terça-feira, 25 de novembro de 2008

Manha


- Vôvô, hoje tens doi doi nas costas?
- Hoje não.
- Então quero colinho, diz ele estendendo-lhe os braços.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Desde Segunda feira que o meu menino d'oiro se veste sozinho. Normalmente veste-se em cima da minha cama enquanto me vou arranjando, tentando supervisionar os passos que vai dando.
Ontem não quis deslocar-se preferiu ficar na cama dele, então não estive sempre em cima do acontecimento.
Á noite quando chegámos a casa tinha uma nota da educadora:
"Achamos lindo que o pequeno Alexandre se vista sozinho, mas será conveniente que o faça com supervisão, é que hoje veio sem cuecas para a escola"

Oh Meu Deus, mas que raio de mãe deste tu a esta criança maravilhosa!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ontem enquanto o tentava adormecer na minha cama:
-"Mamã, eu não sou tonto pois não?"
-"Não bébé, faz óó."
-"Mas sou um pirralho lindo, não sou?"

Hà la coisa mai linda, que este meu filho?!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

- "Mamã, quero a Nônôzinha na minha casa."
- "Sim filho, a mamã fala com a tia Rute."

Ele vira-se para a avô e diz:
- "A mamã vai pedir à tia Rute para a Nônô ir para a minha casa."

Só para perceber a piada, ele viu a Nônô talvez umas 4 vezes na vida. Os problemas que eu vou ter com este meu filho,o galã.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nao tem massinha




Costumo dar sopa ao Alexandre com massa, ele adora. E brinco muito com ele enquanto come para tornar a hora da refeição um prazer. Não que fosse preciso porque ele come com grande satisfação, mas ainda assim é sempre uma grande festa a hora do jantar.
Ontem estava a dar-lhe a sopa, sempre que possível cada colher leva uma massa, e tem associado um animal, ou um transporte, ontem calhou-lhe em sorte os transportes, eu digo que vem aí um comboio e ele abre a "porta" do tunel, ou abre o portão da garagem para o automovel do pai, and so on...
Chegou a vez da mota do Luís entrar na garagem, e já não havia massa, ele comeu a colherada de sopa, olhou para mim e disse com um ar muito interrogativo: "Mamã, a mota do Luís não tem massinha?"
Como é doce a ingenuidade de uma criança.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O rato mickey faz 80 anos




O mickey anda há 80 anos a pôr um sorriso nos lábios das crianças, e até o Xani já o conhece pelo nome.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Estamos a tentar largar as fraldas





Ontem às 18.30 cheguei à creche do Alexandre, e fui recebida com uma corrida e um abraço mimoso, apertado, daqueles que nos fazem ganhar forças para lutar e vencer batalhas no dia-a-dia.
Pgeui-lhe ao colo e dei-lhe beijinhos, que ele retribuiu, depois olhou para mim com um ar muito maroto e disse:

- "Mãmã...hoje fiz xixi nas cuecas."
- "Porquê bébé?"
- "Porque me esqueci de pedir para ir à sanita, se faz favor."

Com respostas destas, como pode uma mãe babada reclamar de um xixi nas cuecas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O babe quando acorda, a primeira coisa que pede é leitinho, muito gosta o rapaz de beber o seu leite morno, refastelado na cama, enquanto eu acabo de me arranjar. Hoje antes de lhe trazer o leite, pediu-me para lhe dar o quadro magnetico onde faz desenhos - que eu ia jurar, são iguaizinhos aos do Picasso, não fosse ele apagá-los tão depressa.
Depois de beber o biberon, chama-me para lho tirar da mão, quer que o tape, e de seguida pede-me para lhe desenhar um bolo, o que eu fiz com muito boa vontade, mas que saiu mais parecido com um submarino do que com um bolo, eu tenho muito jeito para o desenho!
Olhou para o bolo e disse-me: "posso apagar?" - acho que ele também gostou muito do meu desenho.
Depois pediu-me para fazer um boneco, e como ele já tenta fazer uma bola, eu disse-lhe para fazer ele, que desenhou...um ponto.
"O que é isso Alexandre?"
"Um olho!"
Pois claro mãe, não se vê logo!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Depois de passar uma hora sentado na sanita, e de já estarmos atrasados - para ele ir para a escola e eu para o trabalho - digamos que eu já estava sem grande paciência, quando ele se agarra a mim num abraço apertado e me diz: "gosto de ti mamã".
E o dia correu tão bem!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008



