro zangado por eu não o deixar ir brincar e dizer “era só uma festinha”; porque já não o consigo ter só para mim pois “eu vou só ali buscar uma coisa, não fica triste”.
Pára tudo!! Pára o relógio, pára o tempo, pára a vida, só para que eu possa ter o meu bebé, bebé por mais tempo. Não posso? O tempo não dá para parar, o relógio por mais que se atrase não espelha o ritmo da vida e o bebé já não é bebé, é como ele próprio diz, um rapazinho, um rapazinho que não pára de crescer e de fazer a minha vida um mar de alegrias, tristezas, incertezas, seguranças, e muita, muita magia, sem a qual não sei mais viver.
Não percebo como é possível que tenham passado 2 anos e meio desde que o meu bebé se intrometeu na minha vidinha.
Não é possível a velocidade vertiginosa a que ele cresce.
Acho que estou nostálgica de quando o agarrava durante horas e horas e não era empurrada, lhe dava os beijinhos que bem entendia sem que ele me fugisse, lhe fazia festinhas sem ouvir “já chega, não quero mais”.
Nos últimos 2 anos e meio o furação Alexandre alterou em tudo aquilo que eu conhecia como sendo, “a minha vida”, hoje já pouco me lembro de como era antes de ele ter nascido. Não trocava por nada deste mundo toda a felicidade e ansiedade que ele trouxe para o meio de nós, nem tão pouco trocava as noites mal passadas entre fraldas, cólicas ou pesadelos por noites em branco numa discoteca qualquer.
De cada vez que fico sem ele, é como se um pouco de mim ficasse preso num qualquer beco escuro, apenas aguardando a hora de o ver para sair do beco e abraçar o sol.
Todos os dias me questiono, como é possível que um niquinho de gente me tenha transformado numa verdadeira crente, pois acredito que ele é o meu milagre.
Tenho saudades dele pequenino, indefeso, completamente dependente de mim, soa a egoísmo eu sei, mas talvez seja esta a forma que a natureza encontrou de me dizer que está a chegar a hora de “encomendar” o próximo. Até lá vou aproveitar cada momento do meu pirralhito de 90cm, é que nestes 2 anos e meio ele já se desprendeu do cordão umbilical e eu tenho todos os dias de aprender a soltá-lo um pouco mais, porque já não quer os meus milhões de beijos dizendo “mas já recebi 2 beijinhos”, porque já não precisa do meu colo “eu consigo andar sozinho”; porque já me sabe rabear depois de me dar um tapa no ombro zangado por eu não o deixar ir brincar e dizer “era só uma festinha”; porque já não o consigo ter só para mim pois “eu vou só ali buscar uma coisa, não fica triste”.
Pára tudo!! Pára o relógio, pára o tempo, pára a vida, só para que eu possa ter o meu bebé, bebé por mais tempo. Não posso? O tempo não dá para parar, o relógio por mais que se atrase não espelha o ritmo da vida e o bebé já não é bebé, é como ele próprio diz, um rapazinho, um rapazinho que não pára de crescer e de fazer a minha vida um mar de alegrias, tristezas, incertezas, seguranças, e muita, muita magia, sem a qual não sei mais viver.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Avaliação de Desempenho
Transcrição das avaliações efectuadas pela educadora do Alexandre
"Avaliação dos meses de Setembro e Outubro
Olá papás!
Já estou na sala amarela.
A minha adaptação foi boa, correu muito bem e aconteceram muitas coisas boas.
Já não uso fralda durante o dia nem para dormir. De vez em quando lá me descuido e lá fica umas cuecas e umas calças molhadas mas é poucas vezes.
E já faço o xixi de pé como os homens.
A última novidade é que já me calço sozinho, mesmo sem a ajuda das tias.
As tias só acham que eu falo muito, mas eu não consigo controlar.
A MINHA ALTURA = 84 CM
Avaliação dos meses de Novembro e Dezembro
Já se passou mais dois meses e cá continuamos sempre a crescer e a aprender.
O Alexandre é um menino muito interessado nos trabalhos da escola quer sempre saber o que se vai fazer. E gosta de fazer os trabalhos.
Gosta de chamar a atenção e por vezes mete-se nas “conversas” se não são com ele.
Já controla muito bem o xixi, tanto de dia como durante a sesta.
Continua muito falador, mas penso que é uma coisa já dele.
Andou uns tempos muito teimoso mas noto que melhorou muito.
Avaliação dos meses de Janeiro e Fevereiro
E aqui estamos nós quase na Primavera.
O Alexandre está muito crescido e muito curioso.
Gosta sempre de saber tudo e muito conversador.
Ultimamente anda um pouco agressivo para os amigos, mas é uma fase por onde todas as crianças passam.
A teimosia continua com ele, uns dias melhores outros piores.
Quando é chamado à atenção ou quando é posto de castigo chora sem lágrimas para ver se convence alguém.
Ao mesmo tempo é muito meiguinho e gosta muito de miminhos.
