segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sensíbilidade e bom senso

Há cerca de 2 semanas o meu avô de 80 anos tem andado mais em baixo, é a tosse que não o larga e que o deixa cansado, exausto, com falta de ar, falta de forças e até falta de vontade.

Todos os dias ligo ao meu avô para saber dele, desde sempre, e o Alexandre gosta de partilhar esses momentos e de aproveitar para falar com a babá Lé e o vovô António, aquele a quem ele um dia me disse que gosta dele "velhinho", depois de lhe perguntar se iria gostar de mim quando eu fosse velhinha.

Há cerca de 2 semanas, todos os dias o Alexandre se recusa a falar ao telefone com o avô e a avó. Há sempre alguma coisa mais importante para fazer, no sábado sentei-me com ele e perguntei-lhe o que se passava para que de um momento para o outro ele não tivesse mais vontade de falar com os avós, e que estes estavam a ficar tristes com a sua ausência.

A resposta foi aterradora, e deixou-me de nó na garganta: "Porque eu não sei se o meu avô está bem."

3 comentários:

Goldfish disse...

Coitadinho... Eles percebem tudo, é espantoso. Podem não interpretar como nós o fazemos, pois não dispõem dos mesmos recursos, mas percebem. Que nó na garganta...

Pedro Lopes disse...

puto inteligente, é o que é

Gata2000 disse...

É de uma sensibilidade assustadora!