Eu ou sou má mãe, ou então não tenho coerência entre pensamentos e actos, então não é que depois daquele desabafo privado de que "ah e tal o Noddy é um boneco capitalista, que consegue ter carro, avião e tudo e tudo, sem o nunca ter visto trabalhar, logo uma má influência para qualquer criança em fase de crescimento e formação", eu vou e dou de bolo de aniversário ao puto o carro amarelo do Noddy. E o pior é que me senti roubada quando a ursa Teresa não veio a acompanhá-lo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Miminhos


A relação do Xani com a Puska é da mais pura das paixões, não conseguem ver-se um sem o outro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

D. Juan em miniatura


Sei que o meu filho é um mini D. Juan quando ao buscá-lo à creche, sentado na cadeira dele me diz:
Xani:"Mamã, a minha madaleninha (uma das colegas)está doentinha, coitadinha."
Eu: "Sério bébé?"
Xani: "E eu dei muitos miminhos e beijinhos."

(foto retirada da página de anne guedes)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Segundo aniversário

Foi há dois anos, pelas 9.48 da manhã que nascia o Alexandre.
O dia 4 de Novembro de 2006 foi um dos dias mais felizes da minha vida, chorei de emoção quando o vi, preocupei-me quando não o ouvi chorar, senti-me realizada, completa quando o aconcheguei ao meu corpo pela primeira vez.
Hoje, passados dois anos, quero agradecer-te meu amor, por toda a alegria que trouxeste à minha vida, pela luz que brilha em ti e me alumia o caminho, por seres o calor do sol que me aquece o coração.
Feliz Aniversário!



(foto retirada do site da forever friends)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Chucha


Foi tão fácil tirar a chucha ao Alexandre. Aproveitando o facto de ele ser vaidoso, e com uma grande dose de sorte, uma bela manhã de Agosto (mês indicado pelo pediatra como o mês a retirar na totalidade a chucha) íamos a passear na rua em casalinhos, quando uma simpática senhora se aproximou dele.
Ela elogiou-o pela sua beleza, pela sua inteligência e disse-lhe que era uma pena ele ter chucha.
O Alexandre nunca tinha visto a senhora antes, e confesso, se a voltar a ver eu não saberei quem ela é, mas estou-lhe eternamente grata, pois ele depois de ouvir dizer que era muito mais bonito sem chucha, tirou a da boca deu-ma para a mão e disse " é lixo" !!!
Não voltou a pegar-lhe.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tunisia


A última semana de Agosto apresentou-se ao Alexandre como um enorme veículo de novas descobertas. Primeiro andou de avião, que foi uma grande emoção, na volta, depois de tanto andar de aeroporto em aeroporto de check in em check out, já conseguia perceber que as malas iam da passadeira rolante para um carro que as conduzia ao avião, pena que os colaboradores da groundforce em Portugal e outros que tais em Espanha e na Tunísia não consigam perceber algo de tão simples para uma criança de menos de 2 anos, pois à chegada a Hamammeth não chegou nenhuma das nossas malas, e à chegada a Lisboa voltaram a faltar 2 malas, uma das quais apareceu arrombada e desapareceram me um par de brincos de prata e um anel de ouro, fiquei para morrer.
Mas voltando ao que é realmente importante o Alexandre portou-se como o príncipe que é, cativou tanto árabes como europeus. Fez amigas kosovares – a Shanaia, russas – a Heléne, e perdeu-se de amores por uma argelina de olhos verdes, a Iness, que lhe dava a mão e puxava para dançar e brincar e a quem ele seguia de brilho nos olhos, completamente embevecido.
Na piscina aprendeu a dar mergulhos e ficava de molho até a pele encarquilhar, na praia adorou que o tio Tito o pusesse a dar pulos em cima das ondas e sentado na beira mar esperava que as ondas o molhassem e chegava a ficar com frio de tanto querer ficar dentro de água.
Á noite chegava a hora da discoteca para crianças e era vê-lo a abanar o rabo ao som da música, chegava mesmo a imitar os passes de dança dos animadores, e nunca estava cansado, claro que assim que caia na cama ressonava até às 7 da manhã seguinte.
Andou de camelo com o pai a mãe e a vovó Lena, o tio dispensou a cavalgada, mas o Alexandre parecia ter nascido para viver ali, de preferência como sultão, pois acabou por adormecer em cima do bicho apesar dos solavancos. Também nesta viagem conquistou o guia do camelo que chegou a sentá-lo no colo, e uma família berbere que lhe ofereceu um chá especial, não tão forte quanto o dos adultos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Férias


As férias grandes iniciaram no dia 1 de Agosto, em Casalinhos de Alfaiata, durante 2 semanas com a mamã, a bábá Lé, o vovô António e a Puska. Desta vez o papá não pode ir porque tinha iniciado uma nova etapa profissional, mas o que o Xani se divertiu compensou um pouco a ausência do papá!
Todos os dias de manhãzinha – o mais tardar às 9.00 da manhã – acordava pedindo leitinho e banhoca. Depois de se lavar, hidratar e perfumar, vestia-se, lavava os dentes, penteava-se e pedia para ir ao café, uma rotina que se tornou muito divertida pois assim via as vizinhas todas que o mimavam e até conseguiu fazer amizade com a empregada que todos os dias lhe dava uma miniatura para ele comer. Confesso que em tantos anos de frequentar este mesmo café as únicas vezes que vi um sorriso na cara da empregada foi quando o Xani lhe pedia “menina, quer bolo se faz favor”.
A praia foi uma agradável descoberta nestes dias, embora já estivesse familiarizado com a areia e o mar, foi por estes dias que descobriu o quanto gostava de brincar com a areia e de se banhar, mesmo com a água fria das praias de Santa Cruz.
A bábá Lé comprou-lhe um balde e uma pá, e ele entretinha-se assim a “arrumar a areia” como ele dizia com muita seriedade. Era um trabalho muito árduo o dele, pegar na areia com a pá e “arrumá-la” no seu baldinho.
De vez em quando apetecia-lhe molhar os pés, e pedia-me a mão, “anda ao mar mamã”.
Quando voltávamos para casa dizia adeus à “casa dos peixinhos”, às gaivotas e à areia.
Foi nesta altura que conheceu a Íris e o Zé Maria, meninos que com ele se cruzavam e acabaram por brincar todos juntos. Para além dos meninos, por quem perguntava todos os dias, queria também cumprimentar os cães dos vizinhos da frente, o Sabú e o Bernardo.
A festa da terra animou o Alexandre, foi ao baile, onde cantou, dançou e bateu palmas, aparentemente foi uma das pessoas que mais se divertiu, pois conseguiu aprender uma música e respectiva coreografia, que treinava nos dias seguintes com muito afinco. Foi a dois almoços convívio com a malta da terra e até à vacada, onde viu de perto uma “mú”.
Viu de perto ovelhas, patos, galinhas, cavalos e até um leitão, viu batatas, cebolas, abóboras e tomates, aprendeu que nada vem directamente do supermercado. Foi á feira da silveira por 2 vezes e queria ir mais, adorou as idas as compras e gostava de abraçar o panda (peluche 2 vezes maior que ele, representando o canal panda) e o urso da natura (peluche maior que eu) no centro comercial de Torres Vedras.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Coisas pequenas

Mostrou-se vaidoso quando queria ser ele a pôr o perfume todas as manhãs, e a pentear-se sozinho, uma das suas qualidades mais marcantes é a sua independência, sempre a tentar fazer tudo sozinho.
Quando lhe demos uns óculos escuros ele estranhou e não os tinha muito tempo nos olhos, o mesmo se passou com umas havaianas, que segundo ele “dói aqui”. Mas depois de lhe dizerem que ficava bem de óculos e chinelos, nunca mais os tirou.
Os beijinhos doces com a boca dele na nossa cara começaram aos 19 meses, uma altura em que se notou um desenvolvimento muito acelerado, o vocabulário sempre foi rico mas por esta altura já conseguia manter uma conversa e inclusivamente dizer o que queria ou não queria, o que gostava ou não.
Em Junho de 2008 foi passar férias a Santa Cruz com a bábá Lé, com o vovô António e a Puska. E também com os amigos Marta e Rodrigo no Algarve, que grandes festas fizeram os 3 juntos!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Por alturas da Primavera foi o aniversário da Maria Leonor em que o Xani se fartou de brincar com os amigos Nônô e Dudu, e até com o cão Salomão.
O Alexandre desenvolveu uma grande preferência por animais, sempre gostou de brincar com a Puska e com todos os cães que com ele se cruzavam pelo caminho. Sempre que saia da escolinha, por exemplo, gostava de perguntar se podia ir visitar a “Pipas” e o “Sebastião”, os dois cães permanentes da loja de animais do bairro, aproveitando para ver também os bebés que por lá passavam.
Mais tarde foram os gatos, dois gatos que viviam na rua do vovô António, a quem, ele pedia sempre que chegava para ir vê-los à janela, pegando na almofada onde se sentava. A seguir começou por identificar os pássaros e os peixinhos, sempre com uma grande ternura.
Imitou com facilidade os sons dos animais e adorava que a mamã lhe lesse as histórias dos filhotes do Gato, Cão, Porco e Vaca para adormecer, deitava-se de barriga para baixo e rabo no ar, quando lhe perguntavam como se deitavam os bebés para dormir, e assim ficava durante as historias, se levantava a cabeça da almofada, a historia parava e ele voltava à sua posição de óó.
Quando foi de férias com a bábá lé viu carneiros, patos, galinhas, coelhos, vacas, um sem número de animais passou então a fazer parte não só do seu imaginário, mas também do seu quotidiano. Os papás já lhe antevêem uma grande carreira como veterinário! Ou cozinheiro, uma vez que gosta tanto de comer, mas por outro lado…bailarino? Enfim, será aquilo que o coração e a vocação lhe ditarem, sem pressões.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Aventuras

Atirei o Pau ao Gato - Vários
Desde sempre o Alexandre acordou bem disposto, quase nunca a chorar, e quando isso acontecia era certamente porque estava num sonho mau, ou porque tinha fome, normalmente ficava sossegado a brincar com os bonecos que lhe enfeitavam o berço. Mais tarde, depois de se mudar do quarto dos papás para o dele, que aconteceu aos 4 meses, e quando já começava a falar, sabíamos sempre o que o bebé queria, como começou a desenvolver vocabulário muito cedo, não tardou a acordar de manhã, com um sorriso nos lábios dizendo:”Mamã, quer papa!”
Aprendeu muito cedo que se pedisse “se faz favor”, se dissesse “obrigado” e ainda “com licença” a vida lhe corria muito mais de feição, e então era ouvi-lo: “mamã, quer bolacha, se faz favor”; “papá, quer água, se favor”; “obrigado Tia Paula”
A segunda vez que cortou o cabelo, já era um grandalhão tinha 15 meses, e esperto! Depois de se ter portado como um senhor, sempre sossegado, à hora do jantar disse à mamã: “A menina, blablabla, o cabelo do xandi, blablabla, na cadeirla”, foi uma risota.
Quando o tempo melhorou e o sol abriu, estávamos em Março, o Alexandre e os seus amigos encontravam-se depois da escola, na praceta em frente à nossa casa. Era uma rua cheia de vida e animação, o Rodrigo (3ºA), a Marta (4ºB), a Bia (1ºB), a Madalena do lote 6 e colega de turma, assim como o Tiago também do lote 6 faziam da rua o seu reino, ele era carrinhos e triciclos, bolas e balões, tudo servia para brincar e apanhar ar.
No dia 28 de Março de 2008 disse pela primeira vez “Puska” em vez da “Puca” que utilizava para chamar a sua cadela. Mais tarde aprendeu a chamá-la de "lindinha", "animal", "Puska linda", e lá andava ele atrás dela sempre a fazer-lhe festas, a querer dar-lhe biscoitos, a encostar a cabeça no lombo para lhe dar miminhos e a ter invariavelmente como resposta umas lambidelas doces.
Em Abril 08 a família pipoca foi ao supermercado, e o Alexandre, como sempre gostou muito de pão, disse com um ar muito decidido ao padeiro: “Senhor, quer pão se faz favor!” apartir desse dia, o supermercado foi sempre um local de eleição, por vezes dizia que queria ir ao café, outras ao supermercado, gostava de ir às compras (saí à mãe).

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Natal


O primeiro Natal do Alexandre tinha ele mês e meio, recebeu muita roupa de prenda e uns poucos brinquedos pois ainda era muito pequeno para aproveitar. No entanto, foi o melhor Natal que a família viveu junta porque tínhamos um novo membro a alegrar as nossas vidas, um raiozinho de sol num inverno chuvoso e frio.
Foi por alturas do dia 24 que o tio Tito se sentou no sofá e o recebeu nos braços, sem se mexer porque o medo de o “partir” era enorme, acho que só lhe pegou convenientemente depois de o Xani já se saber endireitar, mas foi um gosto ver o tio tão embevecido com o “seu” menino, uma situação que se manteve, a cumplicidade entre os dois e a ternura que partilham é motivadora.
A tia Inês também o pegou da mesma forma, sentada no sofá com o bébé ao colo, acho que nem respirou enquanto ele dormia nos seus braços, e como brilhavam os seus olhos encantada com o "brinquedo" novo.
Os bisas não cabiam em si de contentes, até porque para todos os 3 foi o seu primeiro bisneto e parecendo que não, aos 80 anos a vida deve ter outra perspectiva ao ver-se a continuidade da nossa família para lá de nós.
As avós e o avô Vitor também estavam encantados e felizes com o seu novo estatuto de avós. Um dia mais tarde perguntei-lhes o que significava o Alexandre para eles, curiosamente as avós responderam o mesmo, “uma luz” nas suas vidas, o avô ainda hoje não me respondeu.
Tios, tias e primos rumaram ao almoço de Natal para verem o recém nascido que já nessa altura a todos conquistou o seu coração.

O seu segundo Natal, e o primeiro que apreciou, foi muito engraçado, tantas prendas para abrir, tantos bonecos novos para brincar, foi verdadeiramente uma festa. A sua prenda para os papás foi nada mais nada menos que a sua mãozinha papuda num azulejo, os papás ficaram babosos. Antes disso, a melhor prenda de Natal que o Alexandre tinha já dado aos papás no dia 23 de Dezembro foram primeiros 3 passos, depois desse dia nunca mais ninguém o parou!
Era um gosto vê-lo correr a casa toda e descobrir o que o seu fabuloso mundo novo tinha para oferecer.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Primeiro Aniversário



Aos 12 meses foi a festa do aniversário e do baptizado, uma grande alegria para ele que tem a casa cheia de pessoas de quem gosta muito, tios, tias, padrinho, madrinha, avós e bisas, primos, e amigos, todos juntos para festejarem o primeiro ano da vida do “bebé mais lindo do mundo”, que espanta todos quando diz que tem 1 ano e espeta o dedo indicador no nariz de quem o ouve, para não haver dúvidas.

A sua entrada na vida cristã, foi precisamente no mesmo dia – 4 de Novembro 2007. Dormiu o tempo todo enquanto o padre falou, mas assustou-se quando a água lhe molhou o cabelo, tremia nos braços da mamã num berreiro imenso sem se aperceber do que lhe estava a acontecer nem de onde estava, mas acalmou assim que reconheceu os entes mais queridos.

A Dulce foi convidada para ser madrinha do Alexandre no dia do casamento dos papás, ela que é a melhor amiga do pai desatou a chorar e maldisse a hora em que se tinha controlado durante toda a cerimónia do casamento para na altura em que foi informada da nossa vontade se desfazer em lágrimas, o Alexandre foi desde esse dia o menino dos seus olhos, mesmo antes de o conhecer, e ele retribui tendo saudades e dizendo que quer falar com ela sempre que se lembra.

O Gonçalo acreditou quando 2 anos antes uma amiga comum lançou o rumor de que eu estaria grávida porque ela queria um sobrinho, e ficou tão comovido por ir ter um bébé dentro do gang que lhe ficou prometido que seria dos primeiros a ser informado da sua vinda e que teríamos todo o gosto em tê-lo como compadre, ele chorou. Inundou o afilhado de ténis para que não lhe faltasse o gosto pelo futebol, de mimos sempre que está com ele e embora tenha um emprego com horários diferentes, sempre que lhe dizem que o Alexandre perguntou por ele tem remorsos de não passar mais tempo com o seu menino.

Foi uma festa muito animada, em que o Xani recebeu de braços abertos os amigos e a família, seduziu para a direita, encantou para a esquerda, adorou receber toda a atenção que merecia e ainda mais feliz ficou com os brinquedos imensos que recebeu de prendas.

Quando a Nônô lhe roubava os brinquedos que acabava de receber apenas encolhia os ombros, e passava a desembrulhar o próximo, sem dramas. Foi então que a mamã lhe disse: “Habitua-te meu querido, isto é tudo o que vais ter das mulheres que passarem pela tua vida, elas levam os brinquedos, o carro, a chave do carro, a alma e deixam-te de rastos, sem ter onde cair morto.” Um dia mais tarde ele vai agradecer-me a dica!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As primeiras paixões




Nos finais de Outubro de 2007 o bebé descobriu uma manha, fazia cara feia quando chegava à escolinha, devia ser para tentar imputar um sentimento de culpa nos papás, mas depois ficava tão contente com as canções, histórias e brincadeiras que lhe ensinavam durante o dia que acabava por se esquecer das caretas.
Foi por essa altura que aprendeu a mostrar onde ficava a cabeça, e sabia localizar tudo: olhos, dentes, boca, nariz, orelhas, cabeça e cabelo. Aprendeu também onde estavam os braços, as pernas, os pés e as mãos e até as unhas!!!
Foi com facilidade que disse “pé” e que cantou “O Balão do João”, a sua música favorita, daí até cantar “Olha a Bola Manel”, “Atirei o Pau ao Gato”, “Come a Papa, Alexandre”, foi um instante.
Intrigante como as crianças desde tão pequenas nos conseguem demonstrar as suas preferências, o Alexandre não liga à televisão, mas os seus cromossomas estão certamente bem definidos, quando aparece um jogo de futebol, ele pára e olha para o ecrã, o mesmo se passando com anúncios a automóveis, não sabemos se as cores e os movimentos o fascinam, mas é a m ais pura das verdades.
Diria também que tem uma particular preferência por louras, pois desde que aos 9 meses no centro comercial, estando ao colo do pai rodou sobre si mesmo para acompanhar os movimentos de uma senhora de longos cabelos louros, nada mais nos surpreende relativamente a meninas, nem quando deu o seu primeiro beijo na boca à vizinha do lado a Martinha, nem quando o fez também no aniversário da Nõnô, ou quando as tias me disseram que encostava a cabeça no colo da Bá – uma coleguinha da sala dos mais velhos – e que esta lhe fazia festas na cabeça e lhe dava beijinhos na testa.
Por outro lado havia mais uns beijinhos que ele não dispensava, os da Puska, de vez em quando dizia "Puska, deixa o menino", ou imitando a mãe "Sai Puska" abanando a mão num gesto brusco para intimidar a pobre da cadela, mas em outras alturas assim que chegava a casa dizia "Dá beijinhos ao menino Puska", rindo-se muito depois de ser lambido, altura em que o papa e a mama diziam "Lá está ela a lavar-lhe as amigdalas". A cumplicidade entre ambos foi em crescendo, e o Xani não consegue ver-se sem a Puska e esta fica tristissima sem o seu menino.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Quase um "homem", em fase de grande crescimento


Em Setembro mudou-se para uma sala nova, está um crescido com 73 cm, tem a tomar conta dele a Tia Filipa (PiPa) e a Tia Joaquina (Kiki), mas ainda assim não esqueceu as Tias que o iniciaram, sempre que pode demonstra-lhes o seu afecto ao fugir da Sala Natureza para a Sala Céu, para lhes provar que mantém por elas uma profunda admiração e um amor incondicional como só uma criança de 10 meses pode ter. E as novas tias não se ficam atrás, trabalham muito, para lhe ensinar a enfrentar a vida com um sorriso nos lábios, canta, dança, brinca com todos os objectos que lhe aparecem, aprende a comer como um bebé grande, gosta de pedir “leitinho”, “pão”, “banana”, “batatas”, “iogurte”.

O Alexandre mamou até aos 7,5 meses, como os dentinhos lhe começaram a nascer aos 6 meses, a mamã teve de terminar as mamadas porque ele mordia! A mamã ficou muito triste porque aquele era o “nosso” momento, um vinculo muito grande se estabeleceu entre mãe e filho no decorrer das refeições, o cheirinho do bebé entrava narinas adentro e era tão doce sentir os pezinhos pequenos nas pernas, o bebé enrolava-se todo na barriga da mamã na ultima toma de leite, perto da meia noite e adormecíamos os dois assim juntinhos. Começou então a comer papas, depois passou a fase das sopas e finalmente passou a comer exactamente o mesmo que os papás, inclusivamente na creche aos 14 meses já sobe e desce escadas acompanhado pelas tias para ir almoçar e lanchar ao refeitório que fica na cave. Adora pão, sopa, arroz, peixe, carne, massa, enfim continua a sair ao papá, e como ele próprio diz: “o Alexandre papa tudo”.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A sua primeira semana de férias


As primeiras férias do Alexandre foram passadas em Santa Cruz.

Foi um Verão péssimo o de 2007, sem calor e com muito vento, tentámos leva- lo à praia, para ele mexer na areia - intrigou-o muito o facto de esta lhe fugir por entre os dedos - e para experimentar a água do mar, mas as nossas tentativas de bons dias de praia foram frustradas.

Conseguimos ir 2 dias à praia, em Santa Cruz estava frio e não estivemos mais de meia hora, para o menino foi uma experiência maravilhosa, o que ele explorou a textura da areia e a maravilha que foi vê-lo a olhar o mar, ainda que com o frio que estava nem ousámos dar-lhe banho, só molhar os pezinhos, o que ele adorou!

O papá estava cansado e acabámos por ficar em casa o tempo todo, no entanto, passou 1semana inteirinha com a Tia Inês, que se bem que o adora, parece que tem medo de lhe tocar por ele ser ainda um pequenino.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Creche

Ao 6º mês começou para o Xani uma nova etapa, entrou para a ACB, a Tia Selma (XeXé) e a Tia Amélia (MéMé) iam passar a tomar conta dele, assim como a Tia Paula, embora esta só em part-time porque ser a dona da creche, o que lhe ocupava uma grande parte do tempo.
A creche foi para ele apenas mais uma brincadeira e um novo local de exploração. Os mimos, o carinho, a atenção e a dedicação das tias impediram-no de chorar por sair dos braços da mamã ou do papá para os braços de qualquer uma das suas tias preferidas.
Com elas aprendeu a dizer “olá” – a sua primeira palavra - “cão”, “adeus”, “bola”, “mamã”, “papá”, “azul”, e “puka”, entre tantas outras palavras.
Foram as tias que descobriram aos 6 meses o romper dos seus primeiros dentinhos, dois de uma vez!
Aprendeu também a bater palminhas, a mandar beijinhos e a fazer o gesto de quem diz onde a pitinha põe o ovo.
Com elas rodou sobre si mesmo, gatinhou pela primeira vez, sentou-se sem ajuda e ainda deu o primeiro impulso para a caminhada, pôs-se de pé.

É um bebé feliz, mostrou-nos quando com elas aprendeu a gargalhar.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A recepção da família




O mundo passou a partir do primeiro dia a ser o seu salão de jogos!

A curiosidade fazia dele um boneco sempre em pé, mas por enquanto ainda deitado. Os primeiros 5 meses foram passados na companhia da mamã e da Puska – a cadela que por ele se apaixonou desde o dia em que lhe pode dar beijinhos nas plantas dos pés.

Foram 5 meses de grande dependência, comer e dormir eram os seus desportos favoritos, pelo menos a mamã achou que até aos 3 meses o Alexandre quase nada fazia senão chorar quando tinha fome - e que fome, já nessa altura saia ao papá, comilão - e depois de ter a barriga cheia, dormir.
A partir dos 3 meses a diferença foi-se notando, os olhos absorviam tudo quanto o rodeava e iniciava a sua exploração, as caras, as vozes, o meu próprio corpo, as luzes, o movimento, razões fortes para começar a dormir menos tempo e aprender tudo quanto podia.

O 5º mês foi a alegria das avós, a mamã voltou ao trabalho e 15 dias foram passados com a bábá Lé, outros 15 dias com a vóvó Lena, foi uma experiência deliciosa para todos, o bebé aprendeu a lidar com novos hábitos e novos lugares, novos cheiros e novas caras, tornando-o aberto ao mundo que ele abraçou sem medos, sem receios.
O Xani foi um bébé muito desejado, o centro das atenções de todos quantos desde cedo o rodearam, o pai chorou no dia em que soube da sua existência, a mãe ansiava poder senti-lo nos braços. As avôs estavam radiantes, os bisas não conseguiam esconder a felicidade de poderem conhecer o seu menino. O tio Tito reservou as manifestações para mais tarde e a Tia Inês sentiu-se verdadeiramente "adulta" em relação aos amigos e colegas.
A Puska sentiu uma ternura imediata por aquele pedaço de gente, suspirando por poder demonstrar-lhe o afecto, cheirando e tocando levemente com o focinho. Um dia fui dar com ela de 4 patas em cima da esperguiçadeira, ele dormia tranquilo, quase diria aconchegado.
Até a vizinha do lado a Martinha de 2 anos se apaixonou assim que o viu, e desde esse dia se tornaram os melhores amigos, passadas 2 semanas do Alexandre nascer, nasceu também aquele que com a Marta iria tornar a sua vida rica em amizades, o Rodrigo, o vizinho de baixo.
Todos os amigos da mãe e do pai acabaram por se render aos encantos do "bébé mais lindo do mundo". Sedutor, brincalhão, meigo, voluntarioso e com ares de quem sabe tudo o que quer, consegue levar à certa quem com ele se relaciona com um sorriso e um brilhozinho nos olhos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O ínicio




A grande aventura do Alexandre começou no dia 4 de Novembro de 2006 pelas 9 horas e 48 minutos.
Era 49 cm de gente e tinha 3.480 gr. Já nessa altura era um bebé lindo e a lua devia ser favorável porque sorriu desde o primeiro dia.
O primeiro impacto:
“Estava tão bom dentro da barriga da mamã, cá fora está frio e tenho de aprender a respirar sozinho, quero voltar para onde estava e deixo que o mundo o saiba, pelo que abro bem a goela!”
O sangue começa a circular sem a ajuda da mamã, progressivamente adquire os 5 sentidos
O tacto, principalmente através da boca, que o leva a novas descobertas, comer sozinho vai obrigar a que o seu aparelho digestivo funcione pela primeira vez;
A audição - sabe de imediato que o batimento cardíaco que ouve corresponde àquela voz que ele tão bem conhece, é a mamã, e aquela outra, era a voz que o acalmava do outro lado do desconhecido, é o papá;
A visão: depois de 9 meses é bom dar forma e rosto a quem tão bem me cuidou, ainda que só os consiga ver a 25 cm dos olhos pouco habituados à luz e ao movimento;
O odor, nada se compara ao cheirinho tão familiar da mamã;
O sabor, provar o leitinho quentinho directamente da produtora, é um luxo a que poucos se podem dar e nunca por muito tempo.

Que 1º dia tão fatigante!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Uma história contada a 6 mãos e 4 patas



O Alexandre nasceu há já quase 2 anos, nesse tempo tentei não perder o fio à meada e sempre fui escrevendo a história dele.
O que vou aqui fazer é nada mais do que contar o que se passa de interessante na vida de uns jovens pais com um bebé milagroso e uma cadela mimosa.
As aventuras vividas a 4 numa relação que se quer cúmplice e próxima, e todo o amor que nos rodeia quer por parte da familia quer dos amigos.

A primeira vez que eu e o pai vimos o xani ele era assim, aqui parece grande mas na realidade não era maior que um feijão, o nosso "bé guiga", porque segundo o médico que fez a eco era barrigudo.
Apartir desse dia passámos a ser a familia "guiga" o "bé guiga", a "ma guiga" - porque eventualmente esta iria crescer - o "pa guiga", a quem já não faltava nada para ser um pancitas e a "pu guiga", esta pelas razões opostas, porque a pobre da Puska sempre foi tão magra que nem barriga tinha.
As nossas vidas mudaram logo nesse dia, o ouvir bater o coração, o ver o nosso filho mexer foi uma emoção tão grande que acho que nem o pai nem a mãe conseguiram conter a lagrima teimosa no canto do olho, que rapidamente tentaram disfarçar porque não se coaduna com a nossa imagem de pais modernos. Se soubessemos o que iriamos chorar de emoção a partir desse dia não nos teriamos preocupado.