Avaliação dos meses de Março e Abril
O Alexandre é um menino esperto. Aprende com facilidade. Já sabe as cores e outras coisas.
É um pouco traquinas e gosta muito de chamar a atenção. Ele próprio por vezes faz disparates para ser visto.
Entra muito nas brincadeiras com os colegas e diverte-se imenso.
É um menino que come muito bem.
Continua muito teimoso e muito falador. Quando acorda mais cedo tenta sempre ver se consegue ter alguém para falar.
A MINHA ALTURA = 89 CM "
Olá papás!
Já estou na sala amarela.
A minha adaptação foi boa, correu muito bem e aconteceram muitas coisas boas.
Já não uso fralda durante o dia nem para dormir. De vez em quando lá me descuido e lá fica umas cuecas e umas calças molhadas mas é poucas vezes.
E já faço o xixi de pé como os homens.
A última novidade é que já me calço sozinho, mesmo sem a ajuda das tias.
As tias só acham que eu falo muito, mas eu não consigo controlar.
A MINHA ALTURA = 84 CM
Avaliação dos meses de Novembro e Dezembro
Já se passou mais dois meses e cá continuamos sempre a crescer e a aprender.
O Alexandre é um menino muito interessado nos trabalhos da escola quer sempre saber o que se vai fazer. E gosta de fazer os trabalhos.
Gosta de chamar a atenção e por vezes mete-se nas “conversas” se não são com ele.
Já controla muito bem o xixi, tanto de dia como durante a sesta.
Continua muito falador, mas penso que é uma coisa já dele.
Andou uns tempos muito teimoso mas noto que melhorou muito.
Avaliação dos meses de Janeiro e Fevereiro
E aqui estamos nós quase na Primavera.
O Alexandre está muito crescido e muito curioso.
Gosta sempre de saber tudo e muito conversador.
Ultimamente anda um pouco agressivo para os amigos, mas é uma fase por onde todas as crianças passam.
A teimosia continua com ele, uns dias melhores outros piores.
Quando é chamado à atenção ou quando é posto de castigo chora sem lágrimas para ver se convence alguém.
Ao mesmo tempo é muito meiguinho e gosta muito de miminhos.
Avaliação dos meses de Março e Abril
O Alexandre é um menino esperto. Aprende com facilidade. Já sabe as cores e outras coisas.
É um pouco traquinas e gosta muito de chamar a atenção. Ele próprio por vezes faz disparates para ser visto.
Entra muito nas brincadeiras com os colegas e diverte-se imenso.
É um menino que come muito bem.
Continua muito teimoso e muito falador. Quando acorda mais cedo tenta sempre ver se consegue ter alguém para falar.
A MINHA ALTURA = 89 CM "
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Eh pá!

Há dias iamos os dois no carro, eu a conduzir e ele a brincar com um balão no banco de trás, quando de repente lhe foge o balão e ele me diz: -"Mamã, mamã, apanha o balão"
Como não tenho olhos na cabeça disse-lhe que não podia apanhar porque estava a conduzir, e que nem sabia onde ele estava.
Ele vira-se muito rápido:- "Está aí à tua esquerda"
Eu virei-me e com o ar mais espantado que consegui e perguntei-lhe: -" Mas tu sabes qual é a esquerda?"
E ele conseguiu dizer correctamente qual era a mão esquerda e depois a mão direita. Eu devo ter dito qualquer coisa como: "Eh pá mas tu sabes distinguir a esquerda da direita, tu és fantástico puto."
Ele franziu o sobrolho, fez um ar muito sabido e observou com grande sapiência: -"Não se diz eh pá."
Confesso que cada dia que passa me sinto mais orgulhosa do filho que tenho! É lindo, maravilhoso, fantástico, um espectáculo e ainda inteligente.
Sou mesmo boa mãe eu!! HEHE
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Porque Domingo é Dia da Mãe
A Mãe de Gémeos (sou eu!!)
Falar é o que esta mãe mais gosta de fazer. Argumentos, boas discussões a respeito das boas novas da moda e da política fazem esta mãe simplesmente vibrar. Sempre dinâmica, está sempre em busca de novidades e de novas amizades. Quanto mais cheia estiver sua casa, com seus amigos e os amigos dos filhos, mais realizada ela se sente. Adora o convívio com os jovens e não suporta as tradições e convenções. Presentes: livros, roupas e acessórios descontraídos, CD’s, DVD’s, tênis ou sapatos desportivos.
Falar é o que esta mãe mais gosta de fazer. Argumentos, boas discussões a respeito das boas novas da moda e da política fazem esta mãe simplesmente vibrar. Sempre dinâmica, está sempre em busca de novidades e de novas amizades. Quanto mais cheia estiver sua casa, com seus amigos e os amigos dos filhos, mais realizada ela se sente. Adora o convívio com os jovens e não suporta as tradições e convenções. Presentes: livros, roupas e acessórios descontraídos, CD’s, DVD’s, tênis ou sapatos desportivos.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Assunto....
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gentil
Ontem em casa da avó paterna o jantar foi sopa de couve flor, bacalhau com natas acompanhado de esparregado e morangos com chantilly.
