terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mais um aniversário

O Alexandre nasceu há 3 anos, tempo mais maravilhoso nunca tive, e pesem embora as dificuldades que ter um filho acarreta, não trocava estes 3 anos de Xani por nenhuma outra coisa.

Ele entrou como um terramoto na minha vida, alterou todas as minhas rotinas, mudou hábitos enraizados, fez-me mudar de opinião em tantas e tantas certezas que eu tinha como inabaláveis, acho mesmo que fez de mim uma mulher melhor, aliás posso mesmo afirmar que ser mãe fez de mim uma MULHER.

Senti-lo, tê-lo a formar-se dentro de mim, crescer com ele, todo o processo foi uma sensação maravilhosa, perfeitamente inexplicável, porque há fenómenos que não se conseguem traduzir, como a imensa emoção de lhe ouvir o coração a bater, ou contar-lhe os dedos das mãos e dos pés através de um ecrã e imaginá-lo gigante quando na realidade não era maior que um feijãozinho, ver o sangue bombear e passar pelo coração, sentir-lhe os pontapés. Sei bem que para quem não passou pela experiência podem parecer coisas pequeninas, sem graça ou sem importância, mas a verdade é que são fontes inesgotáveis de sentimentos contraditórios que me acompanharam durante 40 semanas.

O nascimento foi o milagre tornado realidade, a espera é um misto de ansiedade e medo, o parto é um cansaço que se esgota no momento em que a criança é depositada no nosso colo, eu apenas o tive de costas por um breve momento antes de mo levarem, e foi assustador porque não consegui ouvi-lo chorar, calculo que devido ao esforço, e entrei em pânico até me sossegarem que tudo estava bem e que ele era perfeito e saudável, depois de lavadinho e cheiroso voltou para mim e foi apenas nesse momento que os nossos olhos se cruzaram e eu soube logo ali que o meu coração seria dele para o resto da vida, assim como a minha alma.

Depois foi a imensa dependência que um ser inofensivo e no entanto tão extremamente sufocante, durante tanto tempo foi tudo e mais nada na minha vida – as mudas das fraldas, as mamadas, os sonos, os banhos, o encontro entre a minha vida e a dele, o não ser mais apenas responsável por mim, mas ter uma responsabilidade acrescida, pegar aquele nico de gente e fazê-lo crescer saudável, feliz e torná-lo num homem sério e seguro de si, com confiança nos seus passos.

Hoje aprendemos um com o outro, medimos as distâncias, calculamos as consequências e vamos em frente com os nossos actos, por vezes chocamos, perdemos a cabeça, mas temos em nós a certeza de um amor incondicional que tudo supera.

Se eu podia viver sem o Alexandre, podia, mas a minha vida não era certamente a mesma coisa!

4 comentários:

Pedro Lopes disse...

vida boa

Gata2000 disse...

Pedro - Muito boa!

TM disse...

Não digas a uma certa pesssoa, mas ler as tuas palavras faz surgir uma inveja.... É uma inveja boa, uma inveja de quem admira a magia de uma relação tão especial...

Gata2000 disse...

TM - Não é inveja, é o big bang que o teu corpo está a fazer. Está a dizer-te que a hora está aí, e já agora não te preocupes se ganhaste o direito a ser mãe ou não, preocupa-te sim, no dia em que esse milagre te acontecer em ser uma boa mãe, esse é o único dever que terás para com o teu filho, e desde já te digo, que não é fácil, pelo contrário, mas é muito compensador.
:)