A sopa marcha que é uma maravilha, o bacalhau adora, agora o esparregado - que eu achei demasiado ácido por causa do sabor intenso a vinagre - achei que ia ser um desperdício pôr-lhe no prato porque sabia bem que ele ia recusar, os sabores muito intensos são pouco apreciados pelo Alexandre. Assim, dei-lhe a provar apenas um pouco no topo da colher, e ao mesmo tempo disse-lhe: "ai que bom que é, não achas amor, a mama adora!"
Ele, pobrezinho, como não gosta de contrariar fez uma careta e logo a seguir corrigiu a careta sorrindo, com muito custo. Eu perguntei: "Queres mais, que a mamã põe no prato."
Ao que ele respondeu muito rápido: "Não, não é preciso!" fazendo uma careta e sorrindo ao mesmo tempo a ver se disfarçava.
Devia estar a pensar para com os botões dele: "eu consegui ser simpático com um niquinho, agora por favor não me façam sofrer".
Os morangos, cobertos de chantilly isso sim foi um sucesso, a sua primeira experiência daquele doce branco e fofo foi um verdadeiro deleite, repetiu e revirava os olhos dizendo: "Hum....tão bom" e ria por nos ver a rir da figura que estava a fazer!
Que bom que é ter uma criança que gosta de comer!
A sopa marcha que é uma maravilha, o bacalhau adora, agora o esparregado - que eu achei demasiado ácido por causa do sabor intenso a vinagre - achei que ia ser um desperdício pôr-lhe no prato porque sabia bem que ele ia recusar, os sabores muito intensos são pouco apreciados pelo Alexandre. Assim, dei-lhe a provar apenas um pouco no topo da colher, e ao mesmo tempo disse-lhe: "ai que bom que é, não achas amor, a mama adora!"
Ele, pobrezinho, como não gosta de contrariar fez uma careta e logo a seguir corrigiu a careta sorrindo, com muito custo. Eu perguntei: "Queres mais, que a mamã põe no prato."
Ao que ele respondeu muito rápido: "Não, não é preciso!" fazendo uma careta e sorrindo ao mesmo tempo a ver se disfarçava.
Devia estar a pensar para com os botões dele: "eu consegui ser simpático com um niquinho, agora por favor não me façam sofrer".
Os morangos, cobertos de chantilly isso sim foi um sucesso, a sua primeira experiência daquele doce branco e fofo foi um verdadeiro deleite, repetiu e revirava os olhos dizendo: "Hum....tão bom" e ria por nos ver a rir da figura que estava a fazer!
Que bom que é ter uma criança que gosta de comer!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Palavras caras!
Esta noite o Xani teve um sonho mau às 3 da manhã. O pai lá se levantou ainda a dormir, trouxe-lo para a nossa cama onde ele se enroscou de imediato em mim e passou o resto da noite bastante descansado, embora eu tenha levado um murro no olho e uns quantos pontapés nas costas.
Quando acordou, sentou-se para me pedir o leite, encostou a almofada na cabeceira da cama e atirou a cabeça para trás. Bateu com a cabeça e decidiu que a almofada devia ficar melhor se estivesse na vertical, pois assim não batia com a cabeça na madeira. Refastelou-se e disse-me:
"Assim estou mais confortável!"
PS: e começou a idade dos porquês....
Quando acordou, sentou-se para me pedir o leite, encostou a almofada na cabeceira da cama e atirou a cabeça para trás. Bateu com a cabeça e decidiu que a almofada devia ficar melhor se estivesse na vertical, pois assim não batia com a cabeça na madeira. Refastelou-se e disse-me:
"Assim estou mais confortável!"
PS: e começou a idade dos porquês....
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Mexe-te

Hoje acordei, fui tratar do leite do babe, acordei-o e fui tomar banho enquanto ele se deleitava com o pequeno almoço.
Ora quando terminou, disse logo: "mamã, já acabei!"
E eu no banho: "estou na banhoca, vou já"
Passados 2 segundos: "mamã, já acabaste?"
Ao que eu respondi: "sim, já terminei"
Ele: "Então sai lá da banhoca e vem buscar-me!"
E contra factos não há argumentos, lá fui eu tratar dele!!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Taxi
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Amor

Não há amor mais puro nem mais tocante do que aquele que liga uma mãe e um filho. Não acredito que haja, porque é dado sem cobrar, sem expectativas de lucro, embora na realidade seja todo ele a lucrar, para nós mães e para eles filhos.
Por muito em baixo que me sinta, por mais cansada que esteja, haverá sempre um lampejo de esperança enquanto vir nos olhos do meu filho alegria, e um sorriso nos seus lábios.
Na segunda feira, olhou-me nos olhos e disse-me: "Estás triste mamã?"
Eu disse que não, mas é impossível mentir-lhe, ele sente tudo com grande intensidade, parece telepata, virou-se para mim e disse-me: "Sabes que te amo muito?"
Iamos no carro, chorei o caminho todo até casa, só de emoção